domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cristina Horta/EM/DA Press
Nem todos os soropositivos e soropositivas sobreviventes do HIV/Aids deram conta de sair do armário em 35 anos de epidemia no mundo, assumindo publicamente sua sorologia. Ainda que a discriminação a portadores do HIV e doentes de Aids esteja proibida pela Lei Federal 12.984, assinada pela presidente Dilma Rousseff em junho de 2014, o fantasma do preconceito permanece à espreita. Portadores do vírus como a evangélica Maria* (nome fictício), de 60 anos, preferem se fazer invisíveis nos ambientes de trabalho, igrejas e universidades a ficar eternamente marcados por uma doença relacionada à promiscuidade sexual e uso de drogas. Ela pegou o vírus há 17 anos relacionando-se com o companheiro, com quem estava amigada e tinha uma filha, embora soubesse que o homem mantinha uma amante. Depois que o marido partiu com Aids, entrou em depressão, até conhecer a instituição de apoio a soropositivos Vhiver-BH, onde encontrou com quem podia conversar. O grupo fechou as portas.

Nas redes sociais, grupos  de apoio a soropositivos, protegidos pelo anonimato e muitas vezes resguardados sob falsos perfis, se multiplicam, permitindo a troca de informações entre novos infectados, que muitas vezes se recusam a buscar tratamento. “Desde que descobri meu diagnóstico tenho andado refém do HIV. Contei a verdade para meu namorado, que não reagiu bem e me abandonou. Estou me sentindo sujo, promíscuo. Parei de fazer faculdade e me tranquei no quarto, não tenho coragem de contar minha história a ninguém. Depois de acompanhar esses links por mais ou menos um ano, tomei coragem de cutucar vocês. Podem me dizer se estou morrendo?”

Outra história que chama a atenção é a de um homem heterossexual do Sul do país que, ao fazer um check-up pedido pelo empregador, descobriu ser portador do HIV por transmissão vertical, ou seja, de nascença. Só então lhe foi revelado que havia sido adotado nos primórdios da epidemia. Sua maior dúvida era se poderia realizar o sonho de se casar e de ser pai. Outro, que atuava como um atendente  em hospital particular,  queria saber onde poderia refazer em sigilo, no sistema público, os testes de sua carga viral, de modo que a sorologia nunca passasse a constar do prontuário do seu convênio de saúde, vinculado diretamente à empresa.
Cristina Horta/EM/D.A Press

“Na verdade, o programa DST/Aids não está às mil maravilhas, como tenta nos convencer o governo federal. Querem que, em tempo recorde, as pessoas com HIV passem a viver em uma pretensa normalidade”, diz Valdecir Buzon, que na década de 1990, fundou o Vhiver BH, onde calcula ter atendido até 8 mil pessoas por mês na antiga casa pintada de azul, no Bairro Funcionários, sede da primeira academia de ginástica voltada para portadores de HIV no país. Hoje, a casa está em ruínas. Desde a interrupção dos atendimentos, quatro jovens que eram mantidos na faculdade por bolsas de estudo largaram os cursos e, segundo Buzon, outras cinco pessoas tentaram o suicídio. Pelo menos duas desistiram da vida controlada por medicamentos.

Outras entidades, como o Grupo de Apoio às Pessoas com Aids (Gapa) de BH, que tiveram papel central para pressionar as autoridades no auge da epidemia, também estão desativadas. Há dois anos, o Vhiver-BH funciona precariamente na casa em ruínas, atolado em dívidas, aguardando transferência para outro imóvel prometido no Bairro da Floresta, mas ainda sem data confirmada. “O soropositivo não é movido apenas a coquetel de medicamentos. Ele continua precisando de um grupo de apoio e de aconselhamento para lidar com as suas novas questões”, defende Buzon, que penhorou o próprio carro e apartamento em prol da entidade, que passou a carregar nas costas, quase que literalmente.

