sábado, 10 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Unidade feminina para tratamento dependentes químicas será entregue em 2017
A construção da primeira unidade para tratamento de mulheres com dependência química da Fazenda da Paz deve iniciar em maio deste ano e ser concluída em 2017. O terreno- doado pela prefeitura de Teresina- fica na PI-112, estrada para o município de União, a 19 km do Centro de Teresina. Foram destinados quase R$ 786 mil de emendas parlamentares para o projeto.
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O espaço contará com 612 m² de área construída. A comunidade Maria Madalena será parecida com uma grande casa, para proporcionar as internas um ambiente familiar. O local vai abrigar ainda mulheres grávidas que estejam amamentando. No projeto está previsto a construção de um berçário. A capacidade inicial de atendimento será para 60 mulheres e 20 bebês.
"Vamos atender gestantes, mulheres que estão amamentando e também as que já estão com seus filhos. Para isso, teremos uma equipe multidisciplinar, não somente para atender as mulheres, ams também seus filhos. Vamos ter um plano terapêutico, onde ajudaremos as mulheres a trabalhar a sua independência da dependência química e vamos levar instrumentos para que elas possam voltar ao mercado de trabalho", disse Célio Luiz Barbosa, a Fazenda da Paz.
sábado, 2 de abril de 2016
Caso de criança entregue a moradores de rua em BH revela drama da dependência química
Garota de dois anos foi entregue pela mãe, que é viciada em drogas, a moradores de rua no Centro da capital mineira. Situação mostra calvário da família de jovem de 24 anos, que luta para ficar livre do vício em crack e outras substâncias
“Ela estava em um local bastante degradado, que não era adequado. Em contato com os moradores de rua, um deles disse que a mulher havia deixado a criança por volta das 2h da madrugada de quinta-feira, dizendo que voltaria. Ele acrescentou que já tinha visto a mulher, mas não sabia o nome ou quem era”, contou o sargento. A equipe do Estado de Minas foi ao local, onde encontrou algumas pessoas consumindo bebidas alcoólicas. Uma mulher, que não quis ser identificada, disse que a criança não foi abandonada, mas deixada aos cuidados do grupo que ali estava. “A gente cuidou como se fosse nossa filha”, afirmou, sem dar detalhe sobre a mãe da menina. A poucos metros dali, ainda na Rua dos Carijós, um lavador de carros disse que na noite de quarta-feira chegou a levar a mãe e a criança para um ponto de ônibus, para que elas voltassem para casa, o que não aconteceu.
PISTAS Depois de resgatada e alimentada, a garotinha foi levada por policiais até a sede da 6ª Companhia da PM, a dois quarteirões, onde recebeu mais cuidados e o carinho de jornalistas que acompanhavam o desdobramento da ocorrência. Sem saber o que estava acontecendo, a menina se distraía com lápis de cor. Dizia que a mãe tinha ido comprar cigarro.
Alegre e brincalhona, deu pistas à polícia ao falar de familiares. Informou o nome da mãe e do avô. A idade, apontou com os dedos. Nesse meio tempo, o avô entrou em contato com o Conselho Tutelar da Regional Centro-Sul. Mauro conta que recebeu o telefonema da própria filha, informando que a polícia havia recolhido a menina. “Na quarta-feira, minha neta estava na Umei (Unidade Municipal de Educação Infantil), quando, por volta das 15h15, a liberaram para a mãe. Não entendi, porque ela sai às 17h e já pedi várias vezes para que não a deixem ir com a mãe. Acho que eles têm medo dela”, afirmou.
Para Mauro, a filha não faria mal à neta. “Quando usa droga, ela surta, mas é muito carinhosa com a menina.” O servidor público conta que internou a filha 21 vezes e fez o que pôde para que ela deixasse o vício. “Comprei casa para ela em Sabará. Coloquei pato, ganso, marreco. Ela cuidava das galinhas, mas conseguiu ficar só três meses e voltou a cair nas drogas. Também arrumei trabalho para o pai da menina, mas ele também é dependente”, disse.
O avô cuida da criança desde o nascimento e, há um ano e seis meses, entrou com documentação na Justiça para conseguir a guarda. “Ela é muito amada e bem tratada. Tenho plano de saúde e quero incluí-la, mas não consigo, porque não tenho a guarda.” Para ele, a filha deu uma versão diferente da apresentada pela polícia. Disse que não abandonou a menina, que a deixou por pouco tempo com os moradores de rua. Às 6h de ontem, viu quando a polícia recolheu a menina e então fez contato.
Ao buscar a menina no Conselho Tutelar, o avô foi orientado a regularizar a situação e assinou um termo de entrega e responsabilidade, já que é o cuidador, mas ainda não tem a guarda judicial. O órgão de proteção à criança e adolescente deve encaminhar relatório ao Juizado da Infância e Juventude, aconselhando que a guarda fique com os avós maternos. Na tarde de ontem, a menina voltou ao lar e não foi à Umei.
