quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Co-Dependência


A Droga do Co-Dependente É O Seu Comportamento Emocionalmente Disfuncional
Definir co-dependência não é muito fácil, pois suas características e variantes são intermináveis. Vamos, porém, observá-la de uma maneira mais simples e básica, necessária para que possa ocorrer uma identificação.
O termo co-dependente surgiu juntamente com os primeiros programas de recuperação para dependentes químicos nos Estados Unidos. Denominavam-se co-dependentes aquelas pessoas, geralmente familiares, (pais, filhos, maridos, esposas, irmãos, etc.) que se envolviam emocionalmente na doença do dependente químico. Na progressão da mesma, estes também adoeciam.
Co-dependência é uma doença de caráter emocional, como a dependência química; só se desenvolve quando existe uma pré-disposição para tal. Enquanto que no dependente químico essa pré-disposição é de caráter físico, no co-dependente é de caráter emocional. Nenhum co-dependente “desenvolve” a sua doença somente por causa da adicção do seu marido ou filho. Co-dependentes que pensam assim não conseguem romper o ciclo da doença para iniciar a sua recuperação. Na verdade, adoeceu pelo fato de que já dispunha de alguns requisitos ou deficiências de ordem emocional que fizeram com que mergulhasse nessa situação.
Falar de recuperação de co-dependência sem abrir mão de conceitos e sentimentos de culpa é continuar doente, ou seja, é a manifestação da própria doença.
A co-dependência e sua recuperação independem do dependente químico, ela é uma questão extremamente pessoal e individual.
O Co-dependente julga-se responsável por outra pessoa, por seus sentimentos, pensamentos, ações, escolhas, vontades, necessidades, bem-estar, ausência de bem-estar e destino.





domingo, 21 de novembro de 2010

CUIDADO NO QUE ESTÁ USANDO

Açúcar queimado, vodca barata ou pinga e uma pitada do original. Para não perder a clientela, vale até analgésico contra a dor de cabeça. Com maior ou menor sofisticação, essa é a receita básica do uísque que o mercado clandestino criou para abastecer casas noturnas, bares e restaurantes das metrópoles. Num laboratório equipado para analisarem bebidas e remédios apreendidos, peritos da Polícia Federal descobriram as principais formas utilizadas na adulteração dos produtos. Também encontraram substâncias adicionadas à cocaína consumida no país. Com o uísque é assim: um pouco da bebida legítima fica para deixar o gosto. Vodca, pinga ou até álcool de cozinha, usados em maior quantidade, dão o grau etílico. O mesmo modus operandi é utilizado em outros tipos de bebida, como o conhaque e o rum. "Mas o maior alvo é o uísque", diz Adriano Maldaner, perito criminal responsável pelo laboratório da PF. Os testes da PF são realizados em espectrômetro de massas, aparelho que separa cada substância da bebida e descobre a "impressão digital" do produto adulterado. Não existem estatísticas oficiais sobre apreensões de bebidas falsificadas no Brasil, mas, pela simplicidade da fórmula, os peritos avaliam que sua presença seja disseminada no mercado. Com medicamentos é um pouco diferente. A falsificação, que necessita ser feita em laboratório minimamente equipado, ocorre principalmente com dois produtos: o Viagra e anabolizantes. Em ambos os casos, a perícia identificou lotes com as chamadas "pílulas de farinha" ou com as substâncias da fórmula original, mas em proporções alteradas. Na análise de amostras de cocaína, a PF descobriu que a droga mesmo não passa de 60% da trouxinha vendida nas ruas. O resto é mistura, como açúcar ou gesso em pó. Os testes mostram que, de tão misturada, até o crack consumido no Brasil é mais puro que a cocaína em pó.

domingo, 14 de novembro de 2010

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER


 
Estava navegando na Net quando vi esta foto.
Assustado, refleti:
cada usuário retratado,
representa uma família brasileira.
Será que nossas autoridades ainda não perceberam
o tamanho da desgraça social? Estão cegos?
Ou não querem ver?




PROMUT - Programa Mutação

PROMUT - Programa Mutação

Como Você Vê A Dependência Química?

                                        Como Você Vê A Dependência Química?

