terça-feira, 23 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Projeto Vôo Livre I Quem se encontra em situação de risco?
"Todos os adolescentes”. O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens é objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros. Os fatores mais importantes são a histórias familiares, os usos por parte dos pais e certas características individuais.A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria superada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos.Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são os estresses causados por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais.
sábado, 13 de agosto de 2011
Projeto Vôo Livre
Com a aproximação das comemorações dos dias dos Pais, refleti na conturbada relação que tive com meu Pai, gênios iguais de gerações diferentes o resultado foi cobranças, falta de dialogo de ambas as partes, manipulações e jogo de interesses resultando numa baita culpa já que Ele se foi e Eu não tive tempo de dizer o quanto o admirava e amava. Diante desta experiência amarga, minha e de outros companheiros do Programa Mutação, resolvi criar o Projeto Vôo Livre, nome sugerido por meu Pai no inicio do Programa Mutação, que é a Atenção Primária aos adolescentes e seus Pais abordando o uso experimental de álcool/drogas e a iniciação sexual através da informação e dialogo, e a prevenção da dependência química e das doenças sexualmente transmissíveis. Já levantamos Vôo nos próximos dias às dicas aos Pais e Adolescentes estarão disponíveis no Blog.
Odemar da Rocha Brandão Filho
Filho, Pai e agora Avô
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Aprendendo a perdoar
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Como Se Consegue Perdoar?
Psicólogos dizem que o perdão pode ocorrer num instante e acreditam que isto é verdade. No entanto, em muitos outros, o perdão parece ser um processo de longo alcance. Algumas vezes nos esforçamos para perdoar alguém até acreditamos que havíamos perdoado para de repente perceber mágoas e raivas adormecidas longamente, retornar à vida inesperadamente. Será que isto significa que não havíamos absolutamente perdoado? Talvez. Mas o instinto nos diz outra coisa. O instinto nos diz que ainda estamos no processo de perdão, que parte de nos ainda não se soltou completamente de velhas feridas.
Existem quatro estágios no perdão: Dor; Raiva; Cicatrização; Juntar as forças.
Qualquer pessoa familiarizada com o processo de Luto reconhecerá como quase idênticos aos estágios do Luto. Talvez isso seja porque perdoar, de certa forma é quase como enlutar. Quando perdoamos, precisamos abrir mão da autopiedade, abrir mão do desejo de vingança e precisamos dizer adeus àquela velha companhia tão familiar o sofrimento.
Dor (Sofrimento) - É o primeiro estágio do perdão. Para lidar com os seus próprios sentimentos de dor, é importante lembrar que a dor é a resposta para a perda. Quanto mais profunda for a dor, tanto mais significativa foi a perda. Muitas vezes, uma situação pode ocasionar dor fora de qualquer proporção com a realidade. Quando isso acontece, pode ser que estejamos reagindo a dores sofridas por nós no passado. Sempre que sua dor parecer maior do que a situação que a ocasionou, tente usar o seguinte processo:
1 – Pergunte a si mesmo o que está sentindo agora.
2 – Explore os sentimentos de dor, desamparo ou medo que estão existindo sob a superfície.
3 – Deixe que esses velhos sentimentos o levem de volta ao tempo. Qual a situação que eles lembram a você?
4 – Explore a antiga situação. Quem são os protagonistas (pessoas envolvidas)? O que aconteceu? Que coisa importante foi tirada de você (tais como amor, aceitação, auto-estima, etc.)?
Usando este processo para descobrir o que foi perdido por você, irá ajudá-lo a compreender sua dor e a superá-la.
Raiva – É a palavra que usamos para descrever o Segundo Estágio do Perdão. Raiva implica que alguém é ou deve ser culpado, e este não é o caso. Raiva é o subproduto natural da dor.
Raiva tem dois tipos: destrutiva e construtiva.
1 - A Raiva Destrutiva é especificada pelo desejo de culpar e punir.
Esse é o tipo de raiva que destrói relacionamentos, causa tensões e problemas de saúde, relacionados com a tensão, e deixa a pessoa se sentindo indefesa e impotente. Nunca vai embora; ao contrário, fica maior e mais ingovernável com o tempo.
