sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Narcóticos Anônimos - Chega de sofrer.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada. Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua). “Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro. O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado. Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo. A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot. “Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ex-ator de Malhação é internado em clínica no Rio de Janeiro

Família nega que ator tenha envolvimento com drogas
Edward Boggis voltou a se internar em uma clínica referência em psiquiatria e dependência química na zona oeste do Rio de Janeiro. O ator, de 35 anos, já havia ficado em repouso neste mesmo centro de saúde no início deste ano. Ele ficou no local por dois meses. 
Embora esteja na Clínica Jorge Jaber, em Vargem Pequena, que também recebe pessoas envolvidas com drogas, a família do ator nega que a motivação da internação tenha qualquer relação com drogas. Em 2007, o espaço recebeu o ator Fábio Assunção, que se tratou contra uma dependência química.
Ainda segundo a família, o motivo pelo qual o ator teria sido internado no início do ano foi o término de um relacionamento amoroso de oito anos. 
Boggis ficou conhecido após atuar em Malhação (1999), além de interpretar o vilão Tony no seriado “Sandy & Junior” e na novela “O profeta”. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Centro em Campo Grande vai tratar jovens dependentes químicos

 Governo do Estado do Rio de Janeiro (extraído pelo JusBrasil) - 4 anos atrás
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A inauguração do Centro de Tratamento para Adolescentes Dependentes Químicos em Conflito com a Lei, na manhã desta segunda-feira, pelo governador Sérgio Cabral e a primeira-dama Adriana Ancelmo Cabral, marca também o reinício das atividades do Centro de Recuperação de Dependentes Químicos (Credeq). Situado na Estrada do Campinho 4.700, na localidade de Santa Margarida, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, o centro estava paralisado desde 2006.  Com 30 vagas, o mais novo serviço de recuperação de dependentes químicos do Novo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), em parceria com o Credeq e com apoio da obra social Rio Solidário, será destinado exclusivamente ao tratamento de jovens do sexo masculino, na faixa entre 14 e 18 anos e, excepcionalmente, até os 21 anos incompletos que estejam no regime de semiliberdade ou sejam egressos do sistema socioeducativo. Em breve, o Credeq e o Degase abrirão em Itaguaí, na Região Metropolitana, uma unidade para meninas na mesma situação e faixa etária. - Este é um espaço, com uma filosofia super interessante de trazer meninos usuários de drogas e privados de liberdade para uma vida sadia, com comprovado sucesso. Eu tenho a certeza absoluta que daqui, a partir de amanhã, quando estes meninos estarão entrando nesta unidade, teremos condições de recuperar centenas deles, usuários de drogas. E, que são, por conta disto, envolvidos no crime - disse Cabral. O governador e a primeira-dama, acompanhados da primeira-dama do Rio, Cristiane Paes, do secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e do presidente do Credeq, reverendo Isaías de Souza Maciel, entre outros convidados, assistiram a um vídeo, preparado pelo Degase, com imagens de unidades do órgão, agora vinculado à Secretaria de Educação, antes e depois do início do processo de reestruturação por que vem passando com apoio do Rio Solidário. O Novo Degase vem fazendo, desde 2007, uma série de remodelações, pautadas nas determinações do Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo). O órgão já mantém em sua estrutura o projeto Nossa Casa para tratamento ambulatorial de adolescentes dependentes e suas famílias, e a clínica Recuperando Vidas, para internação, com 15 leitos. O Cituad fica no complexo socioeducativo da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.  Presidente de honra da RioSolidário, Adriana Cabral, que também trabalhou incansavelmente pela reabertura do Credeq e a criação do novo centro de tratamento do Degase, ganhou uma placa em homenagem aos serviços prestados, entregue pelo presidente da Universidade Mackenzie e vice-presidente do Serviço de Assistência Social Evangélica (Sase), Hésio de Souza Maciel.  - Só quero agradecer. Na verdade, o que fiz foi corrigir uma injustiça muito grande que era o fechamento temporário do Credeq. E fazendo algo um pouquinho mais complexo que será entregar nas melhores mãos os adolescentes que vão ganhar a oportunidade de ter um tratamento adequado para o uso de drogas. Não tenho dúvida de que aqui vão ser recuperados - apostou Adriana Cabral.  A criação do novo centro de tratamento do Degase só foi possível graças ao convênio firmado entre o Governo do Estado e o Credeq, com apoio institucional do Rio Solidário. O Credeq tem 22 anos de experiência na recuperação de dependentes químicos. O centro já tratou mais de 10 mil pacientes e 25 mil familiares, com excelentes resultados. - A nossa metodologia funciona. Esses rapazes vão ter a chance de despertar para uma nova história em suas vidas, lidar de forma construtiva com a sociedade. Falo como quem já passou por aqui, onde cheguei acreditando que não teria mais um caminho de saída, mas o encontrei e hoje tenho filhos e netos. Uma outra hsitória! - depôs, emocionada, a coordenadora técnica do Credeq, Deise Luci Passos.   