quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Haddad dá carteira de trabalho a dependentes químicos

Prefeito entregou as primeiras carteiras de trabalho para os beneficiados pelo programa Braços Abertos

ivulgação/Secom
Fernando Haddad entrega carteiras de trabalho para os beneficiários do “De Braços Abertos”
Fernando Haddad entrega carteiras de trabalho para os beneficiários do “De Braços Abertos”
São Paulo - O prefeito de São PauloFernando Haddad (PT), entregou na tarde desta terça-feira, 5, as primeiras carteiras de trabalho para dependentes químicos da Cracolândia, região central, beneficiados pelo programa Braços Abertos da Prefeitura.

O grupo também será o primeiro a se mudar para dois hotéis de um novo programa municipal, batizado de Autonomia em Foco.
Segundo Luciana Temer, secretária Municipal de Assistência Social e Cidadania, as duas unidades terão cerca de 220 vagas e ficam na região central: uma na Liberdade e outra no Pari.
"Esperamos que seja um espaço de construção de autonomia não só para ele (dependente químico). Não vamos estigmatizar como um local só para o Braços Abertos. Eles vão começar um processo de inclusão com outras pessoas", explicou a secretária.
Ao todo, 16 pessoas foram contratadas para trabalhar em uma empresa de limpeza que presta serviço para a Prefeitura em unidades básicas de saúde (UBSs) e hospitais municipais.
Luciana espera que o grupo possa deixar os alojamentos na cracolândia em dez dias, após a inauguração dos hotéis.
Os beneficiários que conquistaram as carteiras de trabalho serão deslocados para trabalhar como faxineiros em Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) espalhados em São Paulo.
O salário será de R$ 820, com vale refeição de R$ 9,10, cesta básica no valor de R$ 81,33 e vale-transporte.
O processo de seleção para chegar aos 16 começou com 40 inscritos no programa.
"Dessa lista, começamos uma dinâmica de conversa. Elas passaram por uma avaliação psiquiátrica para ver o quanto de fato estavam prontos. Tivemos tranquilidade com 18", afirmou Luciana. De acordo com ela, após a escolha, duas pessoas não quiseram o trabalho.
Haddad disse que a Prefeitura "tem procurado" as empresas prestadoras de serviço para programas sociais. "Se elas (as empresas) quiserem se aproximar e fazer parceria, rapidamente equacionaremos o problema."
Expectativa
A faxineira Ieda Santos Silva, de 56 anos, se diz "ansiosa" com o primeira carteira de trabalho.
"Eu sei que vou trabalhar em um CRAS da Vila Mariana. Para não atrasar, já fiz o caminho de metrô para saber quanto tempo vou demorar", afirmou, com lágrimas nos olhos. Ieda já havia chorado há pouco mais de um mês, após tirar um foto com príncipe Harry, que visitou o galpão dos varredores da Prefeitura na Cracolândia.
Para Paulo Sérgio Souza, de 36 anos, o trabalho é uma oportunidade para reencontrar a filha de 10 anos, que não vê há quase um ano.
"A dignidade eu já resgatei. Agora, o que eu mais quero é poder reencontrar minha filha", disse. Souza vai trabalhar em um CRAS na Vila Prudente, na zona leste.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

