terça-feira, 19 de julho de 2011

DAY TOP

ESTOU AQUI  PORQUE,  FINALMENTE,
NÃO HÁ MAIS COMO ME ESCONDER DE
MIM MESMO.

ATÉ NÃO ME CONFRONTAR  OS OLHOS E NOS CORAÇÕES DE OUTROS,

ESTAREI FUGINDO.
ATÉ SOFRER O PARTILHAR DOS MEUS
SEGREDOS, NÃO ME LIBERTAREI DELES.
TEMEROSO DE SER CONHECIDO
NÃO PODEREI ME CONHECER, NEM
AOS OUTROS...
E ESTAREI SÓ!

ONDE  SE NÃO EM MEU  COMPANHEIRO  PODEREI  ENCONTRAR  ESTE  ESPELHO?

AQUI, JUNTOS, POSSO FINALMENTE

CONHECER-ME POR INTEIRO, NÃO

COMO O GIGANTE QUE SONHO SER,

NEM TAMPOUCO COMO O ANÃO DOS

MEUS TEMORES, MAS COMO PARTE  DE UM TODO,

COMPARTILHANDO MEUS PROPÓSITOS.

NESTE SOLO PODEREI CRIAR RAIZESE CRESCER,

NÃO MAIS ISOLADO COMO  NA MORTE,

MAS VIVO,

 PARA MIM E PARA OS OUTROS.

“Só Por Hoje”

 

domingo, 19 de junho de 2011

RESISTÊNCIAS A MUDANÇAS Parte I


- A percepção de um problema é o primeiro passo na cura ou na mudança dos problemas que afligem o ser humano.
- Quando temos algum problema profundamente inserido no indivíduo, primeiro é precisa-se percebê-lo para então se recuperar.
- Pode-se talvez começar mencionando o problema, queixando-se dele ou vendo-o em outras pessoas. De alguma forma, o problema sobe à superfície de nossa atenção e passa-se a se relacionar com ele.
- A impaciência é uma forma de resistência em aprender e mudar.
- O entregar-se, desistir da resistência, permitir-se aprender.
- Pode-se trabalhar em 02 níveis:
1 – Encarar a resistência 2 – Insistir nas mudanças mentais
Sugere-se que observem, pensem a respeito e depois continuem em frente, apesar de toda dificuldade existente.
Pistas Não Verbais
 Nossas Ações Frequentemente Mostram Nossa Resistência
- Mudar de assunto - Sair da sala- Ir ao banheiro - Chegar atrasado- Ficar doente - Adiar- Desperdiçando tempo - Folhear uma revista- Recusar-se a prestar atenção - Comer, beber, fumar.
 Hipóteses – Muitas vezes fazemos hipóteses sobre nós e os outros para justificar nossa resistência e aparecem declarações do tipo:
- Não adianta nada - Meu cônjuge não iria compreender- Eu teria de mudar toda minha personalidade - só fracos procuram ajuda / tratamento- eles não conseguiriam me ajudar - eles não saberiam lidar com minha raiva- meu caso é diferente - não quero incomodar ninguém- vai passar sozinho - ninguém consegue.
 Eles – damos poder aos outros e usamos essa desculpa para nossa resistência em mudar. Têm-se idéias como:
- Deus não aprova - está chegando a hora certa- este não é o ambiente adequado - eles não me deixarão mudar- eu não tenho o professor ferramenta certa - meu médico não quer- não consigo tirar algumas horas de folga - não quero ficar submetido a eles- é tudo culpa deles - eles têm que mudar primeiro- assim que eu conseguir vou fazê-lo. - você / eles não entendem- não quero magoá-los - é contra minha criação / religião; filosofia.
 Conceitos Sobre o Eu – temos idéias sobre nós mesmos que usamos como limitações e resistência a mudanças
- velhos / jovens demais - altos / baixos demais- gordos / magros demais - preguiçosos demais- fortes / fracos demais- pobre demais - burros demais- indignos demais- frívolos demais - sérios demais- emperrados demais - talvez tudo seja demais.
 Táticas de Procrastinação – a resistência muitas vezes se expressa como táticas de procrastinação. Usa-se desculpas como:
- farei mais tarde - não posso pensar nisso agora- eu teria de ficar muito tempo afastado - Farei isso um dia qualquer- tenho muitas outras a fazer - pensarei nisso amanhã- assim que eu terminar com... - assim que eu voltar de viagem- a hora não é certa - é tarde demais ou cedo demais.
 Negação – essa forma de resistência aparece na negação da necessidade de mudar
- não há nada errado comigo - não consigo fazer nada a respeito- se eu o ignorar, talvez o problema desapareça. - de que adiantaria mudar?
 Medo – a maior categoria de resistência é o medo
– medo do desconhecido- ainda não estou pronto - posso falhar- eles poderão me rejeitar - o que os vizinhos vão pensar?- não quero mexer nisso agora - estou com medo de contar ao meu cônjuge...- não sei o bastante - poderei me magoar- posso precisar mudar demais - talvez fique muito caro- prefiro morrer primeiro - não quero que ninguém saiba - tenho medo de expressar meus sentimentos - não quero conversar sobre isso- não tenho energia necessária - quem sabe onde irei terminar?- posso perder minha liberdade - é difícil demais- não tenho dinheiro agora - posso machucar minhas costas- eu não seria perfeito - eu poderia perder meus amigos- não confio em ninguém - isso poderia prejudicar minha imagem.

