segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Tecnologia em excesso pode virar problema de saúde mental


Fábio Munhoz
Enviado a Brasília
Nario Barbosa/DGABC
Que a tecnologia é essencial e traz inúmeros benefícios à sociedade, não se discute. Diante de tantas novidades lançadas no mercado fica cada vez mais difícil não estar conectado à internet durante grande parte do dia. Mas o que fazer quando o uso de equipamentos eletrônicos se torna nocivo, gerando problemas sociais e até consequências à saúde?
Especialista em dependência química, o psiquiatra Gabriel Bronstein, da Santa Casa do Rio de Janeiro e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), iniciou há três anos o atendimento a crianças e adolescentes que abusavam da tecnologia, seja por meio de videogames ou das redes sociais.
Apesar de o uso civil da internet ter começado na primeira metade da década de 1990, o aumento da incidência de compulsão por essa ferramenta se intensificou nos últimos anos, com a popularização da conexão de alta velocidade. O médico afirma que cerca de 80% da população do planeta utiliza a rede mundial de computadores. Dessas, 5% têm chances mais elevadas de desenvolver distúrbios ligados ao uso excessivo.
O alerta de que algo está errado deve ser ligado quando o usuário começa a deixar de lado compromissos para viver a realidade virtual. “Ela se torna um problema quando você acaba tendo prejuízo em alguma área da sua vida acadêmica, profissional, familiar ou pessoal. Você deixa de cumprir seus horários e sempre perde a noção do tempo”, explica Bronstein, que falou sobre o tema no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado entre os dias 15 e 18 em Brasília.
Os adolescentes integram o grupo de maior risco. “São mais impulsivos, querem criar seu próprio espaço, desafiar os pais. Tem essa coisa de precisar saber quem ele é, do que ele gosta, do que não gosta. Para isso ele se afasta dos pais e o coloca em risco, como o da dependência química.” As chances de compulsão são ainda mais elevadas em portadores de depressão, ansiedade e TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade).
Entretanto, com a popularização dos smartphones, tem aumentado o número de adultos que dependem da tecnologia, segundo o especialista. Quem nunca presenciou a cena em que todos os participantes de mesa de bar ou restaurante estão com os olhos fixos nos seus dispositivos móveis sem interagir entre si?
Ainda não são claros os motivos que fazem com que a tecnologia se transforme em dependência. Uma das explicações é o fato de que, na internet, o usuário pode criar um personagem, fingindo ser quem não é e alimentando fantasias. “A outra possibilidade é que esse tipo de artifício atinge o prazer, do mesmo modo que as drogas.”
As principais consequências do abuso estão ligadas à queda de produtividade no dia a dia. “Mas há consequências mais graves. Eu tive um paciente, que na época tinha uns 20 anos, que convulsionava diariamente por causa do jogo. Ele havia largado a faculdade, não saía mais de casa, engordou 20 ou 30 quilos, só comia na frente do computador e de onde só saía para dormir, isso quando dormia.”
Bronstein salienta que as pesquisas referentes a esse tema se intensificaram há pouco tempo, quando surgiram casos de adolescentes, principalmente na Ásia, que morreram após passar dias em frente a um dispositivo eletrônico sem se alimentar.
