terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Descaso com nossos freqüentadores da Praia de Santa Clara


Estou apavorado com o descaso com nossos freqüentadores da Praia de Santa Clara, lugar privilegiado pela natureza e abandonado pelos governantes, não tem nada para oferecer ao Turista que traz divisas para o nosso município, cadê a Divisão de Turismo? Só querem cobrar o IPTU e o resto nada. Nem preparativos para o verão estão acontecendo. Vergonha.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em todas as nossas atividades...

Acredito que as tradições servem tanto para manter unidos os grupos que compõem a Irmandade de A.A., mas também servem para que cada membro as aplique em seu dia-a-dia.
Por exemplo, a Primeira Tradição nos fala de bem estar comum e de unidade. Sua mensagem significa que se vivo em unidade, harmonia e serenidade em meu trabalho e com minha família, minha vida terá características parecidas.
Tendo em conta que um Poder Superior está por cima de tudo (Segunda Tradição), se ajo de acordo com os preceitos divinos, nada de mal pode me acontecer.
Posso também colaborar com os outros e ajudá-los em qualquer circunstância, sem juízos nem discriminações (Terceira Tradição), deixando de lado o medo e dando o melhor de mim.
Comprometido com meu trabalho, conservo minha individualidade sem que isso afete aos que me cercam. (Quarta Tradição).
Quando me proponho uma meta, busco-a com perseverança, sem escutar qualquer "canto de sereia" que poderia me desviar de meu objetivo primordial (Quinta Tradição).
Sempre tenho presente que quando uma situação envolve propriedade, dinheiro e prestígio (Sexta Tradição), devo andar com ´"pés de chumbo", porque sou extremamente "sensível" a essas coisas. Tento ser economicamente auto-suficiente sem pedir ajuda a ninguém, praticando a moderação em meus gastos e equilibrando meu orçamento (Sétima Tradição). Esse hábito da economia está inspirado na sugestão de uma "reserva prudente".
Não sei tudo, por isso recorro aos que sabem mais do que eu, aos profissionais e especialistas (Oitava Tradição). Não preciso fazer tudo sozinho; a ajuda e os conselhos daqueles que estão acostumados a um tema podem me aproximar mais de um objetivo.
Delegar e compartilhar são habilidades que eu desconhecia e que adquiri na medida em que fui aceitando as pessoas, os lugares e as coisas (Nona Tradição).
Viver e deixar viver, essa máxima me afastou da controvérsia e me ensinou que às vezes é melhor ficar calado no momento oportuno do que ganhar uma discussão infrutífera (Décima Tradição).
Quando tenho uma idéia e quero compartilhá-la, trato de atrair aos que podem se interessar por ela e não de promovê-la como fazia nos bares (Décima Primeira Tradição).
Não importa o tamanho da obra que se esteja realizando; o que devo fazer é guardá-la para mim, manter-me anônimo (Décima Segunda Tradição) e isso é um grande sacrifício, me custa muito. Mas é necessário tentar e eu continuo tentando.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Modelo Minnesota


Histórico
1934 – Fundação de Alcoólicos Anônimos, em Akron/EUA por Bill W. e  Dr. Bob S.;
1953 – Após a Guerra da Coréia houve um aumento de usuário de drogas psicotrópicas e outras drogas ilícitas; daí nasceu os Narcóticos Anônimos, na cidade de San Prisco (Califórnia/EUA), nos mesmos moldes de Alcoólicos Anônimos, mas com linguagem própria.
1960 – A Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) reconhece a Dependência Química como doença primaria, tendo como conseqüências:
-Físicas = tratadas pela medicina
-Mental/emocional = tratada pela psiquiatria e psicologia;
-Espiritual = tratada pelos 12 Passos de Alcoólicos Anônimo-Narcóticos Anônimos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DOZE PASSOS DO CONSELHEIRO


§  1º Passo - (da humildade) Só conseguimos controlar nossa grande compulsão para “curar” doenças quando conseguimos admitir nossa derrota frente a elas.
§  2º Passo – “Viemos a acreditar que o próprio doente pode resolver seu problema com ajuda, sem ajuda do terapeuta. Reconhecemos existir nele uma força superior, que pode vencer a compulsão”.
§  3º Passo – “Decidimos entregar nossa onipotência profissional a este Poder Superior, abrindo mão dos preconceitos e certezas da profissão, em nome de um pouco mais de boa vontade”.
§  4º Passo – “Fizemos por auto-analise, uma honesta avaliação de nossa capacidade profissional”.
§  5º Passo – Admitimos a natureza de nossas falhas e reconhecemos os limites do nosso saber e competência. Percebemos a importância de compartilhar este segredo com outros profissionais.
§  6º Passo – “Prontificamo-nos a nos reformularmos, iniciando uma luta contra os defeitos de nossa formação profissional”.
§  7º Passo – “Percebemos que Deus como uma experiência interior profunda, capaz de modificar nossa arrogância humana, achando tudo saber e tudo poder. Humildemente rogamos a Ele que nos ajude a remover nossa onipotência profissional”.
§  8º Passo – “Buscamos afastar o ranço moralista e procurar a ética como regra básica. Dispusemo-nos a reparar as falhas de nosso conhecimento procurando e aceitando ajuda de outros terapeutas”.
§  9º Passo – “Passamos a colocar em pratica nossa reformulação pessoal, utilizando princípios de sobriedade”.
§  10º Passo – “Continuamos a nos analisar regularmente, admitindo com humildade nossos erros e visando sempre nosso aperfeiçoamento”.
§  11º Passo – “Procuramos um encontro máximo conosco mesmos e com Deus, da forma como ‘O’ percebemos, para nos reconciliarmos com a vida e com nossa profissão, da maneira como ela é, e não do modo como gostaríamos que ela fosse”.
§  12º Passo – “Tendo experimentado um despertar profissional e pessoal, procuramos auxiliar nossos colegas a quebrar o estigma e sair do estado de ignorância, mantendo um continuo aprendizado e auxilio mútuo”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


