quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aprendendo a perdoar


Não faremos muito progresso na direção da serenidade do espírito sem que nos reconciliemos com o passado. Se velhas feridas ou conflitos causam sofrimento, precisamos aceitá-los, perdoá-los e deixá-los ir. Acima de tudo, vamos perdoar a nós mesmos. Nenhum de nós escapa da dor de ser ferido pelos outros, em algum ponto de nossas vidas. Alguns ferimentos são menores e fáceis de serem esquecidos. Outros, entretanto, são tão profundos que deixam cicatrizes permanentes. Certas palavras e ações nos ferem tão profundamente que desenvolvemos camadas e mais camadas de cicatrizes psicológicas. A pessoa fechada (que se esconde) é geralmente alguém que recebeu tais ferimentos. Uma variedade de mensagens negativas (“Não seja o próximo”, “Não seja você”, etc.) transformaram-na numa pessoa com medo de se revelar. Para esta pessoa, auto-abertura significa rejeição, punição e traição de confiança. O problema com a pessoa secreta, fechada, é que ela nunca perdoou as feridas do passado. “A mente que perdoa é uma mente liberta. Ela não se mira nos conflitos do passado. Pode avaliar pessoas e acontecimentos objetivamente e permanecer aberta à esperança, alegria e às possibilidades do futuro”.Embora o “perdão” seja normalmente encarado como uma atitude santificada, ele é realisticamente, uma atitude egoísta. Pois é algo que fazemos por nós mesmos, porque nos perdoar liberta para continuarmos com as nossas vidas. “A pessoa que não perdoa condena a si mesmo, a permanecer trancada no seu passado doloroso”.
Como Se Consegue Perdoar? 
Psicólogos dizem que o perdão pode ocorrer num instante e acreditam que isto é verdade. No entanto, em muitos outros, o perdão parece ser um processo de longo alcance. Algumas vezes nos esforçamos para perdoar alguém até acreditamos que havíamos perdoado para de repente perceber mágoas e raivas adormecidas longamente, retornar à vida inesperadamente. Será que isto significa que não havíamos absolutamente perdoado? Talvez. Mas o instinto nos diz outra coisa. O instinto nos diz que ainda estamos no processo de perdão, que parte de nos ainda não se soltou completamente de velhas feridas. 
Existem quatro estágios no perdão: Dor; Raiva; Cicatrização; Juntar as forças. 
Qualquer pessoa familiarizada com o processo de Luto reconhecerá como quase idênticos aos estágios do Luto. Talvez isso seja porque perdoar, de certa forma é quase como enlutar. Quando perdoamos, precisamos abrir mão da autopiedade, abrir mão do desejo de vingança e precisamos dizer adeus àquela velha companhia tão familiar o sofrimento.
 Dor (Sofrimento) - É o primeiro estágio do perdão. Para lidar com os seus próprios sentimentos de dor, é importante lembrar que a dor é a resposta para a perda. Quanto mais profunda for a dor, tanto mais significativa foi a perda. Muitas vezes, uma situação pode ocasionar dor fora de qualquer proporção com a realidade. Quando isso acontece, pode ser que estejamos reagindo a dores sofridas por nós no passado. Sempre que sua dor parecer maior do que a situação que a ocasionou, tente usar o seguinte processo: 
1 – Pergunte a si mesmo o que está sentindo agora. 
2 – Explore os sentimentos de dor, desamparo ou medo que estão existindo sob a superfície. 
3 – Deixe que esses velhos sentimentos o levem de volta ao tempo. Qual a situação que eles lembram a você? 
4 – Explore a antiga situação. Quem são os protagonistas (pessoas envolvidas)? O que aconteceu? Que coisa importante foi tirada de você (tais como amor, aceitação, auto-estima, etc.)? 
Usando este processo para descobrir o que foi perdido por você, irá ajudá-lo a compreender sua dor e a superá-la. 