A ocorrência de abandono de incapaz foi registrada no plantão da Polícia Civil. A responsável pela investigação será a delegada Thais Degani, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). “Fizemos o registro por abandono de incapaz. Como não encontramos a mãe, a Polícia Civil ficará responsável por procurá-la”, acrescentou o sargento Muniz. A pena prevista para o crime é de detenção de seis meses a três anos, porém, a punição pode aumentar em um terço caso o autor seja o pai ou a mãe da criança.
UMEI A Secretaria Municipal de Educação informou que, em 2014, os avós da menina comunicaram a unidade que a mãe tinha problemas. Naquele ano, a direção ligava para os avós todas as vezes em que a mulher parecia alterada. No entanto, em 2015, a mãe matriculou a filha e, desde então, segundo a pasta, costuma levá-la e buscá-la com regularidade. Ao pegar a menina na quinta, inclusive, teria apresentado a carteira da criança, exigida dos responsáveis.
Segundo caso
Em três dias, foi o segundo caso de repercussão envolvendo crianças na Grande BH. Na terça-feira, Abimael Moreira Caldeira Costa, de 24 anos, anunciou o filho recém-nascido em um site com os dizeres: “Vendo lindo bebê com 10 dias de vida, homem, com saúde total e comprovada. Ótimo investimento. Valor a combinar”, dizia o anúncio com fotos da criança, depois retirado do ar. Abimael foi preso em flagrante pela Polícia Civil, alegou tratar-se de “brincadeira”, mas pode pegar até seis anos se condenado pelos crimes de prometer ou efetivar a entrega do filho mediante pagamento e submeter criança ou adolescente sob sua guarda a vexame ou constrangimento.
Anvisa libera medicamentos com canabindol
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada nº 66, atualizou a lista de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial, incluindo o canabidiol. O produto, no entanto, somente poderá ser adquirido por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica.
O canabindol é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis Sativa, a planta da maconha. Essa substância possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica, que diminui a ansiedade, antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono. A liberação da substância era defendida por vários pesquisadores que alegam que os efeitos positivos da substância são enormes.
A advogada do escritório Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados e especialista em Direito Sanitário, Melanie Peixoto, explica que o Ministério Público Federal, com o propósito de assegurar o direito à saúde a pessoas que sofrem de doenças graves, incapacitantes e degenerativas, apresentou ação civil pública em 2014 pedindo a liberação da prescrição de medicamentos com a substância canabidiol. O Juiz Federal Marcelo Rebello Pinheiro concedeu uma liminar e determinou que a Anvisa observasse a decisão judicial proferida, em 03 de março de 2016, nos autos da Ação Civil Pública nº 0090670-16.2014.4.01.3400.
“O uso do canabidiol, para aqueles que dependem da substância, pode garantir o alívio de sintomas de doenças e assegurar o seu direito fundamental à saúde. Portanto, a alteração feita pela Anvisa reafirma a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região que preserva a dignidade das pessoas que estão com sua saúde em risco”, observa.
Uso como entorpecente
Nas ruas das cidades é, infelizmente, comum encontrar pessoas que consomem drogas e fazem dessas substâncias seu meio usual de vida. A dependência química e os vários males que as drogas provocam na saúde são diariamente constatados nos números apresentados pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério da Saúde. O Poder Público tem o dever de prevenir e reprimir o tráfico de entorpecentes e drogas afins. Para tanto, o legislador cria diplomas normativos que aplicam sanções às pessoas que realizam atividades contrárias ao interesse público.
A especialista ressalta que a Lei de Drogas – Lei nº 11.343/2006 – foi criada com o objetivo de especificar as medidas de prevenção do uso indevido de substâncias, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, além de estabelecer normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de substâncias.
“De acordo com a Lei, drogas são substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. Quando a Lei determinou que o Poder Executivo da União deveria manter listas com as substâncias ou produtos que causam dependência, criou uma ligação entre a norma penal e a norma administrativa. A lista das substâncias foi editada, por meio da Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998. Essa norma era originalmente do Ministério da Saúde. Com a criação da Anvisa, passou a ser atualizada pela autarquia”, esclarece Melanie Peixoto.
quinta-feira, 31 de março de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
ABORDAGEM: AS 7 FORÇAS POR TRÁS DA MOTIVAÇÃO HUMANA
ABORDAGEM: AS 7 FORÇAS POR TRÁS DA MOTIVAÇÃO HUMANA: Motivação é força definitiva que faz com que você faça algo. Ela não somente inicia e dirige comportamentos orientados por metas, mas ela...
quinta-feira, 24 de março de 2016
Projeto de Prevenção às Drogas de Campinas auxilia família a lidar com problema
segunda-feira, 21 de março de 2016 | Redação RMC
O objetivo do “Recomeço Família” é mostrar ao usuário que ele não está sozinho no enfrentamento da dependência química. As famílias contarão com acolhimento, grupo de apoio e orientação individual, todas as terças-feiras, das 13h às 19h, na própria Coordenadoria de Prevenção às Drogas, localizada na Rua Barreto Leme, 1.550, no Centro de Campinas.