Manicure de Mauá não consegue largar o celular
A manicure Luísa de Sousa Machado, 19 anos, de Mauá, admite ser viciada em tecnologia. Ela conta que a dependência começou há três anos, quando comprou o primeiro smartphone. Sempre conectada nos aplicativos, é tida como “a excluída” pela família e amigos. “Minha mãe sempre reclama que estou comendo com o celular na mão. É tão viciante que, às vezes, na igreja, pego o aparelho sem pensar e o pastor logo me diz que é para prestar atenção ao culto”, fala.
A necessidade de passar o tempo todo conectada já lhe fez driblar a proibição do uso no trabalho. “Era operadora de telefonia e não podia mexer no telefone em serviço, então, colocava o aparelho debaixo das pernas para acessá-lo e levava muita bronca, confesso.”
Para a jovem, ficar um dia sem o celular é inimaginável. “Meu dia sem internet? Não imagino. Me sinto vazia, sem nada, perdida. Todos falam que já demorei para procurar tratamento, que preciso urgente de um psicólogo”, admite.
Familiares devem agir para evitar abusos
Medidas simples podem ser tomadas pelos pais para evitar que os filhos façam uso excessivo de jogos eletrônicos ou equipamentos que permitem acesso às redes sociais. “Uma dica é não deixar o videogame ou o computador no quarto do adolescente, deixando-o em área comum”, explica o psiquiatra Gabriel Bronstein.
O especialista sugere que não sejam dados smartphones a crianças. “Não existe motivo para uma criança de 7 anos ter um dispositivo desse, mas, infelizmente, isso está cada vez mais frequente.” O médico afirma que a idade ideal para o jovem ganhar um aparelho desse tipo é a partir dos 12 ou 13 anos, “quando começa a ter independência e sair um pouco mais”.
Uma vez que a diversão se torna compulsão, o tratamento é delicado. Isso porque, assim como ocorre com as drogas, a retirada dos equipamentos pode gerar abstinência, provocando sintomas clássicos como tremores e sudorese. Além disso, explica o especialista, não é possível interromper completamente o acesso do paciente à tecnologia. “Hoje em dia é impossível pensar em alguém, vivendo em cidade grande pelo menos, que não vá acessar a internet. Tem escola que passa dever de casa pela internet. Isso é irreversível. Nesse ponto, há semelhança com a compulsão alimentar, pois a pessoa não pode parar de comer. Nesses casos, ela vai ter de aprender a lidar com essa dificuldade, provavelmente não vai poder usar o smartphone. É uma reeducação”, comenta. Em alguns casos, são prescritos medicamentos para controlar sintomas como a ansiedade.
Apesar da situação alarmante, Bronstein avalia que a população brasileira possa estar começando a se adaptar com a ‘overdose’ de tecnologia e buscando meios para evitar o uso excessivo, o que pode indicar tendência de queda para esse problema. Exemplo disso são bares onde não há internet sem fio e os consumidores são orientados a conversar entre si. Ou então, grupos que fazem brincadeiras nas quais quem pegar o celular irá pagar a conta.
“Eu acho que a gente está em uma fase de quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Acho que é bem por aí. A gente não sabe o poder dessa ferramenta porque é muito nova, então acabamos exagerando. Provavelmente, as próximas gerações irão lidar com isso de forma natural.”