14 de Fevereiro - Honestidade e espiritualidade

"O direito a um Deus da nossa concepção é total e irrefutável. Por termos este direito, é necessário que sejamos honestos acerca daquilo em que acreditamos, se quisermos crescer espiritualmente."
Texto Básico, p. 30

Nas reuniões, durante o café, ou em conversa com o nosso padrinho ou madrinha, ouvimos os nossos amigos de NA falarem sobre o modo como concebem o seu Poder Superior. Seria fácil ir "atrás dos outros", adoptando a crença de outra pessoa, mas, tal como ninguém pode recuperar por nós, também a espiritualidade de alguém não pode substituir a nossa. Temos de procurar honestamente um entendimento de Deus que realmente funcione para nós. Muitos de nós começaram essa procura através da oração e da meditação, e continuaram com as experiências em recuperação.
Terá havido momentos em que nos foi dado um poder maior do que o nosso para enfrentarmos os desafios da vida? Quando, em ocasiões conturbadas, procurámos calmamente uma direcção, será que a encontrámos? Que Poder é que julgamos que nos guiou e nos deu forças? Que Poder é que procuramos? Com as respostas a estas perguntas, iremos compreender o nosso Poder Superior suficientemente bem para que possamos sentir-nos seguros e confiantes ao pedir-lhe que cuide da nossa vontade e das nossas vidas.
Um entendimento de Deus, que não seja verdadeiramente nosso, poderá resultar por algum tempo mas, a longo prazo, temos de chegar à nossa própria compreensão de um Poder Superior, pois é esse mesmo Poder que irá levar-nos através da nossa recuperação.

Só por hoje: Eu procuro um Poder superior a mim mesmo que possa ajudar-me a crescer espiritualmente. Hoje vou examinar honestamente as minhas crenças e chegar ao meu próprio entendimento de Deus.
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No dia 27 de fevereiro, de 15 às 19h30, será realizado na cidade de Parnaíba o Seminário "Dependência Química, Suicídio e Depressão". O evento faz parte do projeto Caminhos, da Federação Espírita Brasileira e Federação Espírita Piauiense e conta com o apoio da União Municipal Espírita de Parnaíba.
As atividades acontecerão no auditório do Liceu Parnaibano, na Av. São Sebastião, 2675. Outras informações: (86) 3322-4340 ou pelo e-mail: procaminhos@gmail.com
Publicado Por: Raul Ventura

quinta-feira, 19 de março de 2015


DAY TOP

ESTOU AQUI PORQUE, FINALMENTE,
NÃO HÁ MAIS COMO ME ESCONDER DE
MIM MESMO.
ATÉ NÃO ME CONFRONTAR NOS
OLHOS E NOS CORAÇÕES DE OUTROS,
ESTAREI FUGINDO.
ATÉ SOFRER O PARTILHAR DOS MEUS
SEGREDO, NÃO ME LIBERTAREI  DELES.
TEMEROSO DE SER CONHECIDO
NÃO PODEREI ME CONHECER,
 NEM AOS OUTROS, E ESTAREI SÓ!
ONDE, SENÃO EM MEU COMPANHEIRO,
PODEREI ENCONTRAR ESTE ESPELHO?
AQUI, JUNTOS,
POSSO FINALMENTE
CONHECER-ME POR INTEIRO,
NÃO COMO O GIGANTE QUE SONHO SER,
NEM TAMPOUCO COMO O ANÃO DOS
MEUS TEMORES,
MAS COMO PARTE DE UM TODO,
COMPARTILHANDO MEUS PROPÓSITOS.
NESTE SOLO PODEREI CRIAR RAÍZES
E CRESCER, NÃO MAIS ISOLADO,COMO NA MORTE, MAS VIVO. PARA MIM E PARA OS OUTROS.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Tecnologia em excesso pode virar problema de saúde mental