Marque a sua alternativa.
PERGUNTA:
01) - Não existe um único tipo de dependente químico.
Verdade ( ) Falso ( )

02) - Há diferença entre alcoólatra e o toxicômano.
Verdade ( ) Falso ( )

03) – Dependentes químicos não devem usar substâncias alteradoras de humor de qualquer espécie.
Verdade ( ) Falso ( )

04) – No tratamento do dependente químico, devem-se focalizar primeiramente os problemas que causem essa condição.
Verdade ( ) Falso ( )

05) - Dependentes químicos na ativa resistem à idéia de parar de beber/usar definitivamente.
Verdade ( ) Falso ( )

06) - A meta do tratamento do dependente químico é devolver o individuo ao seu estagio inicial; isto significa que o individuo pode voltar a beber/usar socialmente.
Verdade ( ) Falso ( )

07) – Beber/usar em excesso é o critério principal no diagnostico da dependência química.
Verdade ( ) Falso ( )

08) - Na recuperação do dependente químico, cada membro da família tem seu próprio papel no ajustamento familiar.
Verdade ( ) Falso ( )

09) – Dependência química é um vicio.
Verdade ( ) Falso ( )

10) - Dependência química é uma condição intencionalmente causada pelo usuário.
Verdade ( ) Falso ( )


11) – Pode-se dizer que um dependente químico está recuperado quando ele se encontra em abstinência.
Verdade ( ) Falso ( )

12) – Todos os dependentes químicos estão prontos, em qualquer estágio da doença, para pedir ajuda.
Verdade ( ) Falso ( )

13) – Cabe ao dependente químico a responsabilidade para com sua própria recuperação.
Verdade ( ) Falso ( )

Respostas:
1) – Verdadeiro – Dentre os dependentes químicos existem vários padrões de uso de substâncias psicoativas, tipos de personalidade, níveis de funcionamento, níveis econômicos, etc., como as demais doenças. A doença, entretanto é uma só e independe do padrão de uso e da droga de escolha.
2) – Falso – Não existe a distinção, já que o álcool é também considerado uma droga; a abordagem no tratamento é a mesma.
3) – Verdadeiro – Recomenda-se que os dependentes químicos não usem substancias químicas psicoativas de qualquer espécie. No entanto, circunstâncias onde ele é medicado, principalmente na fase de retirada da droga com acompanhamento de médico especializado, a fim de prevenir quadros de síndrome de abstinência ou na presença de comorbidades que necessitam de medicamentos.
4) – Falso - A abstinência é condição primordial para iniciar um tratamento. Enquanto o dependente químico não fizer nada de construtivo, primeiramente a respeito de seu problema com drogas, nada poderá fazer a respeito de qualquer outro de seus problemas. O tratamento de outros problemas está condicionado à abstinência.
5) – Verdadeiro – A maioria dos dependentes químicos teme não poder usar nunca mais. Pode ficar sem drogas, independente de tratamento, por dias, semanas, ou meses, mas acabam voltando ao uso. Nos primeiros dias a abstinência implica em grande sofrimento físico e psicológico. Em longo prazo, sem tratamento, não conseguem encarar a realidade. Não conseguem atingir o estado de equilíbrio onde existe a necessidade de honestidade em relação a si mesmo a ao seu propósito de não usar mais, responsabilidade e maturidade. Nessas condições é impossível conceber a vida sem drogas.
6) – Falso – Uma volta ao estagio inicial é impossível. Ingerindo drogas, o dependente químico retornará ao ponto em que a doença estacionou com o quadro de problemas psicoemocionais novamente evidenciados. Paralelamente, a perda do controle e toda a gama de problemas inerentes à doença estarão de volta.
7) Falsa – Perda de controle do uso de substâncias psicoativas e/ou problemas resultantes devem ser vistos como critério principal. Freqüência, quantidade e qualidade não são em si mesmo, fatores principais no diagnostico.
8) Verdadeira – Dependência química é uma doença familiar. A família deve crescer emocionalmente, antes, durante e depois do tratamento, no sentido de promover uma aproximação entre seus membros, evitando um distanciamento posterior. A recuperação do dependente químico envolve a existência de maior estabilidade e compreensão dos problemas de ajustamento familiar. Conscientização e crescimento emocional são fatores de muita importância.
9) Falso – A dependência química é uma doença catalogada pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.), desde 1960. A característica principal da doença é a dependência, onde o individuo perde o controle sobre seu uso e sua vida. É uma doença multifacetada. A doença adictiva é bio-psico-social.
10) Falso – Um dependente químico não tem intenção de se tornar um alcoólatra ou um toxicômano. Dependência química é uma doença e não é intencionalmente causada.
11) Falso – A recuperação começa com a abstinência, que é um pré-requisito para a recuperação. Uma vez que o usar é um sintoma da dependência, a abstinência é meramente a remoção de tal sintoma. O objetivo principal é promover um ajustamento satisfatório à vida e melhorar o nível de funcionamento individual.
12) Falso – A regra geral é que dependentes químicos não pedem ajuda. Somente como exceção isso pode ocorrer. Por essa razão a maioria pode vir a ter serias seqüelas ou ate morrer antes de ter acesso a um tratamento adequado. Intervenção e confronto são ferramentas necessárias e podem ser eficazes na maioria dos casos.
13) Verdadeiro – Embora o dependente químico não seja responsável por sua doença, ele deve responsabilizar-se por sua própria recuperação. Nenhuma situação externa ou pessoas, a não ser o próprio, pode tornar sua sobriedade possível.