12 Passos para a Liberdade

Luta contra as drogas, trabalho constante - Por: João Emanuel

Por: JOÃO EMANUEL
Bom seria a criação de uma cadeira de combate as drogas na grade escolar infantil, para evitar e/ou conscientizar os menores sobre o mau que causam
As comunidades terapêuticas, aquelas que prestam serviço no tratamento do dependente químico, merece um olhar especial, principalmente pelas mudanças ocorridas, no que tange políticas públicas de Saúde e de Assistência Social, tenho como objetivo discutir a interface das políticas públicas com as comunidades terapêuticas, no atendimento aos usuários de substâncias psicoativa.
         Buscar resgatar o trabalho importante dos Conselhos Municipais Antidrogas, ressaltando que conforme a professora Selma Frossard Consta, em seu brilhante artigo sobre políticas públicas disse que “a expressão correta é Conselho Municipal sobre Drogas. O termo ‘antidrogas’, em todas as citações e siglas, deverá ser substituído por ‘sobre drogas’”, mas aqui vou usar antidrogas, porque fica de mais fácil intelecção.
         No lanço, o Conselho Antidrogas de Cuiabá, foi criado pela Lei Municipal 4268/2002, que inclusive orientou para que o próprio conselho criasse seu regimento interno, e ainda traz um instrumento em tanto, que é o REMAD, que são os Recursos Municipais Antidrogas.
         Dependência química é um tema extremamente importante, pois não é marcada apenas pela sua atualidade, mas principalmente pela sua complexidade, ele está inserido em um contexto social que passa, constantemente, por profundas transformações de todos os sentidos, seja social, econômica, política e cultural.
         Os centros terapêuticos, devemos entender como organismos não governamentais, em ambiente não hospitalar, com orientação técnica e profissional, onde o principal instrumento terapêutico é a convivência entre os residentes, surgiram no cenário brasileiro, ao longo dos últimos quarenta anos, antes mesmo de existir qualquer política pública de atenção à dependência química no país. As comunidades crescem e multiplicam-se, na medida em que a ineficiência e falta de foco da sociedade e por certo do poder público deixam de fazer frente a demanda que lhes são apresentadas.
         A abordagem desse tema, não pode ocorrer de forma parcial, como se houvesse apenas uma alternativa e/ou forma eficiente de atenção à dependência química. A prevenção, o tratamento, recuperação e reinserção social, bem como a redução dos danos sociais e à saúde e a redução da oferta são dimensões amplamente consideradas na legislação e nas políticas voltadas para esta questão e, todas são válidas e importantes na medida em que contribuem não apenas para a compreensão desta problemática, mas também para o seu enfrentamento.
         Acredito que uma boa iniciativa e um bom fruto para as próximas gerações, seria a criação de uma cadeira de combate as drogas na grade escolar infantil, para evitar e/ou conscientizar os menor sobre o mau que causam o consumo de drogas, o mau que causa para si e para aqueles que gostam do menor, calharia muito bem um projeto neste sentido, colocando a educação como força motriz para a redução do consumo de substâncias químicas nocivas a boa saúde do pessoa humana.
         Para tanto precisamos entender sobre a dependência e do dependente químico, sendo que não existe dificuldade em todos concordarem que a dependência química se trata de um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e de conhecimento no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma importância muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
         Conforme a Classificação de transtornos mentais e de comportamento apontada na classificação internacional de doenças (CID-10), uma característica marcante para taxar um indivíduo portador desta enfermidade, é o desejo (frequentemente forte chegando a ser irresistível) de consumir drogas psicoativas (no qual se encaixa também medicamentos prescritos), álcool e tabaco.
         O CID supracitado, corresponde a: i) forte desejo ou senso de compulsão para consumir substância; ii) dificuldade em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término ou níveis de consumo; iii) uma síndrome de abstinência quando o uso da substância cessou ou foi reduzido; iv) evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes são requeridas para alcançar efeitos originais; v) abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso de substâncias psicoativas; vi) persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas.
         As substâncias nocivas atingem o ser humano em suas 3 (três) dimensões básicas, quais sejam: i) biológica; ii) psíquica e iii) espiritual, e atualmente é reconhecida como uma das expressões da questão social brasileira, à medida que atinge todas as classes sociais.
         Sem o tratamento adequado, o estado de necessidade da substância piora com o passar do tempo, levando a destruição gradativa da pessoa, não somente atingido a ela, mas como também as pessoas de seu convívio pessoal, familiar, profissional e social, sendo que o aspecto familiar, passa a ser co-dependente químico, pois coabita o mesmo universo do portador da dependência química.
         Sobre todo o tema, temos que dar o enfoque multidimensional, ou seja, focar em prevenção, tratamento, reinserção sócio-familiar, o foco deve ser além do dependente, deve também focar em sua família, ou co-dependentes, estes são os sujeitos do processo de tratamento e não o objeto da intervenção do tratamento.