              Reflexões...
Vale a Pena Viver... E Aprender!
A vida não espera. Por onde você for o tempo não pára. O que ficou, ficou... O que se foi, passou... É a vida em movimento. Somos viajantes eternos em suas trilhas. Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é que somos eternos dentro do temporário. Ou seja, somos o eterno no movimento da vida que segue. Na natureza, tudo passa.
O traço característico da existência é a impermanência.
As coisas mudam... Pessoas e situações vão e vêm em nossas vidas, entram e saem na esfera de ação do nosso viver. A vida é assim. Há um tempo para tudo: o amanhecer, o meio-dia e o anoitecer. Da mesma forma, há um tempo para semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir... Tudo passa! O que marca é a experiência adquirida. As culpas e as mágoas também passam!
Se você permitir. Sim, se você se permitir notar que o tempo leva tudo, e que a vida segue... Aquele ressentimento antigo ou aquelas emoções apagadas que, vez por outra, bloqueiam a sua alegria fazem parte do que é temporário, mas você é eterno. Essas emoções passam por você, mas que tal superá-las? Que tal passar por elas, sem se deter, apenas ficando a experiência e seguindo a vida? Sim, tudo passa mesmo. As estações se sucedem no tempo certo: primavera, verão, outono e inverno.
 E, do centro da Consciência Cósmica, o Grande Arquiteto do Universo, o Supremo Comandante de todas as vidas e de todos os tempos nos abençoa sempre. As experiências vão, mas o aprendizado fica. A evolução é inevitável! Todos estão destinados à Consciência Cósmica, mesmo que não entendam isso agora. Enquanto evoluem e aprendem a arte de viver, sejam felizes... E não se detenham até alcançar a meta! O que vale é o Amor! Que a luz do discernimento e dos sentimentos mais elevados possa iluminar nossos corações!
Que cada dia leve consigo a maravilha do momento, que sempre passa...
Existir é um privilégio. E viver é maravilhoso!
Paz e Luz.        