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dependência Química: drogas e etc...

DIÁRIO DA MANHÃ
PR. LEORDINO LOPES DE CARVALHO JUNIOR O que causa dependência química?
Ao longo de nossas vidas, passamos por momentos difíceis, que parecem insuportáveis. Surge, então, uma força interior que nos impulsiona a sair do sofrimento. É quando o consumo de drogas surge como uma porta sedutora para a fuga da realidade que assola ; tornando  dependentes todos os seus usurários.  Assim orientamos que precisamos ter fé em Deus, em todos os  sentidos precisamos usar a fé como defesa as tantas tentações que existem  em nossos meio. Quantos por impulso, matam, agridem, ofendem, busca nas bebidas  e drogas o caminho de tentar amenizar seu desespero. O caminho bom é o da paz. Caminhos como estes fazem as pessoas perderem o bom convívio, os amigos sinceros, a família, o emprego, a confiabilidade, e afinal perde tudo.
O que é droga?
O termo “droga” envolve analgésicos, barbitúricos, tranquilizantes, alucinógenos, anabolizantes, nicotina e o álcool. Anabolizantes para aumentar a massa muscular tem sido usado sem limites e as causas para o coração, rins e fígado tem sido um desastre. Existem as drogas naturais como a maconha, e as sintéticas produzidas em laboratório, como ecstasy, cocaína e outras.  São ingeridas oralmente, por inalação ou injeção.  O ‘crack’ se popularizou tanto que todas as classes se utilizam desta terrível droga, muitos dizem veio diretamente do inferno. Destrói a família, deixando mães totalmente arrasadas e sem força para impedir as ameaças, roubos e destruição domiciliar. 
COMO AS DROGAS AGEM NO ORGANISMO?
Ao serem ingeridas, as drogas modificam as funções do organismo e cérebro, suas sensações, o humor e o comportamento. Se tornam verdadeiros ‘robôs’ capazes de agredir e até matar por falta de recursos para adquirir a droga. 
Os químicos- dependentes
O dependente químico é chamado de “adicto” que, em grego, significa escravo. É alguém que não consegue abandonar um hábito nocivo, seja por motivos orgânicos ou psicológicos. Esse indivíduo não consome drogas pelo fato de ser vagabundo, mau caráter ou bandido, termos muitas vezes aplicados injustamente. È alguém doente, assim como qualquer outro, que precisa de ajuda para obter um nível de qualidade de vida mais saudável ! O que o usuário busca é uma resposta, um alívio, uma tentativa frustrada de obter paz interior. O vício o leva a uma fuga da realidade. Porém, não observa as consequências disso e se torna um prisioneiro da destruição. Não gosta de conselhos se acha certo as suas atitudes e gosta de sentir o prazer ilusório da droga.
Consequências da dependência química
O uso de drogas, de modo geral, quando não causa óbito natural, leva á morte social, gerando problemas de saúde física e psicológica, perdas financeiras, desentendimentos familiares e complicações com a justiça. Matam e agridem sua própria mãe, seus irmãos, seus avós, falam mentiras, enganam e destroem sua própria vida. A psicoterapia conduzida por um psicólogo, aliada á utilização de medicação (quando necessária) prescrita por um psiquiatra, pode trazer excelentes resultados para quem quer se curar. Esse é o maior objetivo convencer o usuário a desejar sua cura. 
Não somente o tratamento de saúde deve ser buscado. A fé traz segurança e consolo ao paciente. A procura por alívio e paz interior o levou a uma escravidão destrutiva. Mas, onde encontrar alívio e paz ?  Jesus, o mestre mais sábio de toda a história, garantiu :  “ Vinde a mim todos que estais, cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” ( Mt. 11:28 ) “Deixo-vos a paz a Minha Paz vos dou ; não vo-la dou como o mundo dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize” (João 1:27 ) 
A importância da fé independe de religiões, mas de crer em Deus e em Jesus  que pode e é Senhor de todas coisas. A paz e o alívio que não poderiam ser obtidos de forma não nociva, agora estão ao alcance daquele que entender que a prática da fé vai além da religião.... é uma transformação pessoal. Aquele que busca ajuda contra adicção pode obter importante ajuda sobrenatural ao se  apegar ás palavras de Cristo. Assim volta a alegria de viver e a paz na família. Acredite, pois muitos acreditaram  e estão libertos da escravidão dos vícios.       
(Dados obtidos  da cartilha Igreja Quadrangular, psicólogo dr. Rangel Roberto de Menezes Fabrete ) 
(Pr. Leordino Lopes de Carvalho Junior, presidente doConselho de Pastores de Anápolis/CPA. vice-presidente da Cruzada pela Dignidade, e-mail: leordinocpa@hotmail.com)