O Credeq estava sem atividade desde 2006, por causa do término do convênio que mantinha com a Prefeitura do Rio. Segundo o presidente da instituição, a prefeitura estava exigindo que o Credeq fosse transformado em unidade psiquiátrica. Com o convênio firmado com o governo do estado, o Credeq teve que renovar em 90% a equipe formada por 52 profissionais, entre pedagogos, assistentes sociais, conselheiros, psicólogos, nutricionistas, administradores e equipe técnica.   O tratamento oferecido também vai envolver a família do jovem através do Programa Familiar, promovendo nesta o reconhecimento da necessidade de também se tratar. Além disso, a assistência ambulatorial se estenderá ainda aos egressos por um ano, a contar da alta médica.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Cura da aids ainda está distante
Um dos descobridores do vírus HIV, o pesquisador americano Robert Charles Gallo acredita que uma vacina definitiva não está próxima. Ele e sua equipe também foram pioneiros no desenvolvimento do teste de HIV - e estiveram entre os primeiros a relacionar o vírus como causa da aids. Em entrevista exclusiva ao Terra, ele afirmou que vem trabalhando em uma vacina preventiva contra a aids, que deve entrar em testes clínicos em 2014. Embora destaque os avanços que teve em suas pesquisas, o cientista admite que ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Os pesquisadores destacam que existe somente um caso de cura "esterilizadora" conhecido do HIV, de um paciente que recebeu um transplante de medula.
Vacina experimental e drogas mais eficazes
Em setembro, cientistas divulgaram que uma vacina experimental contra a aids conseguiu livrar um grupo de animais do vírus da imunodeficiência símia (SIV, similar à "versão" humana, o HIV). Além disso, o resultado se mostrou persistente: alguns dos animais já estão há três anos sem sinais do SIV e isso, afirmam os cientistas, pode persistir por toda a vida deles. O problema com o HIV e o seu "irmão" símio é que esses vírus mantêm "reservas" que se manifestam após o sistema imunológico voltar ao normal. 
No mesmo mês, cientistas conseguiram pela primeira vez determinar a estrutura de um dos dois coreceptores utilizados pelo vírus HIV para entrar no sistema imunológico dos humanos - e informaram que esperam, com isso, contribuir para o desenvolvimento de medicamentos mais potentes contra a doença. Através de uma imagem em alta resolução, os pesquisadores poderão analisar melhor a estrutura e, assim, desenvolver drogas com maior eficácia no combate ao causador da aids.
A doutora Deborah Persaud, uma das autoras do estudo, participou do anúncio em Atlanta, nos Estados Unidos Foto: Divulgação
Cientistas anunciam cura funcional do HIV em criança nos EUA
Foto: Divulgação
Avanços brasileiros
Uma abordagem diferente no desenvolvimento da vacina, que visa as regiões constantes do vírus e se mostrou eficaz em camundongos, é a esperança do pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, um dos responsáveis pelo projeto denominado HIVBr18, patenteado por ele e seus colegas Jorge Kalil e Simone Fonseca. De acordo com o pesquisador, o motivo para que ainda não se tenha uma vacina contra o HIV reside em sua alta taxa de mutação. A ideia dos pesquisadores brasileiros é que a vacina se foque apenas nas regiões mais conservadas (constantes) do HIV, que são iguais para pessoas diferentes e não apresentam mutação.
A vacina brasileira, que começou em novembro a ser testada em macacos, pretende aumentar a reação dos imunizados ao vírus, diminuindo a capacidade de transmissão e melhorando a qualidade de vida do paciente. Depois de dois anos, se tudo der certo, chegará a vez dos testes com humanos. O ensaio clínico de fase 1 terá uma população saudável, com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada por vários anos.
Além do alcance das drogas atuais
Os médicos poderão um dia controlar a infecção pelo HIV em pacientes de uma nova maneira:injetando um conjunto de anticorpos destinados a combater micro-organismos nocivos. É o que apontam dois estudos publicados em outubro. Testada em macacos, essa estratégia reduziu significativamente os níveis de um "primo" do HIV no sangue. Os resultados também sugerem que um dia a tática pode ajudar a destruir o vírus da aids nos locais em que se esconde no corpo, algo que os medicamentos aplicados atualmente não conseguem fazer.
Ainda em outubro, um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados. Através da pesquisa com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico.
Desafio
Desde a identificação do retrovírus, passaram-se 30 anos. Embora o ritmo de novas infecções tenha diminuído, o vírus HIV é portado hoje por aproximadamente 35 milhões de pessoas no mundo. Do início da década de 1980 até junho de 2012, o Brasil teve 656.701 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico.
Com informações da GHX Comunicação e as agências AP, Brasil, EFE e Reuters.