sábado, 10 de setembro de 2011

AS ORIGENS DOS DOZE PASSOS

O co-fundador de Alcoólicos Anônimos, Bill W., escreveu o texto básico de A.A. nos anos 30. Havia grupos surgindo em Akron, Cleveland e New York e ele achava que era necessário um livro para divulgar esse movimento, com o objetivo de atingir muitas pessoas. Bill escrevia cada capítulo, mimeografava e circulava para comentários. Depois do quarto capítulo e muita controvérsia, alguns membros encorajaram Bill a escrever exatamente como o processo de recuperação funcionava.Deprimido e resfriado, ele estava deitado na cama quando resolveu escrever um capítulo chamado "Como Funciona". Numa tentativa de fazer um resumo do processo, fez uma lista das etapas, numerou e gostou da idéia de serem doze os passos. Sentiu que esse número era significativo.Isto não foi uma revelação ou inspiração do momento, pois os passos vinham se desenvolvendo há muito tempo. Esse pequeno grupo de alcoólicos em recuperação surgiu dentro de um movimento religioso, os Grupos Oxford, que praticavam quatro absolutos: pureza, honestidade, amor e falta de egocentrismo*.Os Grupos Oxford queriam modificar o mundo, modificando as pessoas e utilizavam o que consideram métodos dos primeiros cristãos para esse fim. Os "cinco procedimentos" desse grupo foram posteriormente adaptados aos Doze Passos e incluíram: (1) Rendição a Deus, (2) Ouvir a orientação de Deus, (3) Compartilhar essa orientação com outros membros, (4) Fazer reparação para as pessoas que tem prejudicado, (5) Depois de um exame cuidadoso, contar seus defeitos a outros, como uma testemunha de sua mudança ou como um método para aliviar a culpa.Uma parte importante do apelo dos Grupos Oxford foi a Irmandade. Eles dependeram de reuniões caseiras, onde os seguidores entusiastas recolhiam os novos membros e isto mais tarde foi estrutura básica de A.A. Outra qualidade transformada em princípio de A.A. foi sua insistência em manter o programa num nível pessoal e simples, evitando discussões analíticas e abstratas, enfatizando o apelo do prazer positivo de uma "mudança de vida".Um pastor Episcopal, Rev. Sam Shoemaker, muito envolvido nos Grupos Oxford, foi instrumental na ajuda do grupo incipiente para desenvolver um programa de seis passos:1) Admitimos que estávamos derrotados, que éramos impotentes perante o álcool.2) Fizemos um inventário moral de nossos defeitos ou pecados.3) Confessamos ou compartilhamos nossas imperfeições com uma outra pessoa de forma confidencial.4) Fizemos reparações a todos aqueles que tínhamos prejudicado devido à nossa bebedeira.5) Tentamos ajudar outros alcoólicos sem buscar recompensa de dinheiro ou prestígio.6) Pedimos a Deus, na forma em que achávamos que existia, a força para praticar esses preceitos.Sempre foi reconhecido que esses princípios se baseavam em antigas práticas, como da confissão, e as Sagradas Escrituras, elementos religiosos diversos, como os Exercícios Espirituais de Santo Inácio (fundador da Ordem Jesuíta). Bill Wilson sempre falava que "ninguém inventou A.A. Tudo em A.A. é emprestado de um outro lugar".Também a literatura popular entre os primeiros membros incluía: The Varieteies of Religious Experience, de William James; The Conversion Experience, de Lewis Browne; The Sermon on the Mont, de Emmet Fox; For Sinners Only, de A.J. Russel; A Santa Bíblia, na versão do rei James, especialmente: O Sermão da Montanha, A Oração do Pai Nosso, O Livro de James, O 13º Capítulo do Primeiro Livro dos Coríntios.A forma original em que Bill Wilson escreveu tinha algumas diferenças, porque no início houve muita oposição aos Doze Passos. Um grupo achava que "colocou muito Deus nesses passos", e outros, "espiritualidade, sim, religião, não" e ainda um grupo a favor de "um livro psicológico". Aos poucos entraram num acordo. A palavra "ajoelhado" foi eliminada do Sétimo Passo, e a frase "Deus na forma em que O concebíamos" foi inserida. Porém, a maior concessão foi de denominá-los Os Doze Passos "sugeridos" e é assim que são até hoje. Contudo, essa palavra ("sugeridos") é geralmente eliminada quando os Passos são apresentados.Importante reconhecer que os Doze Passos vieram de diversas fontes. Não há dúvidas de que Bill W. Foi inspirado na maneira que juntou essas fontes. Porém, se nós vamos nos comunicar bem com profissionais e acadêmicos para explicar e promover um A.A. baseado nos Doze Passos têm um fundamento histórico muito rico.(*) Em inglês: absolute, purity, honesty, love and unselfishness. É interessante notar que foi esse conceito de "absoluto" que eventualmente separou A.A. dos Grupos Oxford. A idéia de perfeição era demais para os recuperados em A.A. e, como fala um texto de um de seus livros, "pretendemos o progresso espiritual em vez da perfeição espiritual".BIBLIOGRAFIA: Alcoólicos Anônimos, Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade, Children of the Healer (Brewer, P.C.), The breeze of the Spirit (Harris I.), Samuel M. Shoemaker Theological Influence on William G. Wilson's Twelve Steps, Spiritual Program of Recovery (Ann Arbor), A.A. Grapevine (1952), Os Doze Passos, The Twelve Eteps for Everyone (Members G.), Grateful To Have Been There (Wing. N), A.A. - The Way it Began (Bittman B.)
        

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NOSSA HISTÓRIA


PRIMEIRO GRUPO DE A.A. NO BRASIL

O NÚCLEO DE A.A. DO RIO DE JANEIRO - "A.A. Rio Nucleus"

5 de setembro, por que? 

Pouco se tem documentado sobre a formação do primeiro Grupo de A.A. no Brasil. O que se pode afirmar é que esse Grupo inicialmente era formado por norte-americanos a serviço no Rio de Janeiro e que o idioma das reuniões, sediadas nas casas ou apartamentos dos companheiros, era o inglês. A maior dificuldade que Herb teve, aparentemente, foi a de não falar fluentemente o português. Ele queria transmitir a mensagem de recuperação a brasileiros ou a quem falasse fluentemente o nosso idioma, pois sabia que quando de sua volta aos Estados Unidos, provavelmente todo o seu trabalho seria perdido. 

Alguns pontos, inclusive a data do início do "A.A. Rio Nucleus" ou Grupo A.A. do Rio de Janeiro, durante tempos foram envoltos em mistério e em controvérsias. Vamos agora fazer uma parada na dissertação e dar uma olhada num fato sobre a formação desse Grupo.

Pudemos observar que o livro de registros do Grupo A.A. do Rio de Janeiro, na data de 29/8/50 traz a seguinte anotação:

"Data - aniversário.

Na reunião de hoje deliberamos comemorar o 3º (terceiro) aniversário da Fundação do Grupo A.A. do Rio de Janeiro no dia 5 (cinco) de setembro próximo.

A referida data ficará, por tradição, como a data oficial da fundação do Grupo.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1950.

Fernando, secretário."

Esse registro documentado é a mais clara evidência de que a data de início do primeiro Grupo de A.A. no Brasil foi 5 de setembro de 1947. Infelizmente o secretário não menciona detalhes como: onde foi realizada a reunião inaugural, quem foram os participantes dessa reunião etc.

O mais provável é que nessa data deu-se o encontro de Herb com o primeiro brasileiro que conseguiu manter-se sóbrio em A.A., o companheiro Antônio P., falecido em meados de 1951, quando tentava recuperar-se de um acidente de trabalho.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pra descontrair: A Verdadeira História de Ali-Baba.