O projeto “Recomeço Família” faz parte do programa “Recomeço” do governo do Estado de São Paulo que é destinado à recuperação voluntária de dependentes químicos, e foi implantado em Campinas em junho de 2013.
Os interessados no projeto deverão entrar em contato pelo telefone (19) 3282-9209, para obter informações e fazer o agendamento para participar dos encontros.
Relatório da ONU aponta que o consumo de drogas sintéticas cresce a cada ano
O ex-superintendente da Polícia Federal, Mauro Spósito, diz que o consumo de droga sintética ainda é pequeno em Manaus, mas concorda com o relatório da ONU de que o consumo vem crescendo
Preço de cada unidade pode chegar a R$ 40 e é consumida em boates e raves(Divulgação)
O ex-superintendente da Polícia Federal, Mauro Spósito, diz que o consumo de droga sintética ainda é pequeno em Manaus, mas concorda com o relatório da ONU de que o consumo vem crescendo. De acordo com ele, a droga é produzida no exterior e, na maioria das vezes, entra no Brasil pela Venezuela.
Nos últimos cinco meses foram feitas duas apreensões de grande quantidade de droga sintética (ecstasy e LSD). São drogas fabricadas em laboratórios, tem cores e formas diversas, forte poder alucinógeno e preço elevado. O Relatório Anual de droga das Organizações das Nações Unidas (ONU) 2015 aponta que o consumo das drogas sintéticas vem crescendo a cada ano.
Mauro Spósito ressalta que as drogas sintéticas são usadas por jovens de alto poder aquisitivo. O preço de uma unidade pode chegar a R$ 40 e é consumida em boates e reves (festas com músicas eletrônicas que acontecem em sítios, na área rural).
Diferente da maconha, da cocaída e do crak, as drogas sintéticas não causam dependência química, apenas alucinações, mas que também podem levar a morte. “Uma pessoa sob o efeito delas pode pegar um carro e sair em alta velocidade, tanto pode causar a própria morte como matar outros”, disse.
Hoje, as drogas sintéticas podem ser encontradas em Manaus, em diversos lugares, como as academias, shoppings e principalmente nas festas frequentadas por jovens da alta sociedade, conforme informações do titular Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), delegado Samir Freire.
É nas reves onde elas são mais consunidas. Em Manaus, as festas acontecem em áreas livres. Sítios, chácaras, pista de arrancada e até em flutuantes. Elas são regadas a músicas eletrônicas e duram até 24h. Apesar de ter acesso às informações, a polícia dificilmente consegue por a mão no fornecedor da drogas sintéticas.
Flagrante
No dia 11 deste mês, oito pessoas foram presas em flagrante por policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) portando aproximadamente mil comprimidos de ecstasy e LSD, além de 15 quilos de skunk.
De acordo com a polícia, o bando suspeito de abastecer, barcos e flutuantes onde acontecem as raves na área do Tarumã em condomínios de luxo da Ponta Negra, era formado por Síria Karoline Souza Ribeiro, 25; Klinger de Paula Fortes, 27; Milena Lizandra de Souza, 25; Lucas Mateus de Souza Cruz, 18; Emanuel Vitor de Souza Vieira, 23; Raissa Késsia Pessoa da Silva, 32; Vinicius Gomes Clementino, 26; e Carlos Eduardo Gomes Pontes Filho foram autuados por tráfico de droga e associação para o tráfico.
Drogas encontradas em festa rave
Em novembro do ano passado, Paulo Henrique Marques de Sousa, de 21; Nelson Oliveira Barros Neto e Laila Thallyne Alves Aguiar, ambos de 20 anos, foram presos durante uma festa rave que acontecia no sítio da Felicidade, no Vivenda Verde, bairro Tarumã, Zona Oeste. No local, a guarnição da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) encontrou vários tipos de drogas.
Os policiais encontraram com os jovens 517 plaquinhas de LSD (dietilamida do ácido lisérgico, uma substância sintética), 295 pílulas de ecstasy, duas porções de haxixe (droga derivada da maconha), duas de maconha skunk (a supermaconha), uma espingarda calibre 32 com duas munições intactas, dois dichavadores (desfiador de fumo, sementes e ervas), três narguilés (espécie de cachimbo de água para fumar), um cachimbo comum, uma balança de precisão e dois celulares.
Drogas passam despercebidas
A forma discreta como as drogas sintéticas são apresentadas dificulta a ação da polícia. Elas são fabricadas em forma de comprimidos coloridos, sempre traz um desenho ou ainda em forma de adesivos, também com desenhos coloridos. Podem ser guardadas dentro de um caderno e até passar como um medicamento normal para os menos informados.
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