         Comunidade terapêutica tornou-se uma nomenclatura oficial a partir da Resolução 101 da ANVISA, de 30 de maio de 2001. Este termo aparece na cabeça da Resolução que estabelece as regras para as clínicas e comunidades terapêuticas. Que em seu art. 1º define o que entende por comunidade terapêutica: “serviço de atenção a pessoas com problemas decorrentes do uso ou abuso de substâncias psicoativas, segundo modelo psicossocial”, assim reconhece a existência e o trabalho destas instituições e estabelece um modelo básico para o seu funcionamento: o psicossocial, na intenção de garantir o caráter terapêutico de suas ações.
         Elas utilizam conhecimentos e técnicas científicas, na área de saúde mental, social e física, para o atendimento ao usuário de drogas que busca ajuda para o tratamento que é uma doença que deve ser todos os dias tratadas e não um simples tratamento e pronto, pois a qualquer recaída pode advir uma morte súbita, pois a quantidade de droga a ser consumida para que se atinja o clímax desejado pelo usuário varia, e, ele não reconhece mais qual quantia é a preferível e nestas vezes é que acontece a “overdose” e a consequente falência dos órgãos diante deste contexto.
         As comunidades terapêuticas se espalharam e chegam a tratar mais de 40.000 (quarenta mil) residentes e emprega mais de 10.000 pessoas pelo país. Evoluíram tanto que hoje existe Federações de comunidades terapêuticas Evangélicas (FETEB), Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT), a Cruz Azul do Brasil e os próprios Conselhos (nacional, estadual e municipal antidrogas). O usuário passou a ter uma dimensão integral, sobrepondo somente o seu contexto social e familiar.
         Quando estudamos o tema, sabemos que este atingiu um caráter de saúde pública, são ações de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social, mantendo-se a repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas.
         Considero como marco histórico para o tema, quando em 1998 foi criada a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), que agrega o Conselho Nacional Antidrogas (CONAD), relacionando-se com os Conselhos Estaduais e Municipais, sendo que o que vigora hoje em dia é Legislação de 2006 que sofre algumas alterações, mas continua com seu amago inalterado, Lei 11.343/06.
         Dentro da discussão, somos instigados a refletir se a Saúde está preparada para receber, se relacionar, capacitar e assessorar as comunidades terapêuticas, que atuam prioritariamente na proposta de abstinência e em sistema de internamento, sinceramente acho que é questão mais afetiva do que somente saúde, principalmente psicológica, da parte da assistência social e em seguida saúde, nesta sequência, esta tríade compõe o corpo de tratamento.
         Devemos frisar que estes profissionais supra devem determinar o tipo de tratamento a serem investidos para o paciente, que por sua vez funcionam das seguintes formas: i) aberta: aqui o atendimento pode ser realizado em diversas instituições, tanto pública quanto privadas, tais como Unidades Básica de Saúde, ambulatório de saúde mental ou outras instituições que ofereçam tratamento com as características desta mobilidade, sendo que estas encontram-se muito falhas no país como todo, sendo necessário recorrermos as comunidades terapêuticas, que ao meu ver deve receber recursos públicos, fiscalizados por todos os órgãos possíveis, mas que supram a lacuna deixada pelo poder público; ii) semi-aberto: sendo que nestas o tratamento é realizado no CAPS/AD (Centro de atenção Psicossocial álcool e drogas) hospital/dia sendo que este foi pensado para desenvolver ações de cuidados intensivos, visando substituir a internação integral. O paciente frequenta o serviço diariamente por oito horas diárias; iii) fechado, sendo que este ocupa o topo da pirâmide do tratamento, nos casos de maior complexidade, quando os pacientes estão comprometidos com a droga e a doença.
As internações devem ocorrer conforme a portaria nº 224/92 da Secretaria de Assistência Social, com modelo de longa permanência 30 (trinta) dias a 9 (nove) meses de tratamento.
Reafirmo que com todo este volume de tratamentos, constato que o Estado não tem condições de prover este assistencialismo devendo por conseguinte fortalecer as comunidades terapêuticas, que já trabalham e tem mecanismos para tratar do paciente, sendo que estas possuem necessidades que podem ser providas com recursos públicos, inclusive por que a dependência química entra em diversas searas inclusive a saúde pública.
Assim a grande questão é a operacionalização concreta dos princípios e diretrizes preconizadas e o reconhecimento do papel de cada instância pública e privada no atendimento à dependência química, chego até a pensar que seria o momento do poder público não esperar que as comunidades terapêuticas o procurassem, mas sim o Estado buscar localizar e conhecer as comunidades e verificar de fato a demanda que necessitam e passar a provê-las, ofertando recursos para as entidades e fiscalizá-las, seria uma ótima atitude para reduzirmos as mazelas sofridas pelo portador da doença da adicção e de sua família (co-paciente) que padece até mais que o próprio adicto.
03/08/2014 20h23 - Atualizado em 03/08/2014 20h23