Fábio Munhoz
Enviado a Brasília
Nario Barbosa/DGABC
Que a tecnologia é essencial e traz inúmeros benefícios à sociedade, não se discute. Diante de tantas novidades lançadas no mercado fica cada vez mais difícil não estar conectado à internet durante grande parte do dia. Mas o que fazer quando o uso de equipamentos eletrônicos se torna nocivo, gerando problemas sociais e até consequências à saúde?
Especialista em dependência química, o psiquiatra Gabriel Bronstein, da Santa Casa do Rio de Janeiro e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), iniciou há três anos o atendimento a crianças e adolescentes que abusavam da tecnologia, seja por meio de videogames ou das redes sociais.
Apesar de o uso civil da internet ter começado na primeira metade da década de 1990, o aumento da incidência de compulsão por essa ferramenta se intensificou nos últimos anos, com a popularização da conexão de alta velocidade. O médico afirma que cerca de 80% da população do planeta utiliza a rede mundial de computadores. Dessas, 5% têm chances mais elevadas de desenvolver distúrbios ligados ao uso excessivo.
O alerta de que algo está errado deve ser ligado quando o usuário começa a deixar de lado compromissos para viver a realidade virtual. “Ela se torna um problema quando você acaba tendo prejuízo em alguma área da sua vida acadêmica, profissional, familiar ou pessoal. Você deixa de cumprir seus horários e sempre perde a noção do tempo”, explica Bronstein, que falou sobre o tema no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado entre os dias 15 e 18 em Brasília.
Os adolescentes integram o grupo de maior risco. “São mais impulsivos, querem criar seu próprio espaço, desafiar os pais. Tem essa coisa de precisar saber quem ele é, do que ele gosta, do que não gosta. Para isso ele se afasta dos pais e o coloca em risco, como o da dependência química.” As chances de compulsão são ainda mais elevadas em portadores de depressão, ansiedade e TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade).
Entretanto, com a popularização dos smartphones, tem aumentado o número de adultos que dependem da tecnologia, segundo o especialista. Quem nunca presenciou a cena em que todos os participantes de mesa de bar ou restaurante estão com os olhos fixos nos seus dispositivos móveis sem interagir entre si?
Ainda não são claros os motivos que fazem com que a tecnologia se transforme em dependência. Uma das explicações é o fato de que, na internet, o usuário pode criar um personagem, fingindo ser quem não é e alimentando fantasias. “A outra possibilidade é que esse tipo de artifício atinge o prazer, do mesmo modo que as drogas.”
As principais consequências do abuso estão ligadas à queda de produtividade no dia a dia. “Mas há consequências mais graves. Eu tive um paciente, que na época tinha uns 20 anos, que convulsionava diariamente por causa do jogo. Ele havia largado a faculdade, não saía mais de casa, engordou 20 ou 30 quilos, só comia na frente do computador e de onde só saía para dormir, isso quando dormia.”
Bronstein salienta que as pesquisas referentes a esse tema se intensificaram há pouco tempo, quando surgiram casos de adolescentes, principalmente na Ásia, que morreram após passar dias em frente a um dispositivo eletrônico sem se alimentar.