domingo, 7 de setembro de 2014

Pesquisa da Fiocruz indica que 20% dos usuários das cracolândias são mulheres

  • 07/09/2014 15h19
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira
A Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack – Quem São os Usuários de Crack e/ou Similares do Brasil? Quantos São nas Capitais Brasileiras?, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), verificou que 20% dos que frequentam as chamadas cracolândias são mulheres. O trabalho ouviu 32.359 pessoas, sendo que 24.977 responderam ao questionário nos próprios domicílios e 7.381, nos próprios locais de uso da droga.
Rio de Janeiro Usuários de crack concentram-se nas imediações das obras da Trasncarioca, na Avenida Brasil, próximo ao Complexo da Maré, zona norte da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
As mulheres já são 20% dos usuários de crack e também a parcela mais vulnerável, segundo pesquisa nacional da FiocruzTânia Rêgo/Agência Brasil
Além de responderem os questionários, os usuários fizeram testes de HIV e hepatite, que indicaram que, entre as mulheres, 8,17% eram portadoras do HIV, índice que, nos homens, chegava a 4,01%. Com hepatite C, as mulheres representaram 2,23% dos infectados e os homens, 2,75%.
Segundo um dos coordenadores do trabalho, o médico Francisco Inácio Bastos, do Laboratório de Informação em Saúde (LIS), pertencente ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), o perfil das mulheres pesquisadas é muito negativo. “Até para mim, que sou acostumado a trabalhar nessa área, nunca tinha visto uma população feminina tão maltratada e tão magoada. Agressão física, abuso sexual, nenhuma assistência pré-natal. Quando me perguntam o que me chocou mais como médico, eu digo que foi ver pessoas em uma situação tão precária, precisando tanto de ajuda”, contou à Agência Brasil.
A pesquisa apontou que menos de 5% dos entrevistados permaneceram no tratamento até o último mês. Para o coordenador, ficou claro que a porta de entrada dos usuários de crack no sistema de saúde não é via tratamento da dependência química, mas por meio dos cuidados gerais de saúde, como curativos, tratamento de dente e da boca. O médico acrescentou que, no caso das mulheres, seria natural que o contato com o sistema de saúde ocorresse por necessidade de realizar o pré-natal, mas não é isso o que ocorre.
“No momento das entrevistas, 10% das mulheres relataram que estavam grávidas. O que não quer dizer que tiveram o filho, porque algumas perderam e outras abortaram. Quando se vai para o padrão desejável em termos de pré-natal, que são sete consultas, menos de 5% delas fizeram pré-natal regular”, disse. 
 O coordenador defendeu que os governos deveriam fazer um plano integrado para tratamento do abuso de substâncias químicas vinculado à rede geral de saúde e não apenas aos centros de dependência química. “A grande via do usuário grave se inserir no sistema de saúde é via sistema de saúde geral, são as UPAs [unidades de Pronto-Atendimento], são os programas de Saúde da Família, porque, para o tratamento de dependência química, a proporção que continua é muito baixa. É uma conclusão triste”, explicou.
O Icict também está fazendo uma análise da criminalidade na ausência de programas de apoio aos usuários de crack, para complementar o trabalho. Francisco Inácio Bastos disse que, o que se notou de diferença no tratamento de usuários foi o resultado obtido com a adoção de programas específicos, porque nos locais em que foram implementados houve queda de violência. “Houve uma redução global da taxa de criminalidade e houve uma vinculação dos usuários com programas gerais de saúde”, disse.
A pesquisa foi feita entre o segundo semestre de 2011 e o primeiro semestre de 2013 nas 26 capitais de estado e no Distrito Federal, dividida em três abordagens. A primeira com avaliações em todas as capitais, a segunda nas nove regiões metropolitanas e a última nas cidades pequenas e de médio porte. Agora, o instituto está lançando o livro digital sobre a pesquisa, que pode ser obtido no site do Icict.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dependência química custa R$ 87 mil

Valor foi gasto pela Prefeitura entre janeiro e agosto para tratamento de moradores com dependência química

Publicada em 04/09/14
Erick Paiatto
Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti já conta com alguns leitos e receberá outros
Luana Nogueira
Da reportagem local
A Prefeitura de Mogi das Cruzes já desembolsou mais de R$ 87 mil com a internação de pessoas em clínicas de dependência química de janeiro até agora. Atualmente, o município custeia a permanência de cinco pessoas nas unidades especializadas no atendimento. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde. O município aguarda que uma clínica destinada ao tratamento de dependentes químicos seja construída no Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as obras para a construção da unidade já foram iniciadas e devem ser concluídas em 24 meses. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, das cinco pessoas que têm as internações pagas pela administração municipal, três são adolescentes e duas são adultas do sexo masculino. O valor que é desembolsado pela Prefeitura todos os meses para o tratamento dos adolescentes é de R$ 2.090 cada. Já a internação dos adultos custa aos cofres públicos mensalmente R$ 3.040 (também para cada pessoa).

O valor de R$ 87.780 pago pela administração municipal é referente às internações que foram realizadas de janeiro até o mês passado e incluem pacientes que já receberam alta médica. Os tratamentos são custeados pelo governo municipal quando ocorre alguma decisão judicial que determina o pagamen-to do atendimento.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que atualmente existem 20 leitos que atendem dependentes químicos no Doutor Arnaldo. O atendimento começou a ser prestado em setembro de 2013 e beneficia mulheres e gestantes. Não foi informado qual é a atual taxa de ocupação dos leitos.

Segundo a secretaria, mais 62 novos leitos devem ser destinados ao tratamento de dependentes químicos tanto do sexo masculino quanto do feminino.