Estas são apenas algumas das maneiras que criamos para resistir as Mudanças.

É só por hoje...Mais será revelado.

Odemar R. Brandão Fº.
Consultor em Dependencia Química/DST/AIDS

Abaixo-assinado ANISTIA AOS BOMBEIROS MILITARES

Abaixo-assinado ANISTIA AOS BOMBEIROS MILITARES

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Crack e a Violência

A violência é um dos assuntos mais comentados na atualidade. Assalta a paz espiritual, contribui para a proliferação do flagelo social, e infelizmente, serve de bandeira política para sanguessugas sociais em épocas apropriadas. É certo que violência e criminalidade andam juntas, lado a lado, mas é a mesma coisa? Quando se tem um conjunto de constrangimento físico e moral, com negação dos direitos fundamentais que constituem o chamado piso vital mínimo como falta de moradia, miséria, desigualdades sociais, fome, corrupções, abusos e arbitrariedades e outras mazelas sociais, então nestes casos, podemos falar em violência. Agora, quando se tem um somatório de roubos, furtos, homicídios, lesões corporais, sequestros, estupros, e outros delitos, aqui se pode falar em criminalidade. Seguramente, os níveis de violência contribuem para o crescimento da criminalidade. Quanto menor o nível de violência, menor serão os índices de criminalidade. Assim, é possível afirmar categoricamente que a criminalidade possui várias causas, ela é multifatorial. Mas o que não se pode negar, é que nos dias atuais, o tráfico ilícito e uso de drogas têm sido a causa principal, o comburente que oxigena o recrudescimento da criminalidade em todo país. Inúmeras são as substâncias entorpecentes vendidas e consumidas no mundo inteiro, responsáveis pela degeneração do tecido social: maconha, skank, haxixe, cocaína, merla, paco, codeína, morfina, heroína, LSD, ecstasy e outras. Mas é inegável que o Crack é a droga que mais preocupa a sociedade brasileira, pelo seu potencial poder de destruir, de aviltar e de transformar o usuário em fera social. O Crack é uma droga ilegal derivada da planta de coca, é feita do que sobra do refinamento da merla, que é sobra do refinamento da cocaína, ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água. Foi criada por soldados americanos em meados do ano de 1966, para tentar diminuir o movimento dos Panteras Negras (em inglês Black Panters Party). O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas, que são colocadas no cachimbo junto ao crack. O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto à cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa – basta um cachimbo improvisado. O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurónios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (Rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. Normalmente um usuário de crack, após algum tempo de uso utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns a outras drogas estimulantes: depressão, ansiedade e agressividade.
O uso do crack e sua potente dependência em muitos casos levam o usuário à prática de pequenos crimes para a compra da droga. Estudos relacionam a entrada do crack como droga circulante em São Paulo com o aumento da criminalidade praticada por jovens, como pequenos furtos e o aumento da prostituição juvenil, com o fim de financiar o vício. Na periferia de São Paulo, jovens prostitutas viciadas em crack é o nicho de maior crescimento da AIDS no Brasil. O efeito social do uso do crack é o mais devastador entre as drogas normalmente encontradas no Brasil, o viciado em crack se torna gradativamente completamente dependente da droga, e a prática de pequenos crimes normalmente começa em casa, com o furto de objetos e eletrodomésticos para a compra da droga. O viciado em crack dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou escola diário, passando a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la. Para o combate efetivo, há necessidade de implementação de medidas nas três linhas de ações: preventiva, repressiva e curativa. A prevenção deve ser a primeira linha de ação, com introdução de medidas voltadas para a formação educacional da criança e do adolescente nas escolas, fortalecendo a sua auto-estima, com a demonstração do grande mal que a droga tem causado à sociedade, e mesmo porque a educação é a melhor forma de se prevenir. Mas é preciso que sejam medidas preventivas efetivas, e não um monte de ações pirotécnicas e espetáculos apelativos, mesclado de extorsões junto às entidades públicas e pobres da população, que assistimos por aí, através de alguns arremedos de projetos. Outra medida importante na política de combate ao uso e tráfico de drogas ilícitas é a implantação de clínicas especializadas para desintoxicação do dependente químico. Se não existe um lugar para tal finalidade, evidentemente, que o usuário vai permanecer nas ruas como lixo social, ameaçando, roubando, e trazendo insegurança para as pessoas e para o próprio viciado.