Portadora de HIV dá exemplo de vida e diz estar à procura de um amor

Ieda Firmino, de 50 anos, diz que não faz questão de esconder a doença. 
Relatório mostrou que índice de infectados subiu no Brasil.


Sempre sorridente, Ieda conta que leva a vida com muita alegria (Foto: Reprodução/ TV Gazeta Sul)Sempre sorridente, Ieda conta que leva a vida com muita alegria (Foto: Reprodução/ TV Gazeta Sul)
“Só de  acordar, botaro pé no chão e respirar, já é uma vitória. Eu passei pelo vale da sombra da morte e estou aqui”. O depoimento é de Ieda Firmino, de 50 anos, que, ao contrário da maioria dos portadores de HIV, faz questão de que as pessoas ao seu redor saibam da doença. O principal motivo para isso, segundo ela, é orientar outras pessoas e disseminar informações sobre o vírus e sua forma de contaminação. E a preocupação da voluntária do Grupo de Apoio A Pessoas Vivendo com HIV/AIDS "Solidários pela Vida" (GAASV)  tem fundamento: um recente estudo divulgado pela Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, apontou que o índice de novos infectados pelo vírus no Brasil subiu, contrariando os números globais, que apresentaram queda. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saúde - Relatório revela que comunidades terapêuticas têm novos nomes com velhas práticas

Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro admite que comunidades não são previstas na sua rede
- Apesar de proibição expressa, viés religioso continua presente

Rebatizar as chamadas comunidades terapêuticas de Centros Regionais de Atendimento a Usuários de Álcool e outras Drogas (CARE-AD), como fez o governo estadual do Rio de Janeiro, não alterou as práticas dessas instituições, que continuam sem um padrão de funcionamento e com um forte viés religioso, apesar de isso ser proibido, revela o Relatório de Visitas a Comunidades Terapêuticas Conveniadas com o Estado do Rio de Janeiro, que vai ser divulgado nesta sexta-feira, dia 9. O trabalho, feito após visita a três dessas comunidades, além de uma audiência pública, mostra que há irregularidades no tratamento oferecido, assim como no repasse de verbas, que são do Fundo Estadual da Saúde, mas executadas pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Durante a audiência pública, realizada no dia 11 de junho, a equipe da Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que os CAREs e os hospitais psiquiátricos não estão previstos na Rede de Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde. Isso mostra claramente uma contradição dentro do próprio governo, uma vez que SEASDH adota esse modelo de tratamento. Sobre o viés religioso, a própria SEASDH afirmou que ele não deveria existir, conforme determina o edital de contratação.

O relatório também destaca que as CAREs vão passar para o controle da Secretaria Estadual de Prevenção à Dependência Química, que surge num cenário nacional de fortalecimento destas clínicas como parte do programa “Crack, é possível vencer”, liberando R$ 130 milhões pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e R$ 100 milhões pelo Ministério da Saúde. Essa pasta está sob comando do secretário Filipe Pereira, do Partido Social Cristão (PSC), filho do pastor Everaldo Dias, da Assembleia de Deus.

As três comunidades visitadas foram o Instituto Aldeia Gideão e a Clínica Michelle Silveira de Moraes, com convênios firmados com a SEASDH, e o Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Associação Amor & Vida (CREDEQ), conveniado com Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE). Todas têm como base um modelo de tratamento que determina o isolamento dos usuários de drogas, seja pela dificuldade de acesso ou pela restrição de visitas e ligações telefônicas. Também adotam a metodologia dos 12 passos ou Minesotta, conjunto de técnicas de caráter moral e religioso, que tem como parte de suas etapas, por exemplo, o perdão e a realização de um “inventário moral”. Essa metodologia é contrária e incompatível com a que prioriza a Redução de Danos, estratégia apontada pelo Ministério da Saúde como a mais adequada para a abordagem ao uso problemático de álcool e outras drogas.
A adoção de práticas há muito abandonadas, assim como a transferência de dinheiro público para entidades privadas, são alguns dos elementos que têm levado as Comunidades Terapêuticas a serem apontadas como um retrocesso no campo da luta antimanicomial e nas políticas públicas de saúde mental. O relatório, então, deixa claro que apesar das adaptações realizadas, a situação verificada nas visitas não parece apresentar diferenças substanciais em relação ao que existia anteriormente.  Afinal, as mudanças nos modos de nomear não se traduzem na transformação dessas instituições.
O relatório foi produzido por: Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura; Grupo Tortura Nunca Mais; Conselho Regional de Serviço Social/RJ; ONG Justiça Global; Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj; e Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores do Rio.
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Programa social rejeita internação compulsória para dependentes