O Estado disse "que a internação é apenas uma das alternativas ao tratamento, solicitada somente para os casos graves e severos. A maioria dos pacientes pode ser tratada nos Caps AD das prefeituras ou em comunidades terapêuticas".

sábado, 23 de agosto de 2014

Teste rápido de HIV antes do parto ajuda a evitar transmissão vertical

Com a capacitação, a Sesap pretende expandir o teste rápido para HIV em gestantes às unidades básicas de saúde, no início do pré-natal e no terceiro trimestre de gestação

Gestantes que dão entrada ao Hospital Municipal Irmã Dulce para dar à luz já fazem o teste rápido para pesquisa do HIV, o vírus da Aids. A medida permite a adoção de medidas profiláticas para prevenir a chamada transmissão vertical, da mãe para o bebê, quando em caso positivo. Aprimorando esse atendimento, enfermeiros do complexo participaram de capacitação sobre os testes rápidos para HIV, hepatites B e C e sífilis promovida pela Secretaria de Saúde Pública (Sesap) para profissionais da rede municipal. O evento foi realizado de 18 a 20 deste mês, no anfiteatro do hospital.
Com a capacitação, a Sesap pretende expandir o teste rápido para HIV em gestantes às unidades básicas de saúde, no início do pré-natal e no terceiro trimestre de gestação, conforme prevê resolução da Secretaria de Estado da Saúde publicada em junho deste ano, que também determina a realização do teste no momento do parto, a exemplo do que já acontece no Irmã Dulce. A informação é da coordenadora do programa DST/Aids e Hepatites Virais, Simone de Lara Castro, que conduziu a capacitação.
A iniciativa faz parte do programa Rede Cegonha do governo federal, detalhado pela médica Solange Cavalhieri, referência em Obstetrícia e coordenadora do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Sesap. Durante sua exposição, a obstetra esclareceu o fluxo de atendimento das gestantes do Município desde o exame de confirmação de gravidez até após o nascimento do bebê, o Pré-natal Legal, o papel do Nasf e outros assuntos.
A medida permite a adoção de medidas profiláticas para prevenir a chamada transmissão vertical, da mãe para o bebê (Foto: Agência Brasil)
A medida permite a adoção de medidas profiláticas para prevenir a chamada transmissão vertical, da mãe para o bebê (Foto: Agência Brasil)

Pré-Natal do Pai 
No segundo dia de capacitação, o médico Marcelo Veiga do Marco discorreu sobre aspectos gerais do HIV/Aids e sífilis, defendendo o pré-natal do pai, em que o homem também passa por exames e, quando preciso, inicia o tratamento de doenças que podem ser transmitidas à gestante e, por conseguinte, ao feto. É o que caso da sífilis, uma doença que pode provocar sérios problemas no bebê, aborto ou morte ao nascer, mas que pode ser tratada na gestação. “É importante a participação do parceiro no pré-natal.”
Explicando a diferença entre o portador do vírus HIV e a pessoa que desenvolve a doença, Marco falou dos avanços no tratamento da Aids, frisando a importância da prevenção com uso de preservativo em relações sexuais. “Evoluímos muito nos últimos anos, em qualidade de vida. Não tem como curar, mas o governo fornece o tratamento. (...) O Brasil é exemplo mundial para tratamento de HIV”, destacou.
Sobre a transmissão vertical da sífilis, o médico defendeu o início do tratamento, feito com penicilina, na gestante assim que se confirme a doença. “Vocês têm um compromisso para que se consiga eliminar a transmissão vertical de HIV e sífilis. Esse é um compromisso de todos nós. Precisamos fazer a nossa parte”, acentuou aos profissionais de saúde presentes.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Histórias de quem está vencendo o vício

A dependência química é uma doença que não tem cura. Apesar disso, há exemplos de quem está superando o vício. Em muitos casos, trabalham na prevenção e recuperação de outros dependentes