sábado, 28 de maio de 2011

LEI MARIA DA PENHA

Entrou em vigor em 22 de setembro de 2006, a Lei nº 11.340, com disposições de proteção à mulher, recebendo o sugestivo apelido de “Lei Maria da Penha” em homenagem à funcionária pública de mesmo nome, que ficou paraplégica em virtude da violência praticada pelo ex-marido. A lei em questão é fruto de um esforço do movimento feminista brasileiro incluindo as diversas organizações não governamentais e oficiais de proteção à mulher. É verdade que a lei Maria da Penha trouxe avanços à questão de gênero, porém não é a panacéia para solução do problema. Percebe-se uma comemoração geral em torno da lei com exaltação de suas “vantagens”, dentre as quais se pode destacar a previsão de criação de Juizados Especiais de Violência Doméstica, a proibição da desistência da representação ofertada pela vítima, o aumento da pena para os crimes de lesão corporal e ainda o afastamento da Lei 9.099/95, que previa soltura imediata para o autor de delito de menor potencial ofensivo que se comprometesse a comparecer perante o juiz, que lhe aplicaria uma pena alternativa (multas, cestas básicas e prestação de serviço).Veja-se, contudo, o que ocorre quando a letra fria da lei vai ser aplicada a um caso real. Para os casos de Lesão Corporal Leve (mesmo com a pena mais alta) e Ameaça o agressor preso em flagrante não pode mais ser beneficiado com a liberação imediata concedida pela Lei 9.099/95, como era antes, mas tem direito a pagar fiança e responder ao inquérito e ao processo em liberdade. Portanto o efeito prático é o mesmo, o agressor na maioria dos casos fica em liberdade, só não ocorrendo quando este não fizer jus a ser afiançado. Para os casos de agressão física sem lesão corporal, o agressor se livra solto tendo direto a liberdade provisória sem nem mesmo o pagamento de fiança. Portanto, a soltura do agressor acaba por impor da mesma forma ao que acontecia antes da Lei Maria da Penha. Ocorre que há ainda um fator agravante da situação. O procedimento anterior, bem mais simples, levava as barras da justiça mais casos. Atualmente, para um mesmo caso, o trabalho de Polícia Judiciária dobrou, portanto os casos têm solução mais lenta, e demoram muito mais a chegar às mãos de um juiz. Com o acúmulo de serviço, é natural que menos vítimas sejam efetivamente atendidas e alcancem uma solução. Vale lembrar que a lei embora não seja milagrosa, é boa, porém de aplicação deficiente já 1eu os órgãos oficiais, seja em qualquer âmbito: Polícia Judiciária, Defensoria Pública, Judiciária e Ministério Público, não receberam qualquer modificação de estrutura para cumprimento da lei em sua inteireza. Ainda são raros os Estados que criaram os juizados específicos para casos de violência doméstica, e ainda assim, só na capital. A permanecer como está à lei sendo cumprida “pelas metades”, o resultado final para a mulher em nada se modifica, e, portanto, ocorre muito festejo por nada, afinal a exemplo do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma excelente lei, que não cumprida não oferece nada para se comemorar.