Manicure de Mauá não consegue largar o celular
A manicure Luísa de Sousa Machado, 19 anos, de Mauá, admite ser viciada em tecnologia. Ela conta que a dependência começou há três anos, quando comprou o primeiro smartphone. Sempre conectada nos aplicativos, é tida como “a excluída” pela família e amigos. “Minha mãe sempre reclama que estou comendo com o celular na mão. É tão viciante que, às vezes, na igreja, pego o aparelho sem pensar e o pastor logo me diz que é para prestar atenção ao culto”, fala.
A necessidade de passar o tempo todo conectada já lhe fez driblar a proibição do uso no trabalho. “Era operadora de telefonia e não podia mexer no telefone em serviço, então, colocava o aparelho debaixo das pernas para acessá-lo e levava muita bronca, confesso.”
Para a jovem, ficar um dia sem o celular é inimaginável. “Meu dia sem internet? Não imagino. Me sinto vazia, sem nada, perdida. Todos falam que já demorei para procurar tratamento, que preciso urgente de um psicólogo”, admite.
Familiares devem agir para evitar abusos
Medidas simples podem ser tomadas pelos pais para evitar que os filhos façam uso excessivo de jogos eletrônicos ou equipamentos que permitem acesso às redes sociais. “Uma dica é não deixar o videogame ou o computador no quarto do adolescente, deixando-o em área comum”, explica o psiquiatra Gabriel Bronstein.
O especialista sugere que não sejam dados smartphones a crianças. “Não existe motivo para uma criança de 7 anos ter um dispositivo desse, mas, infelizmente, isso está cada vez mais frequente.” O médico afirma que a idade ideal para o jovem ganhar um aparelho desse tipo é a partir dos 12 ou 13 anos, “quando começa a ter independência e sair um pouco mais”.
Uma vez que a diversão se torna compulsão, o tratamento é delicado. Isso porque, assim como ocorre com as drogas, a retirada dos equipamentos pode gerar abstinência, provocando sintomas clássicos como tremores e sudorese. Além disso, explica o especialista, não é possível interromper completamente o acesso do paciente à tecnologia. “Hoje em dia é impossível pensar em alguém, vivendo em cidade grande pelo menos, que não vá acessar a internet. Tem escola que passa dever de casa pela internet. Isso é irreversível. Nesse ponto, há semelhança com a compulsão alimentar, pois a pessoa não pode parar de comer. Nesses casos, ela vai ter de aprender a lidar com essa dificuldade, provavelmente não vai poder usar o smartphone. É uma reeducação”, comenta. Em alguns casos, são prescritos medicamentos para controlar sintomas como a ansiedade.
Apesar da situação alarmante, Bronstein avalia que a população brasileira possa estar começando a se adaptar com a ‘overdose’ de tecnologia e buscando meios para evitar o uso excessivo, o que pode indicar tendência de queda para esse problema. Exemplo disso são bares onde não há internet sem fio e os consumidores são orientados a conversar entre si. Ou então, grupos que fazem brincadeiras nas quais quem pegar o celular irá pagar a conta.
“Eu acho que a gente está em uma fase de quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Acho que é bem por aí. A gente não sabe o poder dessa ferramenta porque é muito nova, então acabamos exagerando. Provavelmente, as próximas gerações irão lidar com isso de forma natural.”