O caminho do crack é de pedra. É pedra no percurso, difícil e doloroso, é pedra nos pedaços queimados no cachimbo, que atingem o cérebro em até 15 segundos. E já abriu chão pelo Interior. No Ceará, a droga está em 75,5% dos municípios, e em 39% do Estado os problemas relacionados à sua circulação estão avaliados em nível alto, segundo o Observatório do Crack, iniciativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
 No caminho, o crack vai levando milhares. A estimativa mais completa e recente, datada de 2013, totalizou 350 mil usuários no Brasil, conforme a Fiocruz. Nesse caminho, passaram Guilherme, Hélio e Joana (este, fictício). São histórias que nunca se cruzaram, mas carregam tantas semelhanças - delitos, noites na rua, internações, sofrimento familiar. A droga leva a esperança, até que eles conseguiram sair do trajeto. A dependência química é incurável, mas hoje eles estão limpos e contam suas histórias em O POVO.
 Para a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em dependência química e doutora em Enfermagem Psiquiátrica, Amanda Reinaldo, na recuperação há o consenso internacional de que o relacionamento interpessoal, ou seja, a atenção individualizada, tem papel importante no tratamento do dependente químico.
 Ela ressalta o apoio da família com parceira. “Mas ela só vai ‘agir de forma adequada’ se tiver apoio, orientação e atendimento dos serviços de atenção da rede de saúde, de assistência social e jurídica”. A compreensão de que a dependência química é uma doença também é importante, principalmente no que concerne a redução do estigma e preconceito que o usuário de drogas sofre.
 O tratamento involuntário divide opiniões em todo o mundo. A especialista afirma que estudos preliminares já apontam o aumento da reincidência do uso após a alta de uma internação compulsória em comparação a internação voluntária. Mas acredita que outras experiências são possíveis. “O consultório na rua é uma proposta fantástica que tem tido excelentes resultados. Devemos, enfim, investir nas modalidades de atenção que tem apresentado bons resultados e deixar de lado as que violam os direitos”, avalia.
 A SORTE DE TER ANJOS
A vida de Guilherme Bezerra Walraven percorre trajetória similar a de muitos dependentes químicos. Mas quem ouve essa história, que já foi narrada em O POVO, em 2011, pode estranhar que tanto tenha acontecido a um jovem de apenas 27 anos. Hoje, a energia que já foi gasta acendendo cachimbo ele usa no Instituto Caminho da Luz, clínica de reabilitação da qual é proprietário desde 2012.

Como tantos, Guilherme, estudante de Psicologia, tem origem na classe média, porque o crack não domina apenas favelas. Chegou a dormir na rua - inclusive na Cracolândia paulista, enrolado em um lençol junto a outros “zumbis”. Furtou, foi preso, vendeu droga sintética, fugiu de internação - não nessa ordem nem apenas uma única vez. Enganou os pais e a si mesmo em diversas situações. O fundo do poço foi quando tentou suicídio.
Depois de seis meses em tratamento e dois anos trabalhando no Instituto Volta Vida, quis voltar e ganhar o mundo. “Eu tinha um ex-interno que partilhava da mesma vontade de começar um projeto”. Juntos, conheceram o espaço no bairro da Precabura que depois ele passaria a administrar. “Minha mãe (Diva Bezerra, que acompanhou a entrevista) sempre disse que eu tenho a sorte de ter anjos”. O anjo era a agora amiga Maria do Carmo de Carvalho, que trabalhava voluntariamente no lugar.
Quando a dona quis fechar o espaço, eles juntos assumiram a missão de continuar. Hoje, o Instituto Caminho da Luz tem 20 pacientes, que veem no dono uma inspiração. A primeira foi Maria, senhora de 50 anos que Guilherme conheceu nas ruas, no vício. “Eu prometi que, quando conseguisse sair, ia ajudá-la com tratamento um dia”. Maria perdeu os pais e tem perdido os filhos para o crack. Mas se mantém limpa, coordena a cozinha e hoje possui salário próprio.
 O sonho é de continuar e ampliar a clínica. “Um dia, quem sabe, ser um modelo de clínica. E quero ter outra, mas como projeto social, sem fins lucrativos”, projeta. Guilherme se descreve como resultado da persistência - da família e de outras pessoas que acreditaram nele. “Para a sociedade, digo que nunca desista do ser humano. Para os dependentes, repito uma frase de um conselheiro que faz parte da oração de São Vicente: ‘quem não vive para servir, não serve para viver’”.
Serviço
INSTITUTO CAMINHO DA LUZ
Contato: 3476 3754 | 9744 1516
A PALAVRA DEUS
Francisco Hélio hoje, aos 35 anos, quando percorre o caminho de casa, na Comunidade das Quadras, lembra dos becos que usava para fumar crack. “Eu já cheguei a dormir nesse cantinho”, aponta. A droga ele começou com 15, mas o crack só chegou depois. Tudo fruto da curiosidade. Foram sete anos no vício, até os 28.