  Dizem que Ali-Baba nasceu nas Arábias, porem não há provas e nem certidão de nascimento. Pelo que será exposto, Ali-Baba é brasileiro e nasceu na década de 50. Quando criança, Ali-Baba babava como um neném normal, na fase da dentição babou muito e criou o habito de babar as coisas alheias. Na escola, Ali-Baba babava pelas coleguinhas de vestidos curtos, até que foi pego pelo Inspetor babando os fundos de uma coleguinha, a situação babou e ele foi parar na secretaria do colégio todo babado e satisfeito, mas foi quando teve contato com o primeiro gibi que Ali-Baba babou com a Caixa Forte do Tio Patinhas mas tinha a Maga Patalogika e os Irmãos Metralhas e seu sonho juvenil babou. E Ali-Baba continuou a babar ali e aqui, ingressou no movimento Hippie experimentou drogas, Ali-Baba babou no papelote de pó a situação babou, foi expulso da galera. Ali-Baba babando pelo poder ingressou no crime, mas a situação babou com a Polícia Federal e Ali-Baba teve que fugir para o interior e lá no planalto central Ali-Baba definiu o seu objetivo e Ali-Baba passou a babar com 40 políticos ladrões (dizem que tem mais) pelo seu antigo sonho juvenil de mergulhar na Caixa Forte. Formou em Brasília a “Caverna dos Ladrões” em um lugar secreto no Congresso e ali, Ali-Baba baba sua baba contagiosa não sei até quando. Não vou assinar para não babar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Os Doze Passos Para a Recaída
O que não devemos praticar
1º Passo– “Alimente a idéia de que algum dia você poderá usar novamente e converter-se em dependente controlado”.
2º PassoIsole-se com raiva de alguém ou de alguma coisa.Critique os métodos utilizados por outras pessoas que não estejam em completo acordo com os que você emprega”.
3º PassoComece a faltar às reuniões, por qualquer motivo, real ou imaginário”.
4º Passo – “Deixe que os outros membros de seu grupo façam o trabalho de 12 Passos’ por você”.
5º Passo – “Adquira consciência de sua ‘antiguidade’ e olhe cada recém-chegado com ceticismo e ironia”.
6º Passo – “Sinta-se satisfeito com seus pontos de vista acerca do programa que se considere a si mesmo como ‘velho mentor’”.
7º Passo – “Organize dentro de seu grupo ou clã (‘grupinho’) de poucos membros que compartam absoluta e totalmente as suas idéias”.
8º Passo – “Diga em segredo ao recém-chegado que você não tem necessitado levar a serio alguns dos ‘Doze Passos’”.
9º Passo – “Permita que se aprofunde em sua mente, mais e mais, a grande ajuda que você presta a outras pessoas e não trate de lembrar de que o programa está ajudando você”.
10º Passo – “Desqualifique de imediato ao membro que haja sofrido uma recaída”.
11º Passo – “Cultive o habito de emprestar ou pedir emprestado dinheiro a seus companheiros e comece a afastar-se das reuniões para evitar encontros desagradáveis”.
12º Passo – “Convença-se de que o programa das 24 horas é vital para os ‘novos’, porem que você já ‘superou’ essa etapa”.

Recaída uma atitude já conhecida para uma programação não seguida.

sábado, 20 de agosto de 2011

Projeto Vôo Livre I Quem se encontra em situação de risco?

"Todos os adolescentes”. O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens é objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros. Os fatores mais importantes são a histórias familiares, os usos por parte dos pais e certas características individuais.A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria superada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos.Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são os estresses causados por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais.

sábado, 13 de agosto de 2011

Projeto Vôo Livre


Com a aproximação das comemorações dos dias dos Pais, refleti na conturbada relação que tive com meu Pai, gênios iguais de gerações diferentes o resultado foi cobranças, falta de dialogo de ambas as partes, manipulações e jogo de interesses resultando numa baita culpa já que Ele se foi e Eu não tive tempo de dizer o quanto o admirava e amava. Diante desta experiência amarga, minha e de outros companheiros do Programa Mutação, resolvi criar o Projeto Vôo Livre, nome sugerido por meu Pai no inicio do Programa Mutação, que é a Atenção Primária aos adolescentes e seus Pais abordando o uso experimental de álcool/drogas e a iniciação sexual através da informação e dialogo, e a prevenção da dependência química e das doenças sexualmente transmissíveis. Já levantamos Vôo nos próximos dias às dicas aos Pais e Adolescentes estarão disponíveis no Blog.
Odemar da Rocha Brandão Filho
Filho, Pai e agora Avô 