Raiva – É a palavra que usamos para descrever o Segundo Estágio do Perdão. Raiva implica que alguém é ou deve ser culpado, e este não é o caso. Raiva é o subproduto natural da dor. 
Raiva tem dois tipos: destrutiva e construtiva. 
1 - A Raiva Destrutiva é especificada pelo desejo de culpar e punir. 
Esse é o tipo de raiva que destrói relacionamentos, causa tensões e problemas de saúde, relacionados com a tensão, e deixa a pessoa se sentindo indefesa e impotente. Nunca vai embora; ao contrário, fica maior e mais ingovernável com o tempo. 
2 - A Raiva Construtiva não está focada na vingança. Em vez disso, ela leva a pessoa a fazer perguntas como: “Porque estou sofrendo?” Ou “O que devo fazer para parar com isso?” Esse tipo de raiva produz poder na pessoa. Poder para se manter em pé por si mesmo, poder para encarar quem o magoou, poder para modificar a situação dolorosa. Uma vez que os passos de ação construtiva são tomados, os sentimentos de raiva se dissolvem.Quando o indivíduo está com raiva por mágoas acontecidas com ele no passado deve-se estar atento para que essa raiva não se transforme numa meta por si só. Exemplo: “Eu sou uma emoção em busca de um motivo”. Muitas pessoas fazem isso. “Botar tudo para fora” pode ser um abuso da raiva. Em vez de trabalhar a raiva o indivíduo poderá se encontrar atolado na raiva e isso poderá fechá-lo para qualquer possibilidade de perdão.Uma forma de lidar com a raiva é o individuo fazer a si mesmo três perguntas básicas: 
1 Por que eu tenho raiva? 
2 O que eu quero mudar? 
3 O que eu preciso fazer para que ocorra uma mudança e eu me desfaça da raiva? 
A coisa maravilhosa sobre esse sistema é que ele é inteiramente auto contido. O sucesso depende do indivíduo e não da pessoa que o feriu. Algumas pessoas colocam resistência exatamente por isso. Eles querem manter a pessoa que lhe magoou responsável por sua raiva. Esta, entretanto, não é uma Visão (meta) Realística. A pessoa que causou o dano pode nem ter percebido o que fez, ou talvez até perceba, mas esteja amedrontada demais para reconhecê-lo. Talvez já tenha desaparecido da sua vida ou, como é muitas vezes é o caso com pais, ele ou ela podem ter morrido e deixado você com ninguém para confrontar. Se o indivíduo fizer a si mesmo as três perguntas acima descritas, ele / ela verá rapidamente que sua raiva tem um objetivo: modificar a situação dolorosa. Uma vez que o indivíduo tenha decidido o que se faz necessário para operar a mudança, ele poderá agir para o encontro dessas necessidades. 
Cicatrização O terceiro estágio do perdão, começa quando o indivíduo lida com a dor e a raiva de forma construtiva. Compreensão e entendimento determinam essa fase, porque talvez pela primeira vez o individuo se torna consciente de algumas coisas sobre ele mesmo e sobre sua vida. No passado, a dor e a raiva mantiveram ele / ela no escuro. Agora, as coisas estão nitidamente focalizadas. Isso não quer dizer que tudo será maravilhoso. A cicatrização psicológica pode ser dolorosa e desconfortável, tal como geralmente é também a cicatrização física. 
Juntar as Forças É o último Estágio do Perdão. Significa chegar a uma recuperação completa e prosseguir com a sua vida ileso. Cientes da natureza humana, muitos de nós deixam de dar esse passo porque sentimos que, de alguma forma, estamos libertando aqueles que nos magoaram. “Eu quero que eles vejam o quão profundamente me prejudicaram” é a forma como o raciocínio se apresenta. Isso faz tanto sentido quanto recusar ir ao hospital quando o indivíduo foi atropelado por um carro. A única pessoa ferida é o indivíduo e sua recusa em ficar bom, sugere que ele precisa voltar atrás e trabalhar os primeiros Estágios do Perdão. 
“O perdão promove a humildade, que convida a gratidão”. 

E por falar em Gratidão... Obrigado... Na próxima tem mais

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