IRENE ANGÉLICA FRANCO E SILVA é delegada de Polícia, Titular da Delegacia de Mulheres de Ipatinga: Professora de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito de Ipatinga; Mestranda em Direito e Economia pela UGF.

Publicado na revista O Curiango.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Co-Dependência


A Droga do Co-Dependente É O Seu Comportamento Emocionalmente Disfuncional
Definir co-dependência não é muito fácil, pois suas características e variantes são intermináveis. Vamos, porém, observá-la de uma maneira mais simples e básica, necessária para que possa ocorrer uma identificação.
O termo co-dependente surgiu juntamente com os primeiros programas de recuperação para dependentes químicos nos Estados Unidos. Denominavam-se co-dependentes aquelas pessoas, geralmente familiares, (pais, filhos, maridos, esposas, irmãos, etc.) que se envolviam emocionalmente na doença do dependente químico. Na progressão da mesma, estes também adoeciam.
Co-dependência é uma doença de caráter emocional, como a dependência química; só se desenvolve quando existe uma pré-disposição para tal. Enquanto que no dependente químico essa pré-disposição é de caráter físico, no co-dependente é de caráter emocional. Nenhum co-dependente “desenvolve” a sua doença somente por causa da adicção do seu marido ou filho. Co-dependentes que pensam assim não conseguem romper o ciclo da doença para iniciar a sua recuperação. Na verdade, adoeceu pelo fato de que já dispunha de alguns requisitos ou deficiências de ordem emocional que fizeram com que mergulhasse nessa situação.
Falar de recuperação de co-dependência sem abrir mão de conceitos e sentimentos de culpa é continuar doente, ou seja, é a manifestação da própria doença.
A co-dependência e sua recuperação independem do dependente químico, ela é uma questão extremamente pessoal e individual.
O Co-dependente julga-se responsável por outra pessoa, por seus sentimentos, pensamentos, ações, escolhas, vontades, necessidades, bem-estar, ausência de bem-estar e destino.





domingo, 21 de novembro de 2010

CUIDADO NO QUE ESTÁ USANDO

Açúcar queimado, vodca barata ou pinga e uma pitada do original. Para não perder a clientela, vale até analgésico contra a dor de cabeça. Com maior ou menor sofisticação, essa é a receita básica do uísque que o mercado clandestino criou para abastecer casas noturnas, bares e restaurantes das metrópoles. Num laboratório equipado para analisarem bebidas e remédios apreendidos, peritos da Polícia Federal descobriram as principais formas utilizadas na adulteração dos produtos. Também encontraram substâncias adicionadas à cocaína consumida no país. Com o uísque é assim: um pouco da bebida legítima fica para deixar o gosto. Vodca, pinga ou até álcool de cozinha, usados em maior quantidade, dão o grau etílico. O mesmo modus operandi é utilizado em outros tipos de bebida, como o conhaque e o rum. "Mas o maior alvo é o uísque", diz Adriano Maldaner, perito criminal responsável pelo laboratório da PF. Os testes da PF são realizados em espectrômetro de massas, aparelho que separa cada substância da bebida e descobre a "impressão digital" do produto adulterado. Não existem estatísticas oficiais sobre apreensões de bebidas falsificadas no Brasil, mas, pela simplicidade da fórmula, os peritos avaliam que sua presença seja disseminada no mercado. Com medicamentos é um pouco diferente. A falsificação, que necessita ser feita em laboratório minimamente equipado, ocorre principalmente com dois produtos: o Viagra e anabolizantes. Em ambos os casos, a perícia identificou lotes com as chamadas "pílulas de farinha" ou com as substâncias da fórmula original, mas em proporções alteradas. Na análise de amostras de cocaína, a PF descobriu que a droga mesmo não passa de 60% da trouxinha vendida nas ruas. O resto é mistura, como açúcar ou gesso em pó. Os testes mostram que, de tão misturada, até o crack consumido no Brasil é mais puro que a cocaína em pó.

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, Brazil
Trabalhos voltados à Atenção Primária, Secundária e Acessoria em Dependência Química. E-Mail:dubranf@gmail.com

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