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aprendendo a perdoar


Não faremos muito progresso na direção da serenidade do espírito sem que nos reconciliemos com o passado. Se velhas feridas ou conflitos causam sofrimento, precisamos aceitá-los, perdoá-los e deixá-los ir. Acima de tudo, vamos perdoar a nós mesmos. Nenhum de nós escapa da dor de ser ferido pelos outros, em algum ponto de nossas vidas. Alguns ferimentos são menores e fáceis de serem esquecidos. Outros, entretanto, são tão profundos que deixam cicatrizes permanentes. Certas palavras e ações nos ferem tão profundamente que desenvolvemos camadas e mais camadas de cicatrizes psicológicas. A pessoa fechada (que se esconde) é geralmente alguém que recebeu tais ferimentos. Uma variedade de mensagens negativas (“Não seja o próximo”, “Não seja você”, etc.) transformaram-na numa pessoa com medo de se revelar. Para esta pessoa, auto-abertura significa rejeição, punição e traição de confiança. O problema com a pessoa secreta, fechada, é que ela nunca perdoou as feridas do passado. “A mente que perdoa é uma mente liberta. Ela não se mira nos conflitos do passado. Pode avaliar pessoas e acontecimentos objetivamente e permanecer aberta à esperança, alegria e às possibilidades do futuro”.Embora o “perdão” seja normalmente encarado como uma atitude santificada, ele é realisticamente, uma atitude egoísta. Pois é algo que fazemos por nós mesmos, porque nos perdoar liberta para continuarmos com as nossas vidas. “A pessoa que não perdoa condena a si mesmo, a permanecer trancada no seu passado doloroso”.
Como Se Consegue Perdoar? 
Psicólogos dizem que o perdão pode ocorrer num instante e acreditam que isto é verdade. No entanto, em muitos outros, o perdão parece ser um processo de longo alcance. Algumas vezes nos esforçamos para perdoar alguém até acreditamos que havíamos perdoado para de repente perceber mágoas e raivas adormecidas longamente, retornar à vida inesperadamente. Será que isto significa que não havíamos absolutamente perdoado? Talvez. Mas o instinto nos diz outra coisa. O instinto nos diz que ainda estamos no processo de perdão, que parte de nos ainda não se soltou completamente de velhas feridas. 
Existem quatro estágios no perdão: Dor; Raiva; Cicatrização; Juntar as forças. 
Qualquer pessoa familiarizada com o processo de Luto reconhecerá como quase idênticos aos estágios do Luto. Talvez isso seja porque perdoar, de certa forma é quase como enlutar. Quando perdoamos, precisamos abrir mão da autopiedade, abrir mão do desejo de vingança e precisamos dizer adeus àquela velha companhia tão familiar o sofrimento.
 Dor (Sofrimento) - É o primeiro estágio do perdão. Para lidar com os seus próprios sentimentos de dor, é importante lembrar que a dor é a resposta para a perda. Quanto mais profunda for a dor, tanto mais significativa foi a perda. Muitas vezes, uma situação pode ocasionar dor fora de qualquer proporção com a realidade. Quando isso acontece, pode ser que estejamos reagindo a dores sofridas por nós no passado. Sempre que sua dor parecer maior do que a situação que a ocasionou, tente usar o seguinte processo: 
1 – Pergunte a si mesmo o que está sentindo agora. 
2 – Explore os sentimentos de dor, desamparo ou medo que estão existindo sob a superfície. 
3 – Deixe que esses velhos sentimentos o levem de volta ao tempo. Qual a situação que eles lembram a você? 
4 – Explore a antiga situação. Quem são os protagonistas (pessoas envolvidas)? O que aconteceu? Que coisa importante foi tirada de você (tais como amor, aceitação, auto-estima, etc.)? 
Usando este processo para descobrir o que foi perdido por você, irá ajudá-lo a compreender sua dor e a superá-la. 
Raiva – É a palavra que usamos para descrever o Segundo Estágio do Perdão. Raiva implica que alguém é ou deve ser culpado, e este não é o caso. Raiva é o subproduto natural da dor. 
Raiva tem dois tipos: destrutiva e construtiva. 
1 - A Raiva Destrutiva é especificada pelo desejo de culpar e punir. 
Esse é o tipo de raiva que destrói relacionamentos, causa tensões e problemas de saúde, relacionados com a tensão, e deixa a pessoa se sentindo indefesa e impotente. Nunca vai embora; ao contrário, fica maior e mais ingovernável com o tempo. 
2 - A Raiva Construtiva não está focada na vingança. Em vez disso, ela leva a pessoa a fazer perguntas como: “Porque estou sofrendo?” Ou “O que devo fazer para parar com isso?” Esse tipo de raiva produz poder na pessoa. Poder para se manter em pé por si mesmo, poder para encarar quem o magoou, poder para modificar a situação dolorosa. Uma vez que os passos de ação construtiva são tomados, os sentimentos de raiva se dissolvem.Quando o indivíduo está com raiva por mágoas acontecidas com ele no passado deve-se estar atento para que essa raiva não se transforme numa meta por si só. Exemplo: “Eu sou uma emoção em busca de um motivo”. Muitas pessoas fazem isso. “Botar tudo para fora” pode ser um abuso da raiva. Em vez de trabalhar a raiva o indivíduo poderá se encontrar atolado na raiva e isso poderá fechá-lo para qualquer possibilidade de perdão.Uma forma de lidar com a raiva é o individuo fazer a si mesmo três perguntas básicas: 
1 Por que eu tenho raiva? 
2 O que eu quero mudar? 
3 O que eu preciso fazer para que ocorra uma mudança e eu me desfaça da raiva? 
A coisa maravilhosa sobre esse sistema é que ele é inteiramente auto contido. O sucesso depende do indivíduo e não da pessoa que o feriu. Algumas pessoas colocam resistência exatamente por isso. Eles querem manter a pessoa que lhe magoou responsável por sua raiva. Esta, entretanto, não é uma Visão (meta) Realística. A pessoa que causou o dano pode nem ter percebido o que fez, ou talvez até perceba, mas esteja amedrontada demais para reconhecê-lo. Talvez já tenha desaparecido da sua vida ou, como é muitas vezes é o caso com pais, ele ou ela podem ter morrido e deixado você com ninguém para confrontar. Se o indivíduo fizer a si mesmo as três perguntas acima descritas, ele / ela verá rapidamente que sua raiva tem um objetivo: modificar a situação dolorosa. Uma vez que o indivíduo tenha decidido o que se faz necessário para operar a mudança, ele poderá agir para o encontro dessas necessidades. 
Cicatrização O terceiro estágio do perdão, começa quando o indivíduo lida com a dor e a raiva de forma construtiva. Compreensão e entendimento determinam essa fase, porque talvez pela primeira vez o individuo se torna consciente de algumas coisas sobre ele mesmo e sobre sua vida. No passado, a dor e a raiva mantiveram ele / ela no escuro. Agora, as coisas estão nitidamente focalizadas. Isso não quer dizer que tudo será maravilhoso. A cicatrização psicológica pode ser dolorosa e desconfortável, tal como geralmente é também a cicatrização física. 
Juntar as Forças É o último Estágio do Perdão. Significa chegar a uma recuperação completa e prosseguir com a sua vida ileso. Cientes da natureza humana, muitos de nós deixam de dar esse passo porque sentimos que, de alguma forma, estamos libertando aqueles que nos magoaram. “Eu quero que eles vejam o quão profundamente me prejudicaram” é a forma como o raciocínio se apresenta. Isso faz tanto sentido quanto recusar ir ao hospital quando o indivíduo foi atropelado por um carro. A única pessoa ferida é o indivíduo e sua recusa em ficar bom, sugere que ele precisa voltar atrás e trabalhar os primeiros Estágios do Perdão. 
“O perdão promove a humildade, que convida a gratidão”. 