2 - A Raiva Construtiva não está focada na vingança. Em vez disso, ela leva a pessoa a fazer perguntas como: “Porque estou sofrendo?” Ou “O que devo fazer para parar com isso?” Esse tipo de raiva produz poder na pessoa. Poder para se manter em pé por si mesmo, poder para encarar quem o magoou, poder para modificar a situação dolorosa. Uma vez que os passos de ação construtiva são tomados, os sentimentos de raiva se dissolvem.Quando o indivíduo está com raiva por mágoas acontecidas com ele no passado deve-se estar atento para que essa raiva não se transforme numa meta por si só. Exemplo: “Eu sou uma emoção em busca de um motivo”. Muitas pessoas fazem isso. “Botar tudo para fora” pode ser um abuso da raiva. Em vez de trabalhar a raiva o indivíduo poderá se encontrar atolado na raiva e isso poderá fechá-lo para qualquer possibilidade de perdão.Uma forma de lidar com a raiva é o individuo fazer a si mesmo três perguntas básicas:
1 Por que eu tenho raiva?
2 O que eu quero mudar?
3 O que eu preciso fazer para que ocorra uma mudança e eu me desfaça da raiva?
A coisa maravilhosa sobre esse sistema é que ele é inteiramente auto contido. O sucesso depende do indivíduo e não da pessoa que o feriu. Algumas pessoas colocam resistência exatamente por isso. Eles querem manter a pessoa que lhe magoou responsável por sua raiva. Esta, entretanto, não é uma Visão (meta) Realística. A pessoa que causou o dano pode nem ter percebido o que fez, ou talvez até perceba, mas esteja amedrontada demais para reconhecê-lo. Talvez já tenha desaparecido da sua vida ou, como é muitas vezes é o caso com pais, ele ou ela podem ter morrido e deixado você com ninguém para confrontar. Se o indivíduo fizer a si mesmo as três perguntas acima descritas, ele / ela verá rapidamente que sua raiva tem um objetivo: modificar a situação dolorosa. Uma vez que o indivíduo tenha decidido o que se faz necessário para operar a mudança, ele poderá agir para o encontro dessas necessidades.
Cicatrização O terceiro estágio do perdão, começa quando o indivíduo lida com a dor e a raiva de forma construtiva. Compreensão e entendimento determinam essa fase, porque talvez pela primeira vez o individuo se torna consciente de algumas coisas sobre ele mesmo e sobre sua vida. No passado, a dor e a raiva mantiveram ele / ela no escuro. Agora, as coisas estão nitidamente focalizadas. Isso não quer dizer que tudo será maravilhoso. A cicatrização psicológica pode ser dolorosa e desconfortável, tal como geralmente é também a cicatrização física.
Juntar as Forças É o último Estágio do Perdão. Significa chegar a uma recuperação completa e prosseguir com a sua vida ileso. Cientes da natureza humana, muitos de nós deixam de dar esse passo porque sentimos que, de alguma forma, estamos libertando aqueles que nos magoaram. “Eu quero que eles vejam o quão profundamente me prejudicaram” é a forma como o raciocínio se apresenta. Isso faz tanto sentido quanto recusar ir ao hospital quando o indivíduo foi atropelado por um carro. A única pessoa ferida é o indivíduo e sua recusa em ficar bom, sugere que ele precisa voltar atrás e trabalhar os primeiros Estágios do Perdão.
“O perdão promove a humildade, que convida a gratidão”.
E por falar em Gratidão... Obrigado... Na próxima tem mais
terça-feira, 19 de julho de 2011
DAY TOP
ESTOU AQUI PORQUE, FINALMENTE,
NÃO HÁ MAIS COMO ME ESCONDER DE
MIM MESMO.
ATÉ NÃO ME CONFRONTAR OS OLHOS E NOS CORAÇÕES DE OUTROS,
ESTAREI FUGINDO.
ATÉ SOFRER O PARTILHAR DOS MEUS
SEGREDOS, NÃO ME LIBERTAREI DELES.
TEMEROSO DE SER CONHECIDO
NÃO PODEREI ME CONHECER, NEM
AOS OUTROS...
E ESTAREI SÓ!
ONDE SE NÃO EM MEU COMPANHEIRO PODEREI ENCONTRAR ESTE ESPELHO?
AQUI, JUNTOS, POSSO FINALMENTE
CONHECER-ME POR INTEIRO, NÃO
COMO O GIGANTE QUE SONHO SER,
NEM TAMPOUCO COMO O ANÃO DOS
MEUS TEMORES, MAS COMO PARTE DE UM TODO,
COMPARTILHANDO MEUS PROPÓSITOS.
NESTE SOLO PODEREI CRIAR RAIZESE CRESCER,
NÃO MAIS ISOLADO COMO NA MORTE,
MAS VIVO,
PARA MIM E PARA OS OUTROS.
“Só Por Hoje”
domingo, 19 de junho de 2011
RESISTÊNCIAS A MUDANÇAS Parte I
- A percepção de um problema é o primeiro passo na cura ou na mudança dos problemas que afligem o ser humano.
- Quando temos algum problema profundamente inserido no indivíduo, primeiro é precisa-se percebê-lo para então se recuperar.
- Pode-se talvez começar mencionando o problema, queixando-se dele ou vendo-o em outras pessoas. De alguma forma, o problema sobe à superfície de nossa atenção e passa-se a se relacionar com ele.