sábado, 29 de agosto de 2009

Prevenção
O Dr. Robert Du Pont, ex-diretor do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos. Recomenda 10 Regras para os pais:
1. Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substâncias: as regras devem ser comunicadas antes da puberdade. As crianças devem saber que seus pais esperam que na adolescência não fumem, não bebam, não usem maconha e outras drogas. Cada família deve estabelecer suas próprias regras, que devem ser repetidas com freqüência.
2. Estabelecer penalidades pelo não-cumprimento das regras: as punições não precisam ser nem repressivas, nem excessivas e devem ser anunciadas previamente e mantidas de forma consistente. Pode ser útil estabelecê-las com a participação dos filhos, no começo de sua adolescência. Exemplos: perda de privilégios, restrição ao uso do telefone, “proibição de sair de casa”, etc.
3. Dedicar algum tempo diário para conversar com os filhos a respeito do que está se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam. Deve-se deixá-los falar livremente, não é necessário ter respostas, mas escutá-los atentamente, respeitando suas experiências e sentimentos.
4. Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais: essas metas podem ser acadêmicas, esportivas e sociais. É importante ensinar os filhos a tolerar seus inevitáveis fracassos, que são oportunidades para crescer e não para desanimar.
5. Conhecer os amigos dos filhos: conhecer também os pais encontrar-se com eles e compartilhar conhecimentos.
6. Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas próprias qualidades e com seus pequenos ou grandes êxitos: isto significa entusiasmar-se pelo que gostam.
7. Deve haver um sistema estabelecido para a resolução de conflitos: nem sempre os filhos estão de acordo com todos os regulamentos da casa. A melhor maneira de manter a autoridade é estar aberto aos questionamentos dos filhos. Um recurso útil é incluir a consultoria com uma pessoa respeitada por todos (outro membro da família, um médico, um vizinho, Interventor, etc.).
8. Falar freqüentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro: os filhos devem saber que o tempo que viverá com seus pais é limitado, pois se tornarão adultos, sairão de casa e, neste momento, deverão pagar suas contas e estabelecer suas regras. Enquanto estiverem na casa dos pais precisarão aceitar sua autoridade.
9. Deve-se desfrutar dos filhos: uma das maiores felicidades da vida é ter os filhos em casa. Tanto os pais quanto os filhos devem trabalhar para que o lar seja um ambiente positivo para todos. Isso significa trabalho de equipe e respeito mútuo.
10. Ser um pai/mãe “intrometido/a”: é importante fazer perguntas aos filhos, onde e com quem estão. Esta informação é necessária para que sejam pais efetivos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A MÃE DO POPAY

A Mãe do Marinheiro Popay.