Combate à aids: cura funcional de bebê e vacina contra o HIV são novidades

O ano de 2013 foi marcado por muitos avanços na pesquisa contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids, na sigla em inglês) e o combate ao causador da doença, o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Além de anunciar que um bebê infectado passou por tratamento e hoje não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença, cientistas usaram até radiação para destruir populações de vírus HIV em amostras de sangue de pacientes que passam pelo tratamento antirretroviral. Confira, a seguir, as descobertas do ano que nos deixaram mais próximos da cura da aids.
Em março, cientistas anunciam a cura funcional do HIV em uma criança nos Estados Unidos. O paciente de 2 anos, que recebeu o vírus da mãe, foi tratado com drogas antivirais nos primeiros dias de vida e não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença. Os pesquisadores afirmam que a pronta administração dos medicamentos - que o paciente recebeu nas primeiras 30 horas de vida - pode ter levado à cura do bebê por ter impedido a formação de "reservas" do vírus. A cura funcional ocorre quando o vírus, apesar de não desaparecer do organismo, entra em remissão e o paciente não precisa mais de remédios. O anúncio, porém, foi recebido com cautela por especialistas.
Pesquisas apontaram que tratar pacientes logo depois da contaminação pelo HIV pode bastar para garantir uma "cura funcional" da aids, pelo menos em uma pequena parcela de pessoas que recebem um diagnóstico precoce. A revelação foi feita no mesmo mês em que médicos do Mississippi (EUA) anunciaram a cura de uma menina norte-americana que nasceu de mãe soropositiva e foi tratada logo após o parto, alcançando a chamada "cura funcional". O tratamento rápido logo depois da infecção pelo HIV pode ser suficiente para causar, em até 15% dos pacientes, essa cura funcional.

domingo, 24 de novembro de 2013

22/11/2013 - 14h55

De fevereiro de 2011 a setembro de 2013, o projeto "Quero Fazer" fez 23.038 testes de HIV nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília, encontrando uma prevalência média de 4% de pessoas infectadas com o HIV. Esses e outros dados do projeto foram divulgados na manhã dessa sexta-feira, 22 de novembro, em São Paulo, no Encontro Nacional de Equipes do Programa “Quero Fazer”.

O projeto, que existe desde 2008, também treinou 140 pessoas e realizou 1.911 atividades de prevenção em campo. A estimativa é de que tenham atingido mais de 137 mil pessoas -- dessas, 13 mil são das populações mais vulneráveis ao HIV, ou seja,  os homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis e transexuais, que são, na verdade, o foco do projeto.

Na opinião de Beto de Jesus, um dos coordenadores do "Quero Fazer", o programa não é estigmatizante para essas populações. Segundo ele, esse era um medo do início do projeto, mas as populações têm uma boa relação com o projeto.

Dos 23 mil testes, 89 foram realizados em Fortaleza, onde o serviço é mais recente, 3.214, no Rio de Janeiro, 4.506, em São Paulo, 5.615, no Distrito Federal e 9.614, em Recife. Cerca de metade dos testes foram realizados nas populações específicas e a outra metade na população em geral.