E por falar em Gratidão... Obrigado... Na próxima tem mais

terça-feira, 19 de julho de 2011

DAY TOP

ESTOU AQUI  PORQUE,  FINALMENTE,
NÃO HÁ MAIS COMO ME ESCONDER DE
MIM MESMO.

ATÉ NÃO ME CONFRONTAR  OS OLHOS E NOS CORAÇÕES DE OUTROS,

ESTAREI FUGINDO.
ATÉ SOFRER O PARTILHAR DOS MEUS
SEGREDOS, NÃO ME LIBERTAREI DELES.
TEMEROSO DE SER CONHECIDO
NÃO PODEREI ME CONHECER, NEM
AOS OUTROS...
E ESTAREI SÓ!

ONDE  SE NÃO EM MEU  COMPANHEIRO  PODEREI  ENCONTRAR  ESTE  ESPELHO?

AQUI, JUNTOS, POSSO FINALMENTE

CONHECER-ME POR INTEIRO, NÃO

COMO O GIGANTE QUE SONHO SER,

NEM TAMPOUCO COMO O ANÃO DOS

MEUS TEMORES, MAS COMO PARTE  DE UM TODO,

COMPARTILHANDO MEUS PROPÓSITOS.

NESTE SOLO PODEREI CRIAR RAIZESE CRESCER,

NÃO MAIS ISOLADO COMO  NA MORTE,

MAS VIVO,

 PARA MIM E PARA OS OUTROS.

“Só Por Hoje”

 

domingo, 19 de junho de 2011

RESISTÊNCIAS A MUDANÇAS Parte I


- A percepção de um problema é o primeiro passo na cura ou na mudança dos problemas que afligem o ser humano.
- Quando temos algum problema profundamente inserido no indivíduo, primeiro é precisa-se percebê-lo para então se recuperar.
- Pode-se talvez começar mencionando o problema, queixando-se dele ou vendo-o em outras pessoas. De alguma forma, o problema sobe à superfície de nossa atenção e passa-se a se relacionar com ele.
- A impaciência é uma forma de resistência em aprender e mudar.
- O entregar-se, desistir da resistência, permitir-se aprender.
- Pode-se trabalhar em 02 níveis:
1 – Encarar a resistência 2 – Insistir nas mudanças mentais
Sugere-se que observem, pensem a respeito e depois continuem em frente, apesar de toda dificuldade existente.
Pistas Não Verbais
 Nossas Ações Frequentemente Mostram Nossa Resistência
- Mudar de assunto - Sair da sala- Ir ao banheiro - Chegar atrasado- Ficar doente - Adiar- Desperdiçando tempo - Folhear uma revista- Recusar-se a prestar atenção - Comer, beber, fumar.
 Hipóteses – Muitas vezes fazemos hipóteses sobre nós e os outros para justificar nossa resistência e aparecem declarações do tipo:
- Não adianta nada - Meu cônjuge não iria compreender- Eu teria de mudar toda minha personalidade - só fracos procuram ajuda / tratamento- eles não conseguiriam me ajudar - eles não saberiam lidar com minha raiva- meu caso é diferente - não quero incomodar ninguém- vai passar sozinho - ninguém consegue.
 Eles – damos poder aos outros e usamos essa desculpa para nossa resistência em mudar. Têm-se idéias como:
- Deus não aprova - está chegando a hora certa- este não é o ambiente adequado - eles não me deixarão mudar- eu não tenho o professor ferramenta certa - meu médico não quer- não consigo tirar algumas horas de folga - não quero ficar submetido a eles- é tudo culpa deles - eles têm que mudar primeiro- assim que eu conseguir vou fazê-lo. - você / eles não entendem- não quero magoá-los - é contra minha criação / religião; filosofia.
 Conceitos Sobre o Eu – temos idéias sobre nós mesmos que usamos como limitações e resistência a mudanças
- velhos / jovens demais - altos / baixos demais- gordos / magros demais - preguiçosos demais- fortes / fracos demais- pobre demais - burros demais- indignos demais- frívolos demais - sérios demais- emperrados demais - talvez tudo seja demais.
 Táticas de Procrastinação – a resistência muitas vezes se expressa como táticas de procrastinação. Usa-se desculpas como:
- farei mais tarde - não posso pensar nisso agora- eu teria de ficar muito tempo afastado - Farei isso um dia qualquer- tenho muitas outras a fazer - pensarei nisso amanhã- assim que eu terminar com... - assim que eu voltar de viagem- a hora não é certa - é tarde demais ou cedo demais.
 Negação – essa forma de resistência aparece na negação da necessidade de mudar
- não há nada errado comigo - não consigo fazer nada a respeito- se eu o ignorar, talvez o problema desapareça. - de que adiantaria mudar?
 Medo – a maior categoria de resistência é o medo
– medo do desconhecido- ainda não estou pronto - posso falhar- eles poderão me rejeitar - o que os vizinhos vão pensar?- não quero mexer nisso agora - estou com medo de contar ao meu cônjuge...- não sei o bastante - poderei me magoar- posso precisar mudar demais - talvez fique muito caro- prefiro morrer primeiro - não quero que ninguém saiba - tenho medo de expressar meus sentimentos - não quero conversar sobre isso- não tenho energia necessária - quem sabe onde irei terminar?- posso perder minha liberdade - é difícil demais- não tenho dinheiro agora - posso machucar minhas costas- eu não seria perfeito - eu poderia perder meus amigos- não confio em ninguém - isso poderia prejudicar minha imagem.