Em uma conversa informal com uma amiga, que por incrível que pareça era a Mãe do Brutus a Srª. Popay relatou coisas interessantes;
Mãe do Popay.
- O Popay quando menino era muito tímido e introvertido e idolatrava o Pai que também é marinheiro e não para em casa por causa de suas viagens constantes, com a ausência do Pai ele resolveu seguir seus passos e quando chegou à idade entrou para a marinha. Lá ele conheceu a força do espinafre e voltou forte e sadio. Mas continua tímido. Só fica alegre e falante quando usa o espinafre, às vezes agressivo quando mechem com a Olívia que nem namorada dele é. Eu não entendo depois ele fica calmo e até bobo fazendo as vontades daquela magrela de voz de taquara rachada.
A Mãe do Brutus.
- Eu também não entendo o Brutus sempre foi um menino bom, só se interessa por musculação, faz academia desde pequeno, ultimamente tem brigado muito com seu filho Popay por causa desta tal de Olívia, os dois vivem disputando ela, não sei o que acharam nesta menina magra de nariz em pé e voz de taquara rachada. O pior é que o Brutus sempre chega em casa machucado com as brigas com seu filho.
Mãe do Popay.
- Pois é um dia o Popay levou um grupo de amigos lá pra casa trancou se no quarto e ficaram horas trocando latinhas de espinafre. Depois ele saiu com o carro do Pai e só voltou dois dias depois, cansado com fome e machucado.
A Mãe do Brutus.
- E o carro? Como ficou?
Mãe do Popay.
- Todo amassado mais ele depois que acordou e comeu espinafre, foi consertá-lo ficou uma maravilha, o Pai nem vai perceber. Ele é muito inteligente.
A Mãe do Brutus.
- Eu lembro deste dia o Brutus tava junto e só levou a pior, foram dar um passeio na praia e a chata da Olívia tava junto, novamente brigaram por causa dela.
As duas Mães.
- Essa tal de Olívia não serve para nossos meninos.

Nesta conversa informal de duas Mães de personagens infantis, muitos não percebem a real situação dos personagens citados que nos mostra a comparação feita do espinafre com as drogas, na verdade o marinheiro Popay é um dependente de uma substancia psicoativa no caso o espinafre que é usado para todas suas atividades, sem a qual ele fica tímido e bobo, a Olívia e o Brutus são personagens adoecidos pela adicção do Popay. Suas Mães realmente precisam de ajuda para entenderem os comportamentos de seus filhos.
O PROMUT – Projeto Mutação faz esta comparação para mostrar que na vida real os Pais tem papel fundamental na orientação de seus filhos e que para isso devem informa-se na prevenção primaria para que assim fiquem atentos aos primeiros sinais às vezes inocentes de uma adicção em seus filhos queridos.

Odemar da Rocha Brandão Filho
Consultor em Dependência Química e DST/AIDS

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quem é o culpado?
O Filho do Pedreiro ou o Filho do Engenheiro?
Dentro do contexto da doença dependência química é comum os pais e familiares procurarem um culpado “bode expiatório” para justificar o uso abusivo de seu ente querido portador da doença.
A pergunta continua a ser feita: quem é o culpado.
- o Filho do pedreiro que é amigo do filho do engenheiro, sabe onde pode encontra a droga de uso, visto que mora na periferia e não tem poder aquisitivo (dinheiro) para obter a substancia, mas o filho do engenheiro que mora em bairro de classe alta e por isso tem o poder aquisitivo (dinheiro) para a compra da substancia, e não sabe onde obter, quando juntos em algum evento da moda (festas, baladas, passeios, etc.) encontram a oportunidade para uso de substancias psicoativa aonde vem o uso experimental, se for prazeiro, vem o abuso e conseqüentemente a dependência química.
- É muito comum em terapias familiares ouvirmos familiares justificarem a doença com as frases; foram as más companhias que fizeram isso. Sempre avisei para ele se afastar de fulano ou a clássica pergunta onde foi que eu errei?
Não existem culpados e não existem erros, muito menos más companhias.
Na nossa sociedade o que existe é a falta de informação e omissão a prevenção primária que deveria ser feita com nossos pré-adolescentes. Pais e responsáveis devem exigir dos educadores e governantes a informação do que é comportamento de risco como matéria curricular, comportamentos de risco incluem uso de drogas suas causas e efeitos como também orientação sexual. Prevenindo assim a dependência química e doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS em nossos jovens. É a prevenção através da informação.
Na opinião do PROMUT – Projeto Mutação, ninguém é culpado por ter adquirido uma doença, mas é responsável em seu tratamento e em sua prevenção.
Odemar da Rocha Brandão Filho
Co nsultor em Dependência Química e DST/AIDS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, Brazil
Trabalhos voltados à Atenção Primária, Secundária e Acessoria em Dependência Química. E-Mail:dubranf@gmail.com

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