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dependência Química: drogas e etc...

DIÁRIO DA MANHÃ
PR. LEORDINO LOPES DE CARVALHO JUNIOR O que causa dependência química?
Ao longo de nossas vidas, passamos por momentos difíceis, que parecem insuportáveis. Surge, então, uma força interior que nos impulsiona a sair do sofrimento. É quando o consumo de drogas surge como uma porta sedutora para a fuga da realidade que assola ; tornando  dependentes todos os seus usurários.  Assim orientamos que precisamos ter fé em Deus, em todos os  sentidos precisamos usar a fé como defesa as tantas tentações que existem  em nossos meio. Quantos por impulso, matam, agridem, ofendem, busca nas bebidas  e drogas o caminho de tentar amenizar seu desespero. O caminho bom é o da paz. Caminhos como estes fazem as pessoas perderem o bom convívio, os amigos sinceros, a família, o emprego, a confiabilidade, e afinal perde tudo.
O que é droga?
O termo “droga” envolve analgésicos, barbitúricos, tranquilizantes, alucinógenos, anabolizantes, nicotina e o álcool. Anabolizantes para aumentar a massa muscular tem sido usado sem limites e as causas para o coração, rins e fígado tem sido um desastre. Existem as drogas naturais como a maconha, e as sintéticas produzidas em laboratório, como ecstasy, cocaína e outras.  São ingeridas oralmente, por inalação ou injeção.  O ‘crack’ se popularizou tanto que todas as classes se utilizam desta terrível droga, muitos dizem veio diretamente do inferno. Destrói a família, deixando mães totalmente arrasadas e sem força para impedir as ameaças, roubos e destruição domiciliar. 
COMO AS DROGAS AGEM NO ORGANISMO?
Ao serem ingeridas, as drogas modificam as funções do organismo e cérebro, suas sensações, o humor e o comportamento. Se tornam verdadeiros ‘robôs’ capazes de agredir e até matar por falta de recursos para adquirir a droga. 
Os químicos- dependentes
O dependente químico é chamado de “adicto” que, em grego, significa escravo. É alguém que não consegue abandonar um hábito nocivo, seja por motivos orgânicos ou psicológicos. Esse indivíduo não consome drogas pelo fato de ser vagabundo, mau caráter ou bandido, termos muitas vezes aplicados injustamente. È alguém doente, assim como qualquer outro, que precisa de ajuda para obter um nível de qualidade de vida mais saudável ! O que o usuário busca é uma resposta, um alívio, uma tentativa frustrada de obter paz interior. O vício o leva a uma fuga da realidade. Porém, não observa as consequências disso e se torna um prisioneiro da destruição. Não gosta de conselhos se acha certo as suas atitudes e gosta de sentir o prazer ilusório da droga.
Consequências da dependência química
O uso de drogas, de modo geral, quando não causa óbito natural, leva á morte social, gerando problemas de saúde física e psicológica, perdas financeiras, desentendimentos familiares e complicações com a justiça. Matam e agridem sua própria mãe, seus irmãos, seus avós, falam mentiras, enganam e destroem sua própria vida. A psicoterapia conduzida por um psicólogo, aliada á utilização de medicação (quando necessária) prescrita por um psiquiatra, pode trazer excelentes resultados para quem quer se curar. Esse é o maior objetivo convencer o usuário a desejar sua cura. 
Não somente o tratamento de saúde deve ser buscado. A fé traz segurança e consolo ao paciente. A procura por alívio e paz interior o levou a uma escravidão destrutiva. Mas, onde encontrar alívio e paz ?  Jesus, o mestre mais sábio de toda a história, garantiu :  “ Vinde a mim todos que estais, cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” ( Mt. 11:28 ) “Deixo-vos a paz a Minha Paz vos dou ; não vo-la dou como o mundo dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize” (João 1:27 ) 
A importância da fé independe de religiões, mas de crer em Deus e em Jesus  que pode e é Senhor de todas coisas. A paz e o alívio que não poderiam ser obtidos de forma não nociva, agora estão ao alcance daquele que entender que a prática da fé vai além da religião.... é uma transformação pessoal. Aquele que busca ajuda contra adicção pode obter importante ajuda sobrenatural ao se  apegar ás palavras de Cristo. Assim volta a alegria de viver e a paz na família. Acredite, pois muitos acreditaram  e estão libertos da escravidão dos vícios.       
(Dados obtidos  da cartilha Igreja Quadrangular, psicólogo dr. Rangel Roberto de Menezes Fabrete ) 
(Pr. Leordino Lopes de Carvalho Junior, presidente doConselho de Pastores de Anápolis/CPA. vice-presidente da Cruzada pela Dignidade, e-mail: leordinocpa@hotmail.com)