“Antigamente, cocaína era só com os ricos. Então, quando o crack chegou nas favelas, foi ganhando espaço, porque o efeito é em 10 segundos. É você fumando um aqui e já pensando no dinheiro para comprar outra pedra, que custa uns R$ 5”, descreve. Quando começou a vender as coisas de casa, conta ter tido noção que não dava mais para continuar lá.
O momento mais difícil foi quando contraiu tuberculose. “Eu tomava remédio para me drogar”. Foi no Centro de Recuperação Leão de Judá que ele começou a mudar o rumo que, segundo a mãe, dona Fátima, o levaria à morte. Foram quatro meses e dez dias, período menor que o normal. “Se você não tiver algo em que sustentar, você recai. Para mim, foi a palavra de Deus”
Hoje, Hélio, que é irmão do presidente nacional da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, trabalha como porteiro e alimenta sonhos. Realiza um trabalho de prevenção e aconselhamento junto a detentos em unidades prisionais na Região Metropolitana. “Só em ver a gente eles já ficam com lágrimas nos olhos. Nós levamos a palavra e falamos que eles precisam valorizar a liberdade quando saírem”.
As vontades de Hélio daqui pra frente somam construir um lar, ser inspiração para outros e um dia, talvez, escrever um livro, revela meio tímido. “Às vezes, as mães daqui me chamam para incentivar os filhos, vou lá e aconselho, nesse momento é que eles precisam mais de atenção”.
RECAÍDA
No meio de quem quer sair do caminho do crack também existem as recaídas. A tese da psicóloga e doutora em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rosemeri Pedroso, apontou que 50% dos jovens dependentes recairam até 10 dias após a alta e 34% precisaram retomar o tratamento na rede pública.   
Entre o grupo de adultos, 43,4% tiveram de se reinternar até cinco vezes ao longo de três anos. A pesquisa demonstrou também que um terço dos usuários de drogas se envolve com a prática de crimes durante o período de três meses. A amostragem envolveu mais de 300 adolescentes e adultos. Os motivos, cita Rosemeri, inclui a volta para onde há facilidade para recair, sem emprego e chances para o envolvimento com o crime, entre outros fatores de um contexto desfavorável. “Assim, não se espera que o usuário de crack volte à sua condição original anterior ao uso da droga, mas que desenvolva novas estratégias para lidar com as suas dificuldades acerca da droga e a problemática associada”, afirma Rosemeri.


sábado, 16 de agosto de 2014

Policiais passam por aprimoramento

Policiais civis assistiram a um curso de capacitação sobre drogas

Policiais passam por aprimoramentoA equipe do CAPE (Centro de Antitóxico Prevenção e Educação) da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) de Curitiba, ministraram esta semana um curso de Capacitação Técnica sobre Drogas para os policiais civis da 13ª Subdivisão Policial (13ªSDP) e núcleo da Denarc de Ponta Grossa.
A formada pelos policiais Maria Cristina Venâncio e Nelson Venâncio Filho, graduados em Psicologia e Fisioterapia, especialistas em Dependência Química, desenvolveram o trabalho com objetivo de habilitar os policiais para o conhecimento técnico de como é preparada cada droga, as complicações físicas e psicológicas, as vias de administração, como identificar o usuário de cada droga, as nomenclaturas, os mecanismos de subsistência da dependência, o caminho da dependência química, os caminhos para a prevenção, como ajudar e o que pode ser feito.
O curso foi uma maneira de atualizar os policiais sobre o tema cotidiano da função, facilitando a identificação de cada tipo de droga e sobre a dependência química.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Tratamento de dependência química ganha reforço em Criciúma

Centro Terapêutico foi inaugurado no sábado. Espaço em breve poderá atender até 16 reeducandos
Dependentes químicos e alcoólicos da Região Carbonífera tem um novo espaço para tratamento a partir desta semana. Foi inaugurado, nesse sábado, às margens da rodovia Jorge Lacerda no bairro Capão Bonito, em Criciúma, o Centro Terapêutico Águas Vivas, que terá a fé como cerne do processo de recuperação de homens acima de 18 anos.
O projeto é da Associação de Assistência Social Jeová Jiré, que tem a Igreja do Evangelho Quadrangular de Criciúma (IEQ) como principal mantenedora. “A espiritualidade servirá de base para todas as ações, mas também vamos oferecer terapias ocupacionais, além de acompanhamento médico, psicológico e de assistência social”, afirma o  superintendente da IEQ Criciúma, Reverendo Jair Alexandre.
A rotina no local será marcada por cultos, mas também pela laborterapia, importante instrumento de reeducação e reinserção social pelo trabalho. No ambiente rural, os internos do centro terapêutico terão como principais atividades o plantio de verduras e o cuidado com animais: galinhas, porcos e cavalos.
Atualmente, o espaço tem capacidade para apenas quatro reeducandos, mas a ampliação do local já está em andamento. “Em cerca de dois meses, teremos capacidade para 16 pessoas. Nossa meta é oferecer o tratamento de forma gratuita, com a ajuda dos membros das igrejas do município”, explica o superintendente.
A Igreja do Evangelho Quadrangular possui outros projetos semelhantes em várias cidades de Santa Catarina, entre elas Joinville, Chapecó, Imbituba e Tubarão.