- A impaciência é uma forma de resistência em aprender e mudar.
- O entregar-se, desistir da resistência, permitir-se aprender.
- Pode-se trabalhar em 02 níveis:
1 – Encarar a resistência 2 – Insistir nas mudanças mentais
Sugere-se que observem, pensem a respeito e depois continuem em frente, apesar de toda dificuldade existente.
Pistas Não Verbais
Nossas Ações Frequentemente Mostram Nossa Resistência
- Mudar de assunto - Sair da sala- Ir ao banheiro - Chegar atrasado- Ficar doente - Adiar- Desperdiçando tempo - Folhear uma revista- Recusar-se a prestar atenção - Comer, beber, fumar.
Hipóteses – Muitas vezes fazemos hipóteses sobre nós e os outros para justificar nossa resistência e aparecem declarações do tipo:
- Não adianta nada - Meu cônjuge não iria compreender- Eu teria de mudar toda minha personalidade - só fracos procuram ajuda / tratamento- eles não conseguiriam me ajudar - eles não saberiam lidar com minha raiva- meu caso é diferente - não quero incomodar ninguém- vai passar sozinho - ninguém consegue.
Eles – damos poder aos outros e usamos essa desculpa para nossa resistência em mudar. Têm-se idéias como:
- Deus não aprova - está chegando a hora certa- este não é o ambiente adequado - eles não me deixarão mudar- eu não tenho o professor ferramenta certa - meu médico não quer- não consigo tirar algumas horas de folga - não quero ficar submetido a eles- é tudo culpa deles - eles têm que mudar primeiro- assim que eu conseguir vou fazê-lo. - você / eles não entendem- não quero magoá-los - é contra minha criação / religião; filosofia.
Conceitos Sobre o Eu – temos idéias sobre nós mesmos que usamos como limitações e resistência a mudanças
- velhos / jovens demais - altos / baixos demais- gordos / magros demais - preguiçosos demais- fortes / fracos demais- pobre demais - burros demais- indignos demais- frívolos demais - sérios demais- emperrados demais - talvez tudo seja demais.
Táticas de Procrastinação – a resistência muitas vezes se expressa como táticas de procrastinação. Usa-se desculpas como:
- farei mais tarde - não posso pensar nisso agora- eu teria de ficar muito tempo afastado - Farei isso um dia qualquer- tenho muitas outras a fazer - pensarei nisso amanhã- assim que eu terminar com... - assim que eu voltar de viagem- a hora não é certa - é tarde demais ou cedo demais.
Negação – essa forma de resistência aparece na negação da necessidade de mudar
- não há nada errado comigo - não consigo fazer nada a respeito- se eu o ignorar, talvez o problema desapareça. - de que adiantaria mudar?
Medo – a maior categoria de resistência é o medo
– medo do desconhecido- ainda não estou pronto - posso falhar- eles poderão me rejeitar - o que os vizinhos vão pensar?- não quero mexer nisso agora - estou com medo de contar ao meu cônjuge...- não sei o bastante - poderei me magoar- posso precisar mudar demais - talvez fique muito caro- prefiro morrer primeiro - não quero que ninguém saiba - tenho medo de expressar meus sentimentos - não quero conversar sobre isso- não tenho energia necessária - quem sabe onde irei terminar?- posso perder minha liberdade - é difícil demais- não tenho dinheiro agora - posso machucar minhas costas- eu não seria perfeito - eu poderia perder meus amigos- não confio em ninguém - isso poderia prejudicar minha imagem.
Estas são apenas algumas das maneiras que criamos para resistir as Mudanças.
É só por hoje...Mais será revelado.
Odemar R. Brandão Fº.