l

Programa proximidade na Lapa começou a receber moradores de rua (Prefeitura do Rio de Janeiro)
Rio de Janeiro - Moradores de rua dependentes de álcool e drogas, que vivem na Lapa, no centro da capital fluminense, começaram a receber hoje (6) atendimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para combater o vício. O Programa Proximidade, que teve início em 2013, busca inserir na sociedade os dependentes químicos.
A primeira localidade a receber a iniciativa, no ano passado, foi o Parque União, comunidade no Complexo da Maré, na zona norte da cidade. Segundo a secretaria, 929 pessoas receberam atendimento, sendo 729 homens e 200 mulheres. Do total, 600 dependentes decidiram continuar o tratamento.
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, o programa está obtendo sucesso porque não impõe o tratamento ao dependente. “Nosso objetivo é estar presente onde está o usuário, e ganhar a confiança dele. Com isso, em um momento de lucidez, o usuário terá a oportunidade de iniciar o tratamento”, disse Pires.
Sobre a internação compulsória dos usuários de crack no Parque União, no início do ano passado, Adilson Pires garantiu que não agirá mais dessa forma. "Não é a melhor forma de enfrentar o problema. Ficou comprovado, com a atuação do programa no Parque União, que a política acolhedora apóia o usuário na sua mudança. Ele começa a enxergar a prefeitura como um parceiro para sua recuperação. É o grande diferencial”, disse Pires.
A iniciativa de atuar nos pontos de uso de drogas foi baseada em pesquisa do Ministério da Justiça e a Fundação Osvaldo Cruz. “Foi revelado que 80% dos usuários de crack querem deixar o vício, mas apenas 20% procuram ajuda. Os outros 60% deixam de procurar tratamento por não saberem aonde ir ou com quem falar”, dissse o secretário.
Os dependentes assistidos pelos agentes sociais do município são incluídos na rede de proteção social da prefeitura, que comporta, entre outras ações o acolhimento e o tratamento ambulatorial contra a dependência química.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada. Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua). “Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro. O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado. Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo. A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot. “Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ex-ator de Malhação é internado em clínica no Rio de Janeiro

Família nega que ator tenha envolvimento com drogas
Edward Boggis voltou a se internar em uma clínica referência em psiquiatria e dependência química na zona oeste do Rio de Janeiro. O ator, de 35 anos, já havia ficado em repouso neste mesmo centro de saúde no início deste ano. Ele ficou no local por dois meses. 
Embora esteja na Clínica Jorge Jaber, em Vargem Pequena, que também recebe pessoas envolvidas com drogas, a família do ator nega que a motivação da internação tenha qualquer relação com drogas. Em 2007, o espaço recebeu o ator Fábio Assunção, que se tratou contra uma dependência química.
Ainda segundo a família, o motivo pelo qual o ator teria sido internado no início do ano foi o término de um relacionamento amoroso de oito anos. 
Boggis ficou conhecido após atuar em Malhação (1999), além de interpretar o vilão Tony no seriado “Sandy & Junior” e na novela “O profeta”. 

Quem somos

Minha foto
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, Brazil
Trabalhos voltados à Atenção Primária, Secundária e Acessoria em Dependência Química. E-Mail:dubranf@gmail.com

Pesquisar este blog

Powered By Blogger

Como você vê a dependência química?

Arquivo do blog

Bibiliografia Sugerida

  • Alcoólicos Anôninos (Livro Azul)
  • Isto Resulta - Como e Porque (NA)
  • Viver Sóbrio

Filmografia Sugerida

  • 28 Dias
  • Bicho de sete cabeças
  • Despedida em Las Vegas
  • Quando um Homem ama uma Mulher

PARA QUE ISSO?

PARA QUE ISSO?
A imagem diz tudo

LUTO

LUTO
A CIDADE ONDE NASCI FOI DESTRUIDA, MAS AINDA TÁ LÁ.