sábado, 9 de agosto de 2014

Novos Conselheiros são Eleitos no I Fórum Municipal Sobre Drogas

Evento tratou sobre a importância da união para combater e tratar de dependentes químicos

publicado em 09/08/2014 às 10:45
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EVENTO discute a importância de tratar sobre as drogas em conjunto com outras entidades
EVENTO discute a importância de tratar sobre as drogas em conjunto com outras entidades
A Secretaria de Assistência Social realizou o I Fórum Municipal Sobre Drogas, que reuniu diversas entidades de Catanduva e elegeu os novos conselheiros do Conselho Municipal de Política Sobre Drogas (COMAD), para o biênio de 2014/2016. O objetivo do fórum foi de destacar a conscientização como forma de combate. Durante a programação os Conselheiros da Sociedade Civil, que comporão o Conselho Municipal de Política Sobre Drogas (COMAD), teve a participação de representantes das entidades: Cidadão do Futuro, Comunidade Terapêutica Cáritas, Vila São Vicente de Paulo, Lírio dos Vales, Amor Exigência, Narcóticos Anônimos, Associação Pão Nosso, GASA, Casa de Apoio das Crianças, Val do Jaboque, dentre outras.
Na ocasião, o prefeito Geraldo Vinholi abriu o evento falando sobre a importância de se tratar do assunto em conjunto, pois a prefeitura precisa das entidades, e as entidades precisam do auxilio da prefeitura. “É uma demanda enorme e crescente, que precisa de união de todos para que possamos combater e tratar. Logo vamos abrir o CAPS Saúde Mental, que vai ajudar muito a Comunidade Terapêutica Cáritas e a Associação Pão Nosso. Estamos viabilizando o CAPS AD, que será mais um auxílio que ajudará muita gente que necessita”, garante.
De acordo com o prefeito, as crianças serão avaliadas por psicólogos nas escolas, principalmente aquelas que já têm um histórico familiar de dependência química. “São 608 crianças que passarão por essa avaliação; detectado algum problema, serão encaminhados a exames psiquiátricos”, afirma.
O promotor de justiça, Carlos Macayochi, frisa a importância da realização desse tipo de evento e agradeceu a presença de todos. “É um problema que aumenta todos os dias e precisamos combater e cuidar de todos que necessitam de auxílio e tratamento”, diz. 
CONSELHEIROS
No final do Fórum, foi desenvolvida a eleição e nomeados os conselheiros da Sociedade Civil que farão parte do COMAD. Titulares: Luis Rogério Sabino, Silmara Aparecida Gomes, Iara Eloisa Diniz Ribeiro, Yeda Cassis da Rocha, Gizandro André Prandi, Irmã Lurdes Maria de Jesus da Silva, Maria Teresa Oliveira da Silva, Padre Carlos Umberto Franquim.
SUPLENTES 
Como suplentes foram eleitos: Natalia Maria Carnelossi, Kaue Dias Martins, André Luís, Patrícia Zucchi Zanini, Gerolino Pereira Mesquita, Antônio Francisco Severino, Karina Barbujani Varoto e Monica Cristina Oliveira.
 COMAD
O COMAD é um órgão consultivo e de assessoramento no que diz respeito à formulação de estratégias e à execução da política de prevenção à dependência química, e tem por finalidade auxiliar a Administração Pública na análise, formulação e aplicação da política de prevenção ao uso de drogas, ao tratamento e à reinserção social dos dependentes químicos e de apoio a seus familiares. De acordo com a Lei Municipal nº 3298 de 12 de novembro de 2001.

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