domingo, 7 de setembro de 2014

Pesquisa da Fiocruz indica que 20% dos usuários das cracolândias são mulheres

  • 07/09/2014 15h19
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira
A Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack – Quem São os Usuários de Crack e/ou Similares do Brasil? Quantos São nas Capitais Brasileiras?, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), verificou que 20% dos que frequentam as chamadas cracolândias são mulheres. O trabalho ouviu 32.359 pessoas, sendo que 24.977 responderam ao questionário nos próprios domicílios e 7.381, nos próprios locais de uso da droga.
Rio de Janeiro Usuários de crack concentram-se nas imediações das obras da Trasncarioca, na Avenida Brasil, próximo ao Complexo da Maré, zona norte da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
As mulheres já são 20% dos usuários de crack e também a parcela mais vulnerável, segundo pesquisa nacional da FiocruzTânia Rêgo/Agência Brasil
Além de responderem os questionários, os usuários fizeram testes de HIV e hepatite, que indicaram que, entre as mulheres, 8,17% eram portadoras do HIV, índice que, nos homens, chegava a 4,01%. Com hepatite C, as mulheres representaram 2,23% dos infectados e os homens, 2,75%.
Segundo um dos coordenadores do trabalho, o médico Francisco Inácio Bastos, do Laboratório de Informação em Saúde (LIS), pertencente ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), o perfil das mulheres pesquisadas é muito negativo. “Até para mim, que sou acostumado a trabalhar nessa área, nunca tinha visto uma população feminina tão maltratada e tão magoada. Agressão física, abuso sexual, nenhuma assistência pré-natal. Quando me perguntam o que me chocou mais como médico, eu digo que foi ver pessoas em uma situação tão precária, precisando tanto de ajuda”, contou à Agência Brasil.
A pesquisa apontou que menos de 5% dos entrevistados permaneceram no tratamento até o último mês. Para o coordenador, ficou claro que a porta de entrada dos usuários de crack no sistema de saúde não é via tratamento da dependência química, mas por meio dos cuidados gerais de saúde, como curativos, tratamento de dente e da boca. O médico acrescentou que, no caso das mulheres, seria natural que o contato com o sistema de saúde ocorresse por necessidade de realizar o pré-natal, mas não é isso o que ocorre.
“No momento das entrevistas, 10% das mulheres relataram que estavam grávidas. O que não quer dizer que tiveram o filho, porque algumas perderam e outras abortaram. Quando se vai para o padrão desejável em termos de pré-natal, que são sete consultas, menos de 5% delas fizeram pré-natal regular”, disse. 
 O coordenador defendeu que os governos deveriam fazer um plano integrado para tratamento do abuso de substâncias químicas vinculado à rede geral de saúde e não apenas aos centros de dependência química. “A grande via do usuário grave se inserir no sistema de saúde é via sistema de saúde geral, são as UPAs [unidades de Pronto-Atendimento], são os programas de Saúde da Família, porque, para o tratamento de dependência química, a proporção que continua é muito baixa. É uma conclusão triste”, explicou.
O Icict também está fazendo uma análise da criminalidade na ausência de programas de apoio aos usuários de crack, para complementar o trabalho. Francisco Inácio Bastos disse que, o que se notou de diferença no tratamento de usuários foi o resultado obtido com a adoção de programas específicos, porque nos locais em que foram implementados houve queda de violência. “Houve uma redução global da taxa de criminalidade e houve uma vinculação dos usuários com programas gerais de saúde”, disse.
A pesquisa foi feita entre o segundo semestre de 2011 e o primeiro semestre de 2013 nas 26 capitais de estado e no Distrito Federal, dividida em três abordagens. A primeira com avaliações em todas as capitais, a segunda nas nove regiões metropolitanas e a última nas cidades pequenas e de médio porte. Agora, o instituto está lançando o livro digital sobre a pesquisa, que pode ser obtido no site do Icict.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dependência química custa R$ 87 mil

Valor foi gasto pela Prefeitura entre janeiro e agosto para tratamento de moradores com dependência química

Publicada em 04/09/14
Erick Paiatto
Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti já conta com alguns leitos e receberá outros
Luana Nogueira
Da reportagem local
A Prefeitura de Mogi das Cruzes já desembolsou mais de R$ 87 mil com a internação de pessoas em clínicas de dependência química de janeiro até agora. Atualmente, o município custeia a permanência de cinco pessoas nas unidades especializadas no atendimento. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde. O município aguarda que uma clínica destinada ao tratamento de dependentes químicos seja construída no Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as obras para a construção da unidade já foram iniciadas e devem ser concluídas em 24 meses. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, das cinco pessoas que têm as internações pagas pela administração municipal, três são adolescentes e duas são adultas do sexo masculino. O valor que é desembolsado pela Prefeitura todos os meses para o tratamento dos adolescentes é de R$ 2.090 cada. Já a internação dos adultos custa aos cofres públicos mensalmente R$ 3.040 (também para cada pessoa).

O valor de R$ 87.780 pago pela administração municipal é referente às internações que foram realizadas de janeiro até o mês passado e incluem pacientes que já receberam alta médica. Os tratamentos são custeados pelo governo municipal quando ocorre alguma decisão judicial que determina o pagamen-to do atendimento.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que atualmente existem 20 leitos que atendem dependentes químicos no Doutor Arnaldo. O atendimento começou a ser prestado em setembro de 2013 e beneficia mulheres e gestantes. Não foi informado qual é a atual taxa de ocupação dos leitos.

Segundo a secretaria, mais 62 novos leitos devem ser destinados ao tratamento de dependentes químicos tanto do sexo masculino quanto do feminino.

O Estado disse "que a internação é apenas uma das alternativas ao tratamento, solicitada somente para os casos graves e severos. A maioria dos pacientes pode ser tratada nos Caps AD das prefeituras ou em comunidades terapêuticas".

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