sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Medicamento para tratamento de Aids será fabricado no Brasil

Medicamento para tratamento de Aids será fabricado no Brasil

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saúde - Relatório revela que comunidades terapêuticas têm novos nomes com velhas práticas

Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro admite que comunidades não são previstas na sua rede
- Apesar de proibição expressa, viés religioso continua presente

Rebatizar as chamadas comunidades terapêuticas de Centros Regionais de Atendimento a Usuários de Álcool e outras Drogas (CARE-AD), como fez o governo estadual do Rio de Janeiro, não alterou as práticas dessas instituições, que continuam sem um padrão de funcionamento e com um forte viés religioso, apesar de isso ser proibido, revela o Relatório de Visitas a Comunidades Terapêuticas Conveniadas com o Estado do Rio de Janeiro, que vai ser divulgado nesta sexta-feira, dia 9. O trabalho, feito após visita a três dessas comunidades, além de uma audiência pública, mostra que há irregularidades no tratamento oferecido, assim como no repasse de verbas, que são do Fundo Estadual da Saúde, mas executadas pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Durante a audiência pública, realizada no dia 11 de junho, a equipe da Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que os CAREs e os hospitais psiquiátricos não estão previstos na Rede de Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde. Isso mostra claramente uma contradição dentro do próprio governo, uma vez que SEASDH adota esse modelo de tratamento. Sobre o viés religioso, a própria SEASDH afirmou que ele não deveria existir, conforme determina o edital de contratação.

O relatório também destaca que as CAREs vão passar para o controle da Secretaria Estadual de Prevenção à Dependência Química, que surge num cenário nacional de fortalecimento destas clínicas como parte do programa “Crack, é possível vencer”, liberando R$ 130 milhões pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e R$ 100 milhões pelo Ministério da Saúde. Essa pasta está sob comando do secretário Filipe Pereira, do Partido Social Cristão (PSC), filho do pastor Everaldo Dias, da Assembleia de Deus.

As três comunidades visitadas foram o Instituto Aldeia Gideão e a Clínica Michelle Silveira de Moraes, com convênios firmados com a SEASDH, e o Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Associação Amor & Vida (CREDEQ), conveniado com Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE). Todas têm como base um modelo de tratamento que determina o isolamento dos usuários de drogas, seja pela dificuldade de acesso ou pela restrição de visitas e ligações telefônicas. Também adotam a metodologia dos 12 passos ou Minesotta, conjunto de técnicas de caráter moral e religioso, que tem como parte de suas etapas, por exemplo, o perdão e a realização de um “inventário moral”. Essa metodologia é contrária e incompatível com a que prioriza a Redução de Danos, estratégia apontada pelo Ministério da Saúde como a mais adequada para a abordagem ao uso problemático de álcool e outras drogas.
A adoção de práticas há muito abandonadas, assim como a transferência de dinheiro público para entidades privadas, são alguns dos elementos que têm levado as Comunidades Terapêuticas a serem apontadas como um retrocesso no campo da luta antimanicomial e nas políticas públicas de saúde mental. O relatório, então, deixa claro que apesar das adaptações realizadas, a situação verificada nas visitas não parece apresentar diferenças substanciais em relação ao que existia anteriormente.  Afinal, as mudanças nos modos de nomear não se traduzem na transformação dessas instituições.
O relatório foi produzido por: Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura; Grupo Tortura Nunca Mais; Conselho Regional de Serviço Social/RJ; ONG Justiça Global; Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj; e Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores do Rio.
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Programa social rejeita internação compulsória para dependentes