Estas são apenas algumas das maneiras que criamos para resistir as Mudanças.

É só por hoje...Mais será revelado.

Odemar R. Brandão Fº.
Consultor em Dependencia Química/DST/AIDS

Abaixo-assinado ANISTIA AOS BOMBEIROS MILITARES

Abaixo-assinado ANISTIA AOS BOMBEIROS MILITARES

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Crack e a Violência

A violência é um dos assuntos mais comentados na atualidade. Assalta a paz espiritual, contribui para a proliferação do flagelo social, e infelizmente, serve de bandeira política para sanguessugas sociais em épocas apropriadas. É certo que violência e criminalidade andam juntas, lado a lado, mas é a mesma coisa? Quando se tem um conjunto de constrangimento físico e moral, com negação dos direitos fundamentais que constituem o chamado piso vital mínimo como falta de moradia, miséria, desigualdades sociais, fome, corrupções, abusos e arbitrariedades e outras mazelas sociais, então nestes casos, podemos falar em violência. Agora, quando se tem um somatório de roubos, furtos, homicídios, lesões corporais, sequestros, estupros, e outros delitos, aqui se pode falar em criminalidade. Seguramente, os níveis de violência contribuem para o crescimento da criminalidade. Quanto menor o nível de violência, menor serão os índices de criminalidade. Assim, é possível afirmar categoricamente que a criminalidade possui várias causas, ela é multifatorial. Mas o que não se pode negar, é que nos dias atuais, o tráfico ilícito e uso de drogas têm sido a causa principal, o comburente que oxigena o recrudescimento da criminalidade em todo país. Inúmeras são as substâncias entorpecentes vendidas e consumidas no mundo inteiro, responsáveis pela degeneração do tecido social: maconha, skank, haxixe, cocaína, merla, paco, codeína, morfina, heroína, LSD, ecstasy e outras. Mas é inegável que o Crack é a droga que mais preocupa a sociedade brasileira, pelo seu potencial poder de destruir, de aviltar e de transformar o usuário em fera social. O Crack é uma droga ilegal derivada da planta de coca, é feita do que sobra do refinamento da merla, que é sobra do refinamento da cocaína, ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água. Foi criada por soldados americanos em meados do ano de 1966, para tentar diminuir o movimento dos Panteras Negras (em inglês Black Panters Party). O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas, que são colocadas no cachimbo junto ao crack. O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto à cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa – basta um cachimbo improvisado. O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurónios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (Rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. Normalmente um usuário de crack, após algum tempo de uso utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns a outras drogas estimulantes: depressão, ansiedade e agressividade.
O uso do crack e sua potente dependência em muitos casos levam o usuário à prática de pequenos crimes para a compra da droga. Estudos relacionam a entrada do crack como droga circulante em São Paulo com o aumento da criminalidade praticada por jovens, como pequenos furtos e o aumento da prostituição juvenil, com o fim de financiar o vício. Na periferia de São Paulo, jovens prostitutas viciadas em crack é o nicho de maior crescimento da AIDS no Brasil. O efeito social do uso do crack é o mais devastador entre as drogas normalmente encontradas no Brasil, o viciado em crack se torna gradativamente completamente dependente da droga, e a prática de pequenos crimes normalmente começa em casa, com o furto de objetos e eletrodomésticos para a compra da droga. O viciado em crack dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou escola diário, passando a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la. Para o combate efetivo, há necessidade de implementação de medidas nas três linhas de ações: preventiva, repressiva e curativa. A prevenção deve ser a primeira linha de ação, com introdução de medidas voltadas para a formação educacional da criança e do adolescente nas escolas, fortalecendo a sua auto-estima, com a demonstração do grande mal que a droga tem causado à sociedade, e mesmo porque a educação é a melhor forma de se prevenir. Mas é preciso que sejam medidas preventivas efetivas, e não um monte de ações pirotécnicas e espetáculos apelativos, mesclado de extorsões junto às entidades públicas e pobres da população, que assistimos por aí, através de alguns arremedos de projetos. Outra medida importante na política de combate ao uso e tráfico de drogas ilícitas é a implantação de clínicas especializadas para desintoxicação do dependente químico. Se não existe um lugar para tal finalidade, evidentemente, que o usuário vai permanecer nas ruas como lixo social, ameaçando, roubando, e trazendo insegurança para as pessoas e para o próprio viciado.