Consultor em Dependencia Química/DST/AIDS
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Crack e a Violência
A violência é um dos assuntos mais comentados na atualidade. Assalta a paz espiritual, contribui para a proliferação do flagelo social, e infelizmente, serve de bandeira política para sanguessugas sociais em épocas apropriadas. É certo que violência e criminalidade andam juntas, lado a lado, mas é a mesma coisa? Quando se tem um conjunto de constrangimento físico e moral, com negação dos direitos fundamentais que constituem o chamado piso vital mínimo como falta de moradia, miséria, desigualdades sociais, fome, corrupções, abusos e arbitrariedades e outras mazelas sociais, então nestes casos, podemos falar em violência. Agora, quando se tem um somatório de roubos, furtos, homicídios, lesões corporais, sequestros, estupros, e outros delitos, aqui se pode falar em criminalidade. Seguramente, os níveis de violência contribuem para o crescimento da criminalidade. Quanto menor o nível de violência, menor serão os índices de criminalidade. Assim, é possível afirmar categoricamente que a criminalidade possui várias causas, ela é multifatorial. Mas o que não se pode negar, é que nos dias atuais, o tráfico ilícito e uso de drogas têm sido a causa principal, o comburente que oxigena o recrudescimento da criminalidade em todo país. Inúmeras são as substâncias entorpecentes vendidas e consumidas no mundo inteiro, responsáveis pela degeneração do tecido social: maconha, skank, haxixe, cocaína, merla, paco, codeína, morfina, heroína, LSD, ecstasy e outras. Mas é inegável que o Crack é a droga que mais preocupa a sociedade brasileira, pelo seu potencial poder de destruir, de aviltar e de transformar o usuário em fera social. O Crack é uma droga ilegal derivada da planta de coca, é feita do que sobra do refinamento da merla, que é sobra do refinamento da cocaína, ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água. Foi criada por soldados americanos em meados do ano de 1966, para tentar diminuir o movimento dos Panteras Negras (em inglês Black Panters Party). O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas, que são colocadas no cachimbo junto ao crack. O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto à cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa – basta um cachimbo improvisado. O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurónios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (Rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. Normalmente um usuário de crack, após algum tempo de uso utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns a outras drogas estimulantes: depressão, ansiedade e agressividade.sábado, 4 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
LEI MARIA DA PENHA
Entrou em vigor em 22 de setembro de 2006, a Lei nº 11.340, com disposições de proteção à mulher, recebendo o sugestivo apelido de “Lei Maria da Penha” em homenagem à funcionária pública de mesmo nome, que ficou paraplégica em virtude da violência praticada pelo ex-marido. A lei em questão é fruto de um esforço do movimento feminista brasileiro incluindo as diversas organizações não governamentais e oficiais de proteção à mulher. É verdade que a lei Maria da Penha trouxe avanços à questão de gênero, porém não é a panacéia para solução do problema. Percebe-se uma comemoração geral em torno da lei com exaltação de suas “vantagens”, dentre as quais se pode destacar a previsão de criação de Juizados Especiais de Violência Doméstica, a proibição da desistência da representação ofertada pela vítima, o aumento da pena para os crimes de lesão corporal e ainda o afastamento da Lei 9.099/95, que previa soltura imediata para o autor de delito de menor potencial ofensivo que se comprometesse a comparecer perante o juiz, que lhe aplicaria uma pena alternativa (multas, cestas básicas e prestação de serviço).Veja-se, contudo, o que ocorre quando a letra fria da lei vai ser aplicada a um caso real. Para os casos de Lesão Corporal Leve (mesmo com a pena mais alta) e Ameaça o agressor preso em flagrante não pode mais ser beneficiado com a liberação imediata concedida pela Lei 9.099/95, como era antes, mas tem direito a pagar fiança e responder ao inquérito e ao processo em liberdade. Portanto o efeito prático é o mesmo, o agressor na maioria dos casos fica em liberdade, só não ocorrendo quando este não fizer jus a ser afiançado. Para os casos de agressão física sem lesão corporal, o agressor se livra solto tendo direto a liberdade provisória sem nem mesmo o pagamento de fiança. Portanto, a soltura do agressor acaba por impor da mesma forma ao que acontecia antes da Lei Maria da Penha. Ocorre que há ainda um fator agravante da situação. O procedimento anterior, bem mais simples, levava as barras da justiça mais casos. Atualmente, para um mesmo caso, o trabalho de Polícia Judiciária dobrou, portanto os casos têm solução mais lenta, e demoram muito mais a chegar às mãos de um juiz. Com o acúmulo de serviço, é natural que menos vítimas sejam efetivamente atendidas e alcancem uma solução. Vale lembrar que a lei embora não seja milagrosa, é boa, porém de aplicação deficiente já 1eu os órgãos oficiais, seja em qualquer âmbito: Polícia Judiciária, Defensoria Pública, Judiciária e Ministério Público, não receberam qualquer modificação de estrutura para cumprimento da lei em sua inteireza. Ainda são raros os Estados que criaram os juizados específicos para casos de violência doméstica, e ainda assim, só na capital. A permanecer como está à lei sendo cumprida “pelas metades”, o resultado final para a mulher em nada se modifica, e, portanto, ocorre muito festejo por nada, afinal a exemplo do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma excelente lei, que não cumprida não oferece nada para se comemorar.
IRENE ANGÉLICA FRANCO E SILVA é delegada de Polícia, Titular da Delegacia de Mulheres de Ipatinga: Professora de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito de Ipatinga; Mestranda em Direito e Economia pela UGF.
Publicado na revista O Curiango.
IRENE ANGÉLICA FRANCO E SILVA é delegada de Polícia, Titular da Delegacia de Mulheres de Ipatinga: Professora de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito de Ipatinga; Mestranda em Direito e Economia pela UGF.
Publicado na revista O Curiango.
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