l

Programa proximidade na Lapa começou a receber moradores de rua (Prefeitura do Rio de Janeiro)
Rio de Janeiro - Moradores de rua dependentes de álcool e drogas, que vivem na Lapa, no centro da capital fluminense, começaram a receber hoje (6) atendimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para combater o vício. O Programa Proximidade, que teve início em 2013, busca inserir na sociedade os dependentes químicos.
A primeira localidade a receber a iniciativa, no ano passado, foi o Parque União, comunidade no Complexo da Maré, na zona norte da cidade. Segundo a secretaria, 929 pessoas receberam atendimento, sendo 729 homens e 200 mulheres. Do total, 600 dependentes decidiram continuar o tratamento.
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, o programa está obtendo sucesso porque não impõe o tratamento ao dependente. “Nosso objetivo é estar presente onde está o usuário, e ganhar a confiança dele. Com isso, em um momento de lucidez, o usuário terá a oportunidade de iniciar o tratamento”, disse Pires.
Sobre a internação compulsória dos usuários de crack no Parque União, no início do ano passado, Adilson Pires garantiu que não agirá mais dessa forma. "Não é a melhor forma de enfrentar o problema. Ficou comprovado, com a atuação do programa no Parque União, que a política acolhedora apóia o usuário na sua mudança. Ele começa a enxergar a prefeitura como um parceiro para sua recuperação. É o grande diferencial”, disse Pires.
A iniciativa de atuar nos pontos de uso de drogas foi baseada em pesquisa do Ministério da Justiça e a Fundação Osvaldo Cruz. “Foi revelado que 80% dos usuários de crack querem deixar o vício, mas apenas 20% procuram ajuda. Os outros 60% deixam de procurar tratamento por não saberem aonde ir ou com quem falar”, dissse o secretário.
Os dependentes assistidos pelos agentes sociais do município são incluídos na rede de proteção social da prefeitura, que comporta, entre outras ações o acolhimento e o tratamento ambulatorial contra a dependência química.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada. Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua). “Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro. O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado. Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo. A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot. “Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ex-ator de Malhação é internado em clínica no Rio de Janeiro

Família nega que ator tenha envolvimento com drogas
Edward Boggis voltou a se internar em uma clínica referência em psiquiatria e dependência química na zona oeste do Rio de Janeiro. O ator, de 35 anos, já havia ficado em repouso neste mesmo centro de saúde no início deste ano. Ele ficou no local por dois meses. 
Embora esteja na Clínica Jorge Jaber, em Vargem Pequena, que também recebe pessoas envolvidas com drogas, a família do ator nega que a motivação da internação tenha qualquer relação com drogas. Em 2007, o espaço recebeu o ator Fábio Assunção, que se tratou contra uma dependência química.
Ainda segundo a família, o motivo pelo qual o ator teria sido internado no início do ano foi o término de um relacionamento amoroso de oito anos. 
Boggis ficou conhecido após atuar em Malhação (1999), além de interpretar o vilão Tony no seriado “Sandy & Junior” e na novela “O profeta”. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Centro em Campo Grande vai tratar jovens dependentes químicos