sábado, 28 de maio de 2011

LEI MARIA DA PENHA

Entrou em vigor em 22 de setembro de 2006, a Lei nº 11.340, com disposições de proteção à mulher, recebendo o sugestivo apelido de “Lei Maria da Penha” em homenagem à funcionária pública de mesmo nome, que ficou paraplégica em virtude da violência praticada pelo ex-marido. A lei em questão é fruto de um esforço do movimento feminista brasileiro incluindo as diversas organizações não governamentais e oficiais de proteção à mulher. É verdade que a lei Maria da Penha trouxe avanços à questão de gênero, porém não é a panacéia para solução do problema. Percebe-se uma comemoração geral em torno da lei com exaltação de suas “vantagens”, dentre as quais se pode destacar a previsão de criação de Juizados Especiais de Violência Doméstica, a proibição da desistência da representação ofertada pela vítima, o aumento da pena para os crimes de lesão corporal e ainda o afastamento da Lei 9.099/95, que previa soltura imediata para o autor de delito de menor potencial ofensivo que se comprometesse a comparecer perante o juiz, que lhe aplicaria uma pena alternativa (multas, cestas básicas e prestação de serviço).Veja-se, contudo, o que ocorre quando a letra fria da lei vai ser aplicada a um caso real. Para os casos de Lesão Corporal Leve (mesmo com a pena mais alta) e Ameaça o agressor preso em flagrante não pode mais ser beneficiado com a liberação imediata concedida pela Lei 9.099/95, como era antes, mas tem direito a pagar fiança e responder ao inquérito e ao processo em liberdade. Portanto o efeito prático é o mesmo, o agressor na maioria dos casos fica em liberdade, só não ocorrendo quando este não fizer jus a ser afiançado. Para os casos de agressão física sem lesão corporal, o agressor se livra solto tendo direto a liberdade provisória sem nem mesmo o pagamento de fiança. Portanto, a soltura do agressor acaba por impor da mesma forma ao que acontecia antes da Lei Maria da Penha. Ocorre que há ainda um fator agravante da situação. O procedimento anterior, bem mais simples, levava as barras da justiça mais casos. Atualmente, para um mesmo caso, o trabalho de Polícia Judiciária dobrou, portanto os casos têm solução mais lenta, e demoram muito mais a chegar às mãos de um juiz. Com o acúmulo de serviço, é natural que menos vítimas sejam efetivamente atendidas e alcancem uma solução. Vale lembrar que a lei embora não seja milagrosa, é boa, porém de aplicação deficiente já 1eu os órgãos oficiais, seja em qualquer âmbito: Polícia Judiciária, Defensoria Pública, Judiciária e Ministério Público, não receberam qualquer modificação de estrutura para cumprimento da lei em sua inteireza. Ainda são raros os Estados que criaram os juizados específicos para casos de violência doméstica, e ainda assim, só na capital. A permanecer como está à lei sendo cumprida “pelas metades”, o resultado final para a mulher em nada se modifica, e, portanto, ocorre muito festejo por nada, afinal a exemplo do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma excelente lei, que não cumprida não oferece nada para se comemorar.


IRENE ANGÉLICA FRANCO E SILVA é delegada de Polícia, Titular da Delegacia de Mulheres de Ipatinga: Professora de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito de Ipatinga; Mestranda em Direito e Economia pela UGF.

Publicado na revista O Curiango.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Co-Dependência


A Droga do Co-Dependente É O Seu Comportamento Emocionalmente Disfuncional
Definir co-dependência não é muito fácil, pois suas características e variantes são intermináveis. Vamos, porém, observá-la de uma maneira mais simples e básica, necessária para que possa ocorrer uma identificação.
O termo co-dependente surgiu juntamente com os primeiros programas de recuperação para dependentes químicos nos Estados Unidos. Denominavam-se co-dependentes aquelas pessoas, geralmente familiares, (pais, filhos, maridos, esposas, irmãos, etc.) que se envolviam emocionalmente na doença do dependente químico. Na progressão da mesma, estes também adoeciam.
Co-dependência é uma doença de caráter emocional, como a dependência química; só se desenvolve quando existe uma pré-disposição para tal. Enquanto que no dependente químico essa pré-disposição é de caráter físico, no co-dependente é de caráter emocional. Nenhum co-dependente “desenvolve” a sua doença somente por causa da adicção do seu marido ou filho. Co-dependentes que pensam assim não conseguem romper o ciclo da doença para iniciar a sua recuperação. Na verdade, adoeceu pelo fato de que já dispunha de alguns requisitos ou deficiências de ordem emocional que fizeram com que mergulhasse nessa situação.
Falar de recuperação de co-dependência sem abrir mão de conceitos e sentimentos de culpa é continuar doente, ou seja, é a manifestação da própria doença.
A co-dependência e sua recuperação independem do dependente químico, ela é uma questão extremamente pessoal e individual.
O Co-dependente julga-se responsável por outra pessoa, por seus sentimentos, pensamentos, ações, escolhas, vontades, necessidades, bem-estar, ausência de bem-estar e destino.





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