Chama a atenção dos realizadores do "Quero Fazer" a grande quantidade de jovens entre 18 e 30 anos que realiza o teste, além das lésbicas representarem uma demanda crescente. Em Recife, há ainda um número maior de testagem em pessoas com mais de 50 anos.

Prevalência de HIV
Em relação às pessoas diagnosticadas com o vírus HIV nos testes realizados pelo "Quero Fazer", o perfil médio é formado pela população masculina, homossexual e na faixa etária entre 18 e 25 anos.

A prevalência de resultado positivo foi, em média, de 4%, mas com variações entre 2% (realizado no trailer de Recife) a 12,7% (testes realizados na ONG associada no Rio de Janeiro). Em São Paulo, o índice fica por volta de 5,1%, em Fortaleza, 3,3% e Brasília, 2,2%.

Embora o projeto tenha sido concebido para a testagem do vírus da aids,  ele também realiza testes de outras DSTs e hepatites virais,  mas os dados dessas não estão sistematizados como os de HIV. Em Fortaleza, a prevalência da sífilis ficou em 13,7%, dado que preocupa os gestores. Segundo Beto de Jesus, nas outras capitais os índices são similares.

Aids em São Paulo

Na segunda mesa da manhã, alguns gestores de regiões que contam com a iniciativa do "Quero Fazer" comentaram sobre a importância do projeto no acesso ao diagnóstico e no combate à epidemia. Eliana Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, também aproveitou a oportunidade para comentar alguns dados epidemiológicos do município, que constam do próximo Boletim Epidemiológico, ainda não divulgado.

Os dados apresentados pela gestora mostram a queda da mortalidade e da letalidade da aids e da incidência de HIV em homens e mulheres. No município de São Paulo, a epidemia está concentrada em jovens, homens e na região central. Em 2012, foram 779 óbitos decorrentes da aids, 21%  menos do que em 2007.

“Mas os dados não são homogêneos”, lembrou Eliana. “Embora tenhamos índices bons, de um modo geral, temos também índices preocupantes”. Entre eles, a incidência e a mortalidade na população negra, que tem índices duas vezes maiores do que a população branca. “Por isso, enfrentar o racismo é tão necessário, seja ele institucional ou não”, completou. Segundo a gestora, para combater a epidemia na cidade é necessário territorializá-la, focar nos jovens, nos HSH e na população negra.

“Aprendemos muito com o "Quero Fazer" e vimos que é uma iniciativa com potencial muito alto para diagnosticar. Aprendemos que concentrar a testagem é altamente eficiente”, finalizou Eliana.

Nana Soares



Apoio Institucional

Agência de Notícias da AIDS

Agência de Notícias da AIDS

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dependência química, uma doença que tem tratamento




(Imagem: Klawitter Productions/Corbis)
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a dependência química é uma doença. Para o dependente a droga assume um lugar tão importante em sua vida que todas as suas atividades giram em torno do ato de conseguir e consumir a sua droga para obter o prazer que tal substância lhe oferece. Não há mais espaço nem para os cuidados básicos consigo mesmo (ex.: tomar banho, escovar os dentes, comer, dormir).
A dependência química é uma das maneiras da pessoa se relacionar com as drogas. Através de pesquisas e de experiência ao atendimento de usuários, percebe-se que geralmente a pessoa inicia com o USO de drogas, esse uso pode ser experimental ou ocasional. Após esse período, pode ocorrer o ABUSO de drogas, fase em que já começa a haver reflexos das substâncias psicoativas na vida do indivíduo, pode dar início aos prejuízos na saúde e na vida pessoal (ex.: faltas à escola e/ou ao trabalho; envolvimento em acidentes; mudanças de humor; atos de violência; etc.). Se em nenhuma dessas etapas a pessoa não for orientada e tratada é possível que o USO/ABUSO de drogas evolua para a DEPENDÊNCIA.
A dependência química tem tratamento, assim como o uso e o abuso de drogas. A psicoterapia é uma das ferramentas para ajudar o usuário a entender o por quê do seu uso de drogas e encontrar maneiras de continuar sua vida de forma prazerosa sem a necessidade das substâncias psicoativas.

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, Brazil
Trabalhos voltados à Atenção Primária, Secundária e Acessoria em Dependência Química. E-Mail:dubranf@gmail.com

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