 Governo do Estado do Rio de Janeiro (extraído pelo JusBrasil) - 4 anos atrás
0
A inauguração do Centro de Tratamento para Adolescentes Dependentes Químicos em Conflito com a Lei, na manhã desta segunda-feira, pelo governador Sérgio Cabral e a primeira-dama Adriana Ancelmo Cabral, marca também o reinício das atividades do Centro de Recuperação de Dependentes Químicos (Credeq). Situado na Estrada do Campinho 4.700, na localidade de Santa Margarida, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, o centro estava paralisado desde 2006.  Com 30 vagas, o mais novo serviço de recuperação de dependentes químicos do Novo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), em parceria com o Credeq e com apoio da obra social Rio Solidário, será destinado exclusivamente ao tratamento de jovens do sexo masculino, na faixa entre 14 e 18 anos e, excepcionalmente, até os 21 anos incompletos que estejam no regime de semiliberdade ou sejam egressos do sistema socioeducativo. Em breve, o Credeq e o Degase abrirão em Itaguaí, na Região Metropolitana, uma unidade para meninas na mesma situação e faixa etária. - Este é um espaço, com uma filosofia super interessante de trazer meninos usuários de drogas e privados de liberdade para uma vida sadia, com comprovado sucesso. Eu tenho a certeza absoluta que daqui, a partir de amanhã, quando estes meninos estarão entrando nesta unidade, teremos condições de recuperar centenas deles, usuários de drogas. E, que são, por conta disto, envolvidos no crime - disse Cabral. O governador e a primeira-dama, acompanhados da primeira-dama do Rio, Cristiane Paes, do secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e do presidente do Credeq, reverendo Isaías de Souza Maciel, entre outros convidados, assistiram a um vídeo, preparado pelo Degase, com imagens de unidades do órgão, agora vinculado à Secretaria de Educação, antes e depois do início do processo de reestruturação por que vem passando com apoio do Rio Solidário. O Novo Degase vem fazendo, desde 2007, uma série de remodelações, pautadas nas determinações do Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo). O órgão já mantém em sua estrutura o projeto Nossa Casa para tratamento ambulatorial de adolescentes dependentes e suas famílias, e a clínica Recuperando Vidas, para internação, com 15 leitos. O Cituad fica no complexo socioeducativo da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.  Presidente de honra da RioSolidário, Adriana Cabral, que também trabalhou incansavelmente pela reabertura do Credeq e a criação do novo centro de tratamento do Degase, ganhou uma placa em homenagem aos serviços prestados, entregue pelo presidente da Universidade Mackenzie e vice-presidente do Serviço de Assistência Social Evangélica (Sase), Hésio de Souza Maciel.  - Só quero agradecer. Na verdade, o que fiz foi corrigir uma injustiça muito grande que era o fechamento temporário do Credeq. E fazendo algo um pouquinho mais complexo que será entregar nas melhores mãos os adolescentes que vão ganhar a oportunidade de ter um tratamento adequado para o uso de drogas. Não tenho dúvida de que aqui vão ser recuperados - apostou Adriana Cabral.  A criação do novo centro de tratamento do Degase só foi possível graças ao convênio firmado entre o Governo do Estado e o Credeq, com apoio institucional do Rio Solidário. O Credeq tem 22 anos de experiência na recuperação de dependentes químicos. O centro já tratou mais de 10 mil pacientes e 25 mil familiares, com excelentes resultados. - A nossa metodologia funciona. Esses rapazes vão ter a chance de despertar para uma nova história em suas vidas, lidar de forma construtiva com a sociedade. Falo como quem já passou por aqui, onde cheguei acreditando que não teria mais um caminho de saída, mas o encontrei e hoje tenho filhos e netos. Uma outra hsitória! - depôs, emocionada, a coordenadora técnica do Credeq, Deise Luci Passos.   O Credeq estava sem atividade desde 2006, por causa do término do convênio que mantinha com a Prefeitura do Rio. Segundo o presidente da instituição, a prefeitura estava exigindo que o Credeq fosse transformado em unidade psiquiátrica. Com o convênio firmado com o governo do estado, o Credeq teve que renovar em 90% a equipe formada por 52 profissionais, entre pedagogos, assistentes sociais, conselheiros, psicólogos, nutricionistas, administradores e equipe técnica.   O tratamento oferecido também vai envolver a família do jovem através do Programa Familiar, promovendo nesta o reconhecimento da necessidade de também se tratar. Além disso, a assistência ambulatorial se estenderá ainda aos egressos por um ano, a contar da alta médica.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Cura da aids ainda está distante
Um dos descobridores do vírus HIV, o pesquisador americano Robert Charles Gallo acredita que uma vacina definitiva não está próxima. Ele e sua equipe também foram pioneiros no desenvolvimento do teste de HIV - e estiveram entre os primeiros a relacionar o vírus como causa da aids. Em entrevista exclusiva ao Terra, ele afirmou que vem trabalhando em uma vacina preventiva contra a aids, que deve entrar em testes clínicos em 2014. Embora destaque os avanços que teve em suas pesquisas, o cientista admite que ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Os pesquisadores destacam que existe somente um caso de cura "esterilizadora" conhecido do HIV, de um paciente que recebeu um transplante de medula.
Vacina experimental e drogas mais eficazes
Em setembro, cientistas divulgaram que uma vacina experimental contra a aids conseguiu livrar um grupo de animais do vírus da imunodeficiência símia (SIV, similar à "versão" humana, o HIV). Além disso, o resultado se mostrou persistente: alguns dos animais já estão há três anos sem sinais do SIV e isso, afirmam os cientistas, pode persistir por toda a vida deles. O problema com o HIV e o seu "irmão" símio é que esses vírus mantêm "reservas" que se manifestam após o sistema imunológico voltar ao normal. 
No mesmo mês, cientistas conseguiram pela primeira vez determinar a estrutura de um dos dois coreceptores utilizados pelo vírus HIV para entrar no sistema imunológico dos humanos - e informaram que esperam, com isso, contribuir para o desenvolvimento de medicamentos mais potentes contra a doença. Através de uma imagem em alta resolução, os pesquisadores poderão analisar melhor a estrutura e, assim, desenvolver drogas com maior eficácia no combate ao causador da aids.
A doutora Deborah Persaud, uma das autoras do estudo, participou do anúncio em Atlanta, nos Estados Unidos Foto: Divulgação
Cientistas anunciam cura funcional do HIV em criança nos EUA
Foto: Divulgação
Avanços brasileiros
Uma abordagem diferente no desenvolvimento da vacina, que visa as regiões constantes do vírus e se mostrou eficaz em camundongos, é a esperança do pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, um dos responsáveis pelo projeto denominado HIVBr18, patenteado por ele e seus colegas Jorge Kalil e Simone Fonseca. De acordo com o pesquisador, o motivo para que ainda não se tenha uma vacina contra o HIV reside em sua alta taxa de mutação. A ideia dos pesquisadores brasileiros é que a vacina se foque apenas nas regiões mais conservadas (constantes) do HIV, que são iguais para pessoas diferentes e não apresentam mutação.
A vacina brasileira, que começou em novembro a ser testada em macacos, pretende aumentar a reação dos imunizados ao vírus, diminuindo a capacidade de transmissão e melhorando a qualidade de vida do paciente. Depois de dois anos, se tudo der certo, chegará a vez dos testes com humanos. O ensaio clínico de fase 1 terá uma população saudável, com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada por vários anos.
Além do alcance das drogas atuais
Os médicos poderão um dia controlar a infecção pelo HIV em pacientes de uma nova maneira:injetando um conjunto de anticorpos destinados a combater micro-organismos nocivos. É o que apontam dois estudos publicados em outubro. Testada em macacos, essa estratégia reduziu significativamente os níveis de um "primo" do HIV no sangue. Os resultados também sugerem que um dia a tática pode ajudar a destruir o vírus da aids nos locais em que se esconde no corpo, algo que os medicamentos aplicados atualmente não conseguem fazer.
Ainda em outubro, um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados. Através da pesquisa com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico.
Desafio
Desde a identificação do retrovírus, passaram-se 30 anos. Embora o ritmo de novas infecções tenha diminuído, o vírus HIV é portado hoje por aproximadamente 35 milhões de pessoas no mundo. Do início da década de 1980 até junho de 2012, o Brasil teve 656.701 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico.
Com informações da GHX Comunicação e as agências AP, Brasil, EFE e Reuters.

Quem somos

Minha foto
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, Brazil
Trabalhos voltados à Atenção Primária, Secundária e Acessoria em Dependência Química. E-Mail:dubranf@gmail.com

Pesquisar este blog

Powered By Blogger

Como você vê a dependência química?

Arquivo do blog

Bibiliografia Sugerida

  • Alcoólicos Anôninos (Livro Azul)
  • Isto Resulta - Como e Porque (NA)
  • Viver Sóbrio

Filmografia Sugerida

  • 28 Dias
  • Bicho de sete cabeças
  • Despedida em Las Vegas
  • Quando um Homem ama uma Mulher

PARA QUE ISSO?

PARA QUE ISSO?
A imagem diz tudo

LUTO

LUTO
A CIDADE ONDE NASCI FOI DESTRUIDA, MAS AINDA